O MEU ADEUS AO INVESTIGADOR BOB!
Conheci o policial BOB (assassinado brutalmente na última sexta-feira) na Sec. de S. Brás, no ano de 1999.
Ele estava lotado no meu plantão. Guardo dele a lembrança daquele tipo de pessoa que a aparência destoa do comportamento. Um negro forte, de presença que intimida, no entanto, no trato com as pessoas, era diferente: dirigia-se a mim com respeito e consideração e era gentil e atencioso. Mantinha-se quase sempre calado e quieto em uma postura de quem estava atento ao dever e isso o fazia diferente dos outros investigadores do plantão.
Lamentei a morte prematura e violenta.
Costumo dizer que nós, policiais, que enfrentamos exaustivas horas de expectativas pelo inesperado nos plantões, somos, antes de tudo, AUDACIOSOS!
Quantos plantões não encarei com apenas 1 escrivão e 1 investigador? Outros com 2 investigadores e 1 escrivão e sem viatura? Missões de rua em que, apenas com nossos revólveres 38, enfrentamos as armas pesadas de perigosos assaltantes, como os já falecidos ARI e BERLOQUE (Os IPCs. Rubens e Cascaes lembram, com certeza, desse encontro quase fatal!).
Somos audaciosos quando seguimos em missões para o interior do Estado sem um planejamento estratégico adequado.
Como Kamikases (sem preparo técnico e físico, coletes à prova de balas, armamento adequado) enfrentamos os bem preparados opositores, sempre mais ágeis e sem qualquer preocupação em disparar contra pessoas que um dia, não se sabe por que, resolveram ingressar na carreira.
Como o meu querido BOB, muitos ainda tombarão.
E o que mudou (ou mudará)?
Os verdadeiros responsáveis continuarão impunes, a sociedade indiferente, alguns colegas receosos, uma página no jornal e uma família que será obrigada a conviver sem sua presença.
ADEUS BOB.
É uma lástima, pois, eu não pude contribuir em nada para impedir a sua tragédia.
Rubenita Monteiro Pimentel - DPC
seg tambem a familia de bob
minhas sinseras condolencias. isaac.silva...
sexta-feira, 19 de junho de 2009
A culpa é do sistema. (ou “Adeus aos investigadores da PC!”)
Faz uma semana que os investigadores da Polícia Civil paraense IVAN e ADENILDO foram mortos, no exercício da atividade profissional, por dois meliantes (presos de justiça) que estavam sob a custódia da PC. É possível que os policiais tenham negligenciado na guarda dos meliantes (como afirmou sutilmente a SEGUP). Mas não podemos ajuizar com propriedade sobre os fatos sem voltarmos os olhos para o entorno dos acontecimentos.
Os assassinos eram presos provisórios à disposição da justiça (na verdade todos os presos são provisórios. Não há prisão perpétua no Brasil). Não haviam sido “julgados, condenados e culpados” pelo Poder Judiciário, como a maioria dos presos que integram o sistema prisional do Estado (cerca de mais de 7 mil detentos). A Justiça não tem pressa. Precisa respeitar todos os ritos do processo. Existem poucos juízes e eles só trabalham dez meses por ano – isso se não adoecerem, realizarem cursos, casarem, etc. Além do mais, os presos podem esperar (não tem para onde ir). Isso gera uma superpopulação de encarcerados que, não cabendo nas diversas Casas de “Recuperação” do Estado, são colocados onde existir uma cela que possa enjaulá-los. Assim as delegacias que deveriam “guardar” os presos, de fato, provisórios, são utilizadas como se fossem a extensão do sistema prisional. Dessa forma se institui a promiscuição da Superintendência do sistema Penitenciário com a Polícia Civil do Estado.
Os policiais civis deveriam, segundo a Carta Magna, ser empenhados na consecução da atividade de polícia judiciária, mas, em flagrante desvio de função, atuam como verdadeiros agentes prisionais; e as delegacias, como verdadeiras casas de custódia. O que fazer, se a sociedade precisa ser protegida dos bandidos que a ameaçam? Para casa é que os policiais não podem levar os presos!
O Governo, por sua vez, diz que a culpa é da desagregação da sociedade. Os valores (que não são os financeiros) não são mais respeitados. A família se degenerou. E como a violência é um fenômeno contextual, o seu combate é dever do Estado, mas a responsabilidade é de todos. Ora, se todos são responsáveis, logo todos são culpados. Ou seja, neste caso, NÃO HÁ CULPADOS.
Afinal, como não é possível culpar a polícia, a justiça, o MP (até porque este não existe no Pará), a SUSIPE, o povo ou Deus, culpa-se o sistema ou a SITUAÇÃO. Logo, a morte dos investigadores no interior de uma delegacia por presos que não tinham aonde ser custodiados adequadamente deve ser compreendido como uma mera fatalidade ou obra do acaso.
O certo é que IVAN e ADENILDO não existem mais. Foram vítimas de um sistema que foi criado pelo homem, mas que, por conveniência do próprio homem, é considerado como um ser abstrato (a quem não se pode imputar responsabilidade).
Que Deus os tenha!
isaac.silva...
Os assassinos eram presos provisórios à disposição da justiça (na verdade todos os presos são provisórios. Não há prisão perpétua no Brasil). Não haviam sido “julgados, condenados e culpados” pelo Poder Judiciário, como a maioria dos presos que integram o sistema prisional do Estado (cerca de mais de 7 mil detentos). A Justiça não tem pressa. Precisa respeitar todos os ritos do processo. Existem poucos juízes e eles só trabalham dez meses por ano – isso se não adoecerem, realizarem cursos, casarem, etc. Além do mais, os presos podem esperar (não tem para onde ir). Isso gera uma superpopulação de encarcerados que, não cabendo nas diversas Casas de “Recuperação” do Estado, são colocados onde existir uma cela que possa enjaulá-los. Assim as delegacias que deveriam “guardar” os presos, de fato, provisórios, são utilizadas como se fossem a extensão do sistema prisional. Dessa forma se institui a promiscuição da Superintendência do sistema Penitenciário com a Polícia Civil do Estado.
Os policiais civis deveriam, segundo a Carta Magna, ser empenhados na consecução da atividade de polícia judiciária, mas, em flagrante desvio de função, atuam como verdadeiros agentes prisionais; e as delegacias, como verdadeiras casas de custódia. O que fazer, se a sociedade precisa ser protegida dos bandidos que a ameaçam? Para casa é que os policiais não podem levar os presos!
O Governo, por sua vez, diz que a culpa é da desagregação da sociedade. Os valores (que não são os financeiros) não são mais respeitados. A família se degenerou. E como a violência é um fenômeno contextual, o seu combate é dever do Estado, mas a responsabilidade é de todos. Ora, se todos são responsáveis, logo todos são culpados. Ou seja, neste caso, NÃO HÁ CULPADOS.
Afinal, como não é possível culpar a polícia, a justiça, o MP (até porque este não existe no Pará), a SUSIPE, o povo ou Deus, culpa-se o sistema ou a SITUAÇÃO. Logo, a morte dos investigadores no interior de uma delegacia por presos que não tinham aonde ser custodiados adequadamente deve ser compreendido como uma mera fatalidade ou obra do acaso.
O certo é que IVAN e ADENILDO não existem mais. Foram vítimas de um sistema que foi criado pelo homem, mas que, por conveniência do próprio homem, é considerado como um ser abstrato (a quem não se pode imputar responsabilidade).
Que Deus os tenha!
isaac.silva...
terça-feira, 16 de junho de 2009
A "essência" do amor
Cultivamos a idéia de que o amor
É um sentimento que não nos atormenta,
Que não nos deixa inquieto e não nos perturba.
Cultivamos a idéia de que o amor
É um sentimento diferente da paixão,
Que não nos faz agir de forma insana,
Que não nos causa insônia,
Que não nos faz ridículos.
Cultivamos a idéia de que o amor
É um sentimento que não nos deixa louco
(que não é pra porra-louca).
Cultivamos a idéia de que o amor
É um sentimento que não nos deixa instável
No pensamento, no sentimento e na ação.
Cultivamos a idéia de que o amor
É um sentimento que não nos faz egoísta,
E que as nossas ações, mesmo as que tentam impor algo,
São para o bem do outro,
Porque amar é querer bem a coisa amada.
Cultivamos a idéia de que somos amadores de longa data,
E o que sentimos, seja lá o que for, é amor (quem vai nos contradizer?).
Se for mentira – é só mentira – não é pecado...
E, por amor, Deus perdoa.
Cultivamos a idéia de que o amor
É um sentimento que justifica a surra que não se dá,
O beijo que se dá, a mão que se estende, a cobrança que se faz...
Cultivamos tantas idéias sobre o amor
Que podemos dizer que o amor é um sentimento
Que justifica a cobrança que não se faz,
Porque quem ama não é egoísta;
Que justifica a mão que não se estende,
Porque quem ama não carrega, educa;
Que justifica o beijo que não se dá,
Por que quem ama “não seduz o que não pode cultivar”;
Que justifica a surra que se dá,
Porque quem ama disciplina o espírito;
Que justifica a mentira que se conta;
Porque quem ama protege o outro;
Que justifica os sentimentos mais estrambóticos,
Porque quem ama é sentimental;
Que justifica a agressividade e a intolerância,
Porque quem ama tudo suporta;
Que justifica a loucura que se faz,
Porque somente quem ama faz loucuras de amor;
Que justifica as ações ridículas e insanas,
Porque quem ama não age lógica e racionalmente;
Que justifica as noites de insônia,
Porque quem ama sonha acordado;
Que justifica a inquietude do espírito,
Porque quem ama “não sossega a coisa amada”;
Que justifica o desamor,
Porque quem ama é humano,
Logo suscetível de toda sorte de coisas;
Que justifica... Que justifica... Que justifica...
Assim, sob a égide do amor podemos explicar e justificar
Todos os fatos e atos humanos – até os omissivos,
Ancorados na crença de que a esse sentimento
Não se apruma definição possível,
Tornando-o ontologicamente íntimo do ser amante.
Mas, apesar da inconteste falta de objetividade,
Nada impede que investiguemos a sua natureza volátil
Na busca de algum elemento ou princípio que nos oriente
À compreensão da sua sutil e difusa existência:
Como age o amante? De qualquer maneira.
Por quê? Porque tem necessidades.
Para que? Para satisfazê-las.
Onde? Em qualquer lugar.
Altruísmo? Hipocrisia.
Separação? A morte.
O outro? Um meio.
Sim? Não.
Não? Talvez.
Humano? Mítico.
O que é? Egoísmo.
Bom? Enquanto saciar.
Eterno? “Enquanto durar”.
A paixão? Seu principal alimento.
A dor? A garantia da sua existência.
Estável? Somente enquanto espiritual.
Liberdade? Dentro dos limites de quem ama.
Coerente? Somente se pensado, pois a sua vivência
Está afeita a todo tipo de acontecimento ligado ao homem
Enquanto um ente solitário, limitado e carente, logo predisposto
A “construí-lo” como lhe aprouver. E enquanto construção humana
O amor pode ter a forma que o homem quiser,
Isto é, a “ESSÊNCIA” que o homem quiser.
É um sentimento que não nos atormenta,
Que não nos deixa inquieto e não nos perturba.
Cultivamos a idéia de que o amor
É um sentimento diferente da paixão,
Que não nos faz agir de forma insana,
Que não nos causa insônia,
Que não nos faz ridículos.
Cultivamos a idéia de que o amor
É um sentimento que não nos deixa louco
(que não é pra porra-louca).
Cultivamos a idéia de que o amor
É um sentimento que não nos deixa instável
No pensamento, no sentimento e na ação.
Cultivamos a idéia de que o amor
É um sentimento que não nos faz egoísta,
E que as nossas ações, mesmo as que tentam impor algo,
São para o bem do outro,
Porque amar é querer bem a coisa amada.
Cultivamos a idéia de que somos amadores de longa data,
E o que sentimos, seja lá o que for, é amor (quem vai nos contradizer?).
Se for mentira – é só mentira – não é pecado...
E, por amor, Deus perdoa.
Cultivamos a idéia de que o amor
É um sentimento que justifica a surra que não se dá,
O beijo que se dá, a mão que se estende, a cobrança que se faz...
Cultivamos tantas idéias sobre o amor
Que podemos dizer que o amor é um sentimento
Que justifica a cobrança que não se faz,
Porque quem ama não é egoísta;
Que justifica a mão que não se estende,
Porque quem ama não carrega, educa;
Que justifica o beijo que não se dá,
Por que quem ama “não seduz o que não pode cultivar”;
Que justifica a surra que se dá,
Porque quem ama disciplina o espírito;
Que justifica a mentira que se conta;
Porque quem ama protege o outro;
Que justifica os sentimentos mais estrambóticos,
Porque quem ama é sentimental;
Que justifica a agressividade e a intolerância,
Porque quem ama tudo suporta;
Que justifica a loucura que se faz,
Porque somente quem ama faz loucuras de amor;
Que justifica as ações ridículas e insanas,
Porque quem ama não age lógica e racionalmente;
Que justifica as noites de insônia,
Porque quem ama sonha acordado;
Que justifica a inquietude do espírito,
Porque quem ama “não sossega a coisa amada”;
Que justifica o desamor,
Porque quem ama é humano,
Logo suscetível de toda sorte de coisas;
Que justifica... Que justifica... Que justifica...
Assim, sob a égide do amor podemos explicar e justificar
Todos os fatos e atos humanos – até os omissivos,
Ancorados na crença de que a esse sentimento
Não se apruma definição possível,
Tornando-o ontologicamente íntimo do ser amante.
Mas, apesar da inconteste falta de objetividade,
Nada impede que investiguemos a sua natureza volátil
Na busca de algum elemento ou princípio que nos oriente
À compreensão da sua sutil e difusa existência:
Como age o amante? De qualquer maneira.
Por quê? Porque tem necessidades.
Para que? Para satisfazê-las.
Onde? Em qualquer lugar.
Altruísmo? Hipocrisia.
Separação? A morte.
O outro? Um meio.
Sim? Não.
Não? Talvez.
Humano? Mítico.
O que é? Egoísmo.
Bom? Enquanto saciar.
Eterno? “Enquanto durar”.
A paixão? Seu principal alimento.
A dor? A garantia da sua existência.
Estável? Somente enquanto espiritual.
Liberdade? Dentro dos limites de quem ama.
Coerente? Somente se pensado, pois a sua vivência
Está afeita a todo tipo de acontecimento ligado ao homem
Enquanto um ente solitário, limitado e carente, logo predisposto
A “construí-lo” como lhe aprouver. E enquanto construção humana
O amor pode ter a forma que o homem quiser,
Isto é, a “ESSÊNCIA” que o homem quiser.
A "essência" do amor
Cultivamos a idéia de que o amor
É um sentimento que não nos atormenta,
Que não nos deixa inquieto e não nos perturba.
Cultivamos a idéia de que o amor
É um sentimento diferente da paixão,
Que não nos faz agir de forma insana,
Que não nos causa insônia,
Que não nos faz ridículos.
Cultivamos a idéia de que o amor
É um sentimento que não nos deixa louco
(que não é pra porra-louca).
Cultivamos a idéia de que o amor
É um sentimento que não nos deixa instável
No pensamento, no sentimento e na ação.
Cultivamos a idéia de que o amor
É um sentimento que não nos faz egoísta,
E que as nossas ações, mesmo as que tentam impor algo,
São para o bem do outro,
Porque amar é querer bem a coisa amada.
Cultivamos a idéia de que somos amadores de longa data,
E o que sentimos, seja lá o que for, é amor (quem vai nos contradizer?).
Se for mentira – é só mentira – não é pecado...
E, por amor, Deus perdoa.
Cultivamos a idéia de que o amor
É um sentimento que justifica a surra que não se dá,
O beijo que se dá, a mão que se estende, a cobrança que se faz...
Cultivamos tantas idéias sobre o amor
Que podemos dizer que o amor é um sentimento
Que justifica a cobrança que não se faz,
Porque quem ama não é egoísta;
Que justifica a mão que não se estende,
Porque quem ama não carrega, educa;
Que justifica o beijo que não se dá,
Por que quem ama “não seduz o que não pode cultivar”;
Que justifica a surra que se dá,
Porque quem ama disciplina o espírito;
Que justifica a mentira que se conta;
Porque quem ama protege o outro;
Que justifica os sentimentos mais estrambóticos,
Porque quem ama é sentimental;
Que justifica a agressividade e a intolerância,
Porque quem ama tudo suporta;
Que justifica a loucura que se faz,
Porque somente quem ama faz loucuras de amor;
Que justifica as ações ridículas e insanas,
Porque quem ama não age lógica e racionalmente;
Que justifica as noites de insônia,
Porque quem ama sonha acordado;
Que justifica a inquietude do espírito,
Porque quem ama “não sossega a coisa amada”;
Que justifica o desamor,
Porque quem ama é humano,
Logo suscetível de toda sorte de coisas;
Que justifica... Que justifica... Que justifica...
Assim, sob a égide do amor podemos explicar e justificar
Todos os fatos e atos humanos – até os omissivos,
Ancorados na crença de que a esse sentimento
Não se apruma definição possível,
Tornando-o ontologicamente íntimo do ser amante.
Mas, apesar da inconteste falta de objetividade,
Nada impede que investiguemos a sua natureza volátil
Na busca de algum elemento ou princípio que nos oriente
À compreensão da sua sutil e difusa existência:
Como age o amante? De qualquer maneira.
Por quê? Porque tem necessidades.
Para que? Para satisfazê-las.
Onde? Em qualquer lugar.
Altruísmo? Hipocrisia.
Separação? A morte.
O outro? Um meio.
Sim? Não.
Não? Talvez.
Humano? Mítico.
O que é? Egoísmo.
Bom? Enquanto saciar.
Eterno? “Enquanto durar”.
A paixão? Seu principal alimento.
A dor? A garantia da sua existência.
Estável? Somente enquanto espiritual.
Liberdade? Dentro dos limites de quem ama.
Coerente? Somente se pensado, pois a sua vivência
Está afeita a todo tipo de acontecimento ligado ao homem
Enquanto um ente solitário, limitado e carente, logo predisposto
A “construí-lo” como lhe aprouver. E enquanto construção humana
O amor pode ter a forma que o homem quiser,
Isto é, a “ESSÊNCIA” que o homem quiser.
É um sentimento que não nos atormenta,
Que não nos deixa inquieto e não nos perturba.
Cultivamos a idéia de que o amor
É um sentimento diferente da paixão,
Que não nos faz agir de forma insana,
Que não nos causa insônia,
Que não nos faz ridículos.
Cultivamos a idéia de que o amor
É um sentimento que não nos deixa louco
(que não é pra porra-louca).
Cultivamos a idéia de que o amor
É um sentimento que não nos deixa instável
No pensamento, no sentimento e na ação.
Cultivamos a idéia de que o amor
É um sentimento que não nos faz egoísta,
E que as nossas ações, mesmo as que tentam impor algo,
São para o bem do outro,
Porque amar é querer bem a coisa amada.
Cultivamos a idéia de que somos amadores de longa data,
E o que sentimos, seja lá o que for, é amor (quem vai nos contradizer?).
Se for mentira – é só mentira – não é pecado...
E, por amor, Deus perdoa.
Cultivamos a idéia de que o amor
É um sentimento que justifica a surra que não se dá,
O beijo que se dá, a mão que se estende, a cobrança que se faz...
Cultivamos tantas idéias sobre o amor
Que podemos dizer que o amor é um sentimento
Que justifica a cobrança que não se faz,
Porque quem ama não é egoísta;
Que justifica a mão que não se estende,
Porque quem ama não carrega, educa;
Que justifica o beijo que não se dá,
Por que quem ama “não seduz o que não pode cultivar”;
Que justifica a surra que se dá,
Porque quem ama disciplina o espírito;
Que justifica a mentira que se conta;
Porque quem ama protege o outro;
Que justifica os sentimentos mais estrambóticos,
Porque quem ama é sentimental;
Que justifica a agressividade e a intolerância,
Porque quem ama tudo suporta;
Que justifica a loucura que se faz,
Porque somente quem ama faz loucuras de amor;
Que justifica as ações ridículas e insanas,
Porque quem ama não age lógica e racionalmente;
Que justifica as noites de insônia,
Porque quem ama sonha acordado;
Que justifica a inquietude do espírito,
Porque quem ama “não sossega a coisa amada”;
Que justifica o desamor,
Porque quem ama é humano,
Logo suscetível de toda sorte de coisas;
Que justifica... Que justifica... Que justifica...
Assim, sob a égide do amor podemos explicar e justificar
Todos os fatos e atos humanos – até os omissivos,
Ancorados na crença de que a esse sentimento
Não se apruma definição possível,
Tornando-o ontologicamente íntimo do ser amante.
Mas, apesar da inconteste falta de objetividade,
Nada impede que investiguemos a sua natureza volátil
Na busca de algum elemento ou princípio que nos oriente
À compreensão da sua sutil e difusa existência:
Como age o amante? De qualquer maneira.
Por quê? Porque tem necessidades.
Para que? Para satisfazê-las.
Onde? Em qualquer lugar.
Altruísmo? Hipocrisia.
Separação? A morte.
O outro? Um meio.
Sim? Não.
Não? Talvez.
Humano? Mítico.
O que é? Egoísmo.
Bom? Enquanto saciar.
Eterno? “Enquanto durar”.
A paixão? Seu principal alimento.
A dor? A garantia da sua existência.
Estável? Somente enquanto espiritual.
Liberdade? Dentro dos limites de quem ama.
Coerente? Somente se pensado, pois a sua vivência
Está afeita a todo tipo de acontecimento ligado ao homem
Enquanto um ente solitário, limitado e carente, logo predisposto
A “construí-lo” como lhe aprouver. E enquanto construção humana
O amor pode ter a forma que o homem quiser,
Isto é, a “ESSÊNCIA” que o homem quiser.
A "essência" do amor
Cultivamos a idéia de que o amor
É um sentimento que não nos atormenta,
Que não nos deixa inquieto e não nos perturba.
Cultivamos a idéia de que o amor
É um sentimento diferente da paixão,
Que não nos faz agir de forma insana,
Que não nos causa insônia,
Que não nos faz ridículos.
Cultivamos a idéia de que o amor
É um sentimento que não nos deixa louco
(que não é pra porra-louca).
Cultivamos a idéia de que o amor
É um sentimento que não nos deixa instável
No pensamento, no sentimento e na ação.
Cultivamos a idéia de que o amor
É um sentimento que não nos faz egoísta,
E que as nossas ações, mesmo as que tentam impor algo,
São para o bem do outro,
Porque amar é querer bem a coisa amada.
Cultivamos a idéia de que somos amadores de longa data,
E o que sentimos, seja lá o que for, é amor (quem vai nos contradizer?).
Se for mentira – é só mentira – não é pecado...
E, por amor, Deus perdoa.
Cultivamos a idéia de que o amor
É um sentimento que justifica a surra que não se dá,
O beijo que se dá, a mão que se estende, a cobrança que se faz...
Cultivamos tantas idéias sobre o amor
Que podemos dizer que o amor é um sentimento
Que justifica a cobrança que não se faz,
Porque quem ama não é egoísta;
Que justifica a mão que não se estende,
Porque quem ama não carrega, educa;
Que justifica o beijo que não se dá,
Por que quem ama “não seduz o que não pode cultivar”;
Que justifica a surra que se dá,
Porque quem ama disciplina o espírito;
Que justifica a mentira que se conta;
Porque quem ama protege o outro;
Que justifica os sentimentos mais estrambóticos,
Porque quem ama é sentimental;
Que justifica a agressividade e a intolerância,
Porque quem ama tudo suporta;
Que justifica a loucura que se faz,
Porque somente quem ama faz loucuras de amor;
Que justifica as ações ridículas e insanas,
Porque quem ama não age lógica e racionalmente;
Que justifica as noites de insônia,
Porque quem ama sonha acordado;
Que justifica a inquietude do espírito,
Porque quem ama “não sossega a coisa amada”;
Que justifica o desamor,
Porque quem ama é humano,
Logo suscetível de toda sorte de coisas;
Que justifica... Que justifica... Que justifica...
Assim, sob a égide do amor podemos explicar e justificar
Todos os fatos e atos humanos – até os omissivos,
Ancorados na crença de que a esse sentimento
Não se apruma definição possível,
Tornando-o ontologicamente íntimo do ser amante.
Mas, apesar da inconteste falta de objetividade,
Nada impede que investiguemos a sua natureza volátil
Na busca de algum elemento ou princípio que nos oriente
À compreensão da sua sutil e difusa existência:
Como age o amante? De qualquer maneira.
Por quê? Porque tem necessidades.
Para que? Para satisfazê-las.
Onde? Em qualquer lugar.
Altruísmo? Hipocrisia.
Separação? A morte.
O outro? Um meio.
Sim? Não.
Não? Talvez.
Humano? Mítico.
O que é? Egoísmo.
Bom? Enquanto saciar.
Eterno? “Enquanto durar”.
A paixão? Seu principal alimento.
A dor? A garantia da sua existência.
Estável? Somente enquanto espiritual.
Liberdade? Dentro dos limites de quem ama.
Coerente? Somente se pensado, pois a sua vivência
Está afeita a todo tipo de acontecimento ligado ao homem
Enquanto um ente solitário, limitado e carente, logo predisposto
A “construí-lo” como lhe aprouver. E enquanto construção humana
O amor pode ter a forma que o homem quiser,
Isto é, a “ESSÊNCIA” que o homem quiser.
É um sentimento que não nos atormenta,
Que não nos deixa inquieto e não nos perturba.
Cultivamos a idéia de que o amor
É um sentimento diferente da paixão,
Que não nos faz agir de forma insana,
Que não nos causa insônia,
Que não nos faz ridículos.
Cultivamos a idéia de que o amor
É um sentimento que não nos deixa louco
(que não é pra porra-louca).
Cultivamos a idéia de que o amor
É um sentimento que não nos deixa instável
No pensamento, no sentimento e na ação.
Cultivamos a idéia de que o amor
É um sentimento que não nos faz egoísta,
E que as nossas ações, mesmo as que tentam impor algo,
São para o bem do outro,
Porque amar é querer bem a coisa amada.
Cultivamos a idéia de que somos amadores de longa data,
E o que sentimos, seja lá o que for, é amor (quem vai nos contradizer?).
Se for mentira – é só mentira – não é pecado...
E, por amor, Deus perdoa.
Cultivamos a idéia de que o amor
É um sentimento que justifica a surra que não se dá,
O beijo que se dá, a mão que se estende, a cobrança que se faz...
Cultivamos tantas idéias sobre o amor
Que podemos dizer que o amor é um sentimento
Que justifica a cobrança que não se faz,
Porque quem ama não é egoísta;
Que justifica a mão que não se estende,
Porque quem ama não carrega, educa;
Que justifica o beijo que não se dá,
Por que quem ama “não seduz o que não pode cultivar”;
Que justifica a surra que se dá,
Porque quem ama disciplina o espírito;
Que justifica a mentira que se conta;
Porque quem ama protege o outro;
Que justifica os sentimentos mais estrambóticos,
Porque quem ama é sentimental;
Que justifica a agressividade e a intolerância,
Porque quem ama tudo suporta;
Que justifica a loucura que se faz,
Porque somente quem ama faz loucuras de amor;
Que justifica as ações ridículas e insanas,
Porque quem ama não age lógica e racionalmente;
Que justifica as noites de insônia,
Porque quem ama sonha acordado;
Que justifica a inquietude do espírito,
Porque quem ama “não sossega a coisa amada”;
Que justifica o desamor,
Porque quem ama é humano,
Logo suscetível de toda sorte de coisas;
Que justifica... Que justifica... Que justifica...
Assim, sob a égide do amor podemos explicar e justificar
Todos os fatos e atos humanos – até os omissivos,
Ancorados na crença de que a esse sentimento
Não se apruma definição possível,
Tornando-o ontologicamente íntimo do ser amante.
Mas, apesar da inconteste falta de objetividade,
Nada impede que investiguemos a sua natureza volátil
Na busca de algum elemento ou princípio que nos oriente
À compreensão da sua sutil e difusa existência:
Como age o amante? De qualquer maneira.
Por quê? Porque tem necessidades.
Para que? Para satisfazê-las.
Onde? Em qualquer lugar.
Altruísmo? Hipocrisia.
Separação? A morte.
O outro? Um meio.
Sim? Não.
Não? Talvez.
Humano? Mítico.
O que é? Egoísmo.
Bom? Enquanto saciar.
Eterno? “Enquanto durar”.
A paixão? Seu principal alimento.
A dor? A garantia da sua existência.
Estável? Somente enquanto espiritual.
Liberdade? Dentro dos limites de quem ama.
Coerente? Somente se pensado, pois a sua vivência
Está afeita a todo tipo de acontecimento ligado ao homem
Enquanto um ente solitário, limitado e carente, logo predisposto
A “construí-lo” como lhe aprouver. E enquanto construção humana
O amor pode ter a forma que o homem quiser,
Isto é, a “ESSÊNCIA” que o homem quiser.
Que seguro e esse so no Brasil
'Vocês sabem que hoje em dia o seguro de um automóvel é indispensável...
Não podemos deixar nem Uno de nossos Benz a Mercedes desses ladrões
que fazem a Fiesta , nessa Honda de assaltos!!!
A Marea tá Brava !
Quem não segura o seu automóvel pode se Ferrari e depois só GM pelos cantos ou fica a Ranger os dentes e a Courier de um lado para outro, vigiando a Strada e perguntando:
'- Kadett meu carro ??????'.
Faz a maior Siena e fica Palio de nervoso !!!
Aí vai rezar um terço para Santana ajudar..
Mas isto não Elba stante para ter seu carro de volta !
Seguro é o Tipo de negócio difícil, Mazda para resolver sem ficar com cara de Besta no final !!!
O seguro é um Prêmio para quem o faz !!!
Tempra todo veículo. Tem Parati também.
E, na hora de fazer o seguro do seu carro, pense nas Variant es...
Afinal Quantum mais opções, melhor !
Você vai ver que o nosso seguro é legal as Pampa ...
Por isso ele o Fusca os demais, e vai marcar um Gol na hora do Accord !!!
Não deixe o prazo Passat !... Monza obra !
Venha Logus ! Estamos Kombi nados???
Espero seu contato...
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Não precisa D20 dias, como outros que tem por aí...
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sábado, 13 de junho de 2009
REPUBLICA DEMOGRATICA DE DIREITO
Os filósofos Hobbes e Rousseau ao tentarem fundamentar a instituição do Estado Civil Moderno, em contraposição ao Estado Monárquico (legitimado por Deus), especularam, cada um a seu modo, sobre um momento em que a humanidade teria vivido sem a tutela de um poder central unificador: o estado de natureza. Nesse momento o homem gozaria, dentre outras coisas, da liberdade natural, cujo exercício tornaria a vida humana instável, curta, bruta e insegura. Para superar essas dificuldades os seres humanos teriam inferido – pelo uso da razão – a necessidade de firmar, entre si, um grande pacto, transferindo o poder individual que dispunham a um ente abstrato (e superior) capaz de organizar a vida gregária e garantir a obtenção e preservação do bem maior: a paz.
A vida ordenada e pacífica seria o fim último dessa magistral criação humana e somente faria sentido a sua manutenção enquanto pudesse garantir aos seus jurisdicionados esses bens, sendo teoricamente possível a ruptura do grande pacto social em caso de inobservância dos termos contratuais.
Mas se o Estado é um ente abstrato (fruto da imaginação humana) ele precisaria da ajuda do seu criador para realizar os seus objetivos. Logo quem garantiria que ele não seria apenas um instrumento para uma nova forma de exercício arbitrário do poder? Para minimizar esse dilema outro grande pensador político da modernidade, Montesquieu, imaginou a necessidade de o Poder Estatal ser exercido de forma tripartida. Inferiu que a administração centralizada poderia concorrer para o retorno ao Estado absoluto de outrora. Concebeu, assim, a divisão do Estado em Legislativo, Executivo e Judiciário. “Como a Santíssima Trindade, o Estado Moderno é Uno e Trino”. Mas como compreender isso? Na religião a compreensão não é necessária, a confiança basta. Mas quando a criação é humana, a justificativa se faz imperiosa. Para explicar esse acontecimento podemos utilizar um único conceito: a impessoalidade. Era preciso despersonalizar o Estado e, para tanto, dividi-lo. É como uma luta contra um inimigo qualquer: convém dividi-lo para dominá-lo. O mais inusitado é que as partes não estariam submetidas umas às outras, mas, paradoxalmente, estariam no mesmo nível de poder, condição “sine qua non” para se fiscalizarem mutuamente e impedirem a supremacia de uma única instância de poder. Nisto a solução montesquiana parecia teoricamente válida, pois somente um poder que esteja no mesmo nível pode limitar outro. Mas como realizar isso na prática?
Por outro lado, nunca é demais lembrar que o Estado, moderno ou não, foi concebido pelo homem, logo atende a um propósito eminentemente humano. Além do mais, os filósofos que o conceberam, por serem herdeiros da tradição metafísica, o pensaram de forma idealizada, desconsiderando muitas variantes que o compõe ou que a ele estão agregadas. Imaginaram um Estado capaz de impor limites ao egoísmo natural, mas nada falaram sobre a possibilidade desse grande monstro ser domesticado e adestrado para atender aos interesses pessoais daqueles que o controlam.
Quem mais se aproximou dessa linha de raciocínio foi o filósofo francês do século XVI, Etiene de La Boétie, o qual, inclusive, preconizou que um novo modelo de Estado em nada se diferiria do anterior (absoluto). La Boétie, ao falar do poder estatal absoluto (Discurso da servidão Voluntária), desviou o foco das especulações para o homem. Disse que, na busca e manutenção de bens materiais e poder político, o homem prefere se aliar com o seu pretenso adversário que combatê-lo, porque se beneficia mais com os acordos que com os conflitos necessários ao equilíbrio no exercício do poder. Em outras palavras, reconheceu que no mundo humano o individual se sobrepõe ao coletivo. Por isso é mantida uma estrutura de poder que teoricamente poderia ser facilmente destruída, mas que é preservada pela conveniência que enceta aos que são beneficiados.
Como exemplo categórico de que o Estado Moderno está longe de atender ao propósito pelo qual foi instituído, temos o emblemático caso da res-pública brasileira. No Brasil os poderes em vez de se auto-limitarem, se promiscuem. A Administração Executiva nomeia os Magistrados dos graus mais elevados, logo é compreensível que desses obtenha favores. Também concede cargos e obras para os Legisladores e por esses são vistos com “bons olhos”. Por sua vez os julgadores, prevalecendo-se da falta de objetividade do direito, julgam as demandas ao sabor de suas conveniências, garantindo prerrogativas que, guardadas as devidas proporções, em nada ficam a dever aos déspotas medievais. Ainda se prevalecem do famoso jargão ideológico: “Decisão judicial não se discute, cumpre-se”. Por outro lado os nossos Legisladores de plantão agem como verdadeiros comerciantes: vendem o seu produto para quem lhes pagar melhor. Esse movimento, cíclico e permanente, caracteriza o “modus operandi” do exercício do Poder Estatal brasileiro, demonstrando o quão ingênuos foram os filósofos contratualistas.
Diante da indiscutível dificuldade de operar o modelo metafísico do Estado Moderno Brasileiro, fez-se um ajuste providencial, criou-se o redundante Ministério Público, com a responsabilidade de ser o guardião da ordem jurídica. Ora, qual a necessidade de criar um ser incumbido de fazer aquilo que as instâncias superiores (Executivo, Judiciário e Legislativo) já o são? E o que é mais estranho: com total dependência e poderes inferiores aos dos seus parentes mais ilustres.
Depreende-se da estrutura de compadrio da Res-pública Brasileira que o Estado é novo, mas o homem ainda é o mesmo egoísta de sempre. E que, no fundo, a razão apenas criara uma forma nova de exercício do mesmo poder arbitrário de outrora, agora escamoteado e legitimado sob o manto do “BEM COMUM”. Mas para os incautos cidadãos brasileiros, vivemos numa República Democrática de Direito.
A vida ordenada e pacífica seria o fim último dessa magistral criação humana e somente faria sentido a sua manutenção enquanto pudesse garantir aos seus jurisdicionados esses bens, sendo teoricamente possível a ruptura do grande pacto social em caso de inobservância dos termos contratuais.
Mas se o Estado é um ente abstrato (fruto da imaginação humana) ele precisaria da ajuda do seu criador para realizar os seus objetivos. Logo quem garantiria que ele não seria apenas um instrumento para uma nova forma de exercício arbitrário do poder? Para minimizar esse dilema outro grande pensador político da modernidade, Montesquieu, imaginou a necessidade de o Poder Estatal ser exercido de forma tripartida. Inferiu que a administração centralizada poderia concorrer para o retorno ao Estado absoluto de outrora. Concebeu, assim, a divisão do Estado em Legislativo, Executivo e Judiciário. “Como a Santíssima Trindade, o Estado Moderno é Uno e Trino”. Mas como compreender isso? Na religião a compreensão não é necessária, a confiança basta. Mas quando a criação é humana, a justificativa se faz imperiosa. Para explicar esse acontecimento podemos utilizar um único conceito: a impessoalidade. Era preciso despersonalizar o Estado e, para tanto, dividi-lo. É como uma luta contra um inimigo qualquer: convém dividi-lo para dominá-lo. O mais inusitado é que as partes não estariam submetidas umas às outras, mas, paradoxalmente, estariam no mesmo nível de poder, condição “sine qua non” para se fiscalizarem mutuamente e impedirem a supremacia de uma única instância de poder. Nisto a solução montesquiana parecia teoricamente válida, pois somente um poder que esteja no mesmo nível pode limitar outro. Mas como realizar isso na prática?
Por outro lado, nunca é demais lembrar que o Estado, moderno ou não, foi concebido pelo homem, logo atende a um propósito eminentemente humano. Além do mais, os filósofos que o conceberam, por serem herdeiros da tradição metafísica, o pensaram de forma idealizada, desconsiderando muitas variantes que o compõe ou que a ele estão agregadas. Imaginaram um Estado capaz de impor limites ao egoísmo natural, mas nada falaram sobre a possibilidade desse grande monstro ser domesticado e adestrado para atender aos interesses pessoais daqueles que o controlam.
Quem mais se aproximou dessa linha de raciocínio foi o filósofo francês do século XVI, Etiene de La Boétie, o qual, inclusive, preconizou que um novo modelo de Estado em nada se diferiria do anterior (absoluto). La Boétie, ao falar do poder estatal absoluto (Discurso da servidão Voluntária), desviou o foco das especulações para o homem. Disse que, na busca e manutenção de bens materiais e poder político, o homem prefere se aliar com o seu pretenso adversário que combatê-lo, porque se beneficia mais com os acordos que com os conflitos necessários ao equilíbrio no exercício do poder. Em outras palavras, reconheceu que no mundo humano o individual se sobrepõe ao coletivo. Por isso é mantida uma estrutura de poder que teoricamente poderia ser facilmente destruída, mas que é preservada pela conveniência que enceta aos que são beneficiados.
Como exemplo categórico de que o Estado Moderno está longe de atender ao propósito pelo qual foi instituído, temos o emblemático caso da res-pública brasileira. No Brasil os poderes em vez de se auto-limitarem, se promiscuem. A Administração Executiva nomeia os Magistrados dos graus mais elevados, logo é compreensível que desses obtenha favores. Também concede cargos e obras para os Legisladores e por esses são vistos com “bons olhos”. Por sua vez os julgadores, prevalecendo-se da falta de objetividade do direito, julgam as demandas ao sabor de suas conveniências, garantindo prerrogativas que, guardadas as devidas proporções, em nada ficam a dever aos déspotas medievais. Ainda se prevalecem do famoso jargão ideológico: “Decisão judicial não se discute, cumpre-se”. Por outro lado os nossos Legisladores de plantão agem como verdadeiros comerciantes: vendem o seu produto para quem lhes pagar melhor. Esse movimento, cíclico e permanente, caracteriza o “modus operandi” do exercício do Poder Estatal brasileiro, demonstrando o quão ingênuos foram os filósofos contratualistas.
Diante da indiscutível dificuldade de operar o modelo metafísico do Estado Moderno Brasileiro, fez-se um ajuste providencial, criou-se o redundante Ministério Público, com a responsabilidade de ser o guardião da ordem jurídica. Ora, qual a necessidade de criar um ser incumbido de fazer aquilo que as instâncias superiores (Executivo, Judiciário e Legislativo) já o são? E o que é mais estranho: com total dependência e poderes inferiores aos dos seus parentes mais ilustres.
Depreende-se da estrutura de compadrio da Res-pública Brasileira que o Estado é novo, mas o homem ainda é o mesmo egoísta de sempre. E que, no fundo, a razão apenas criara uma forma nova de exercício do mesmo poder arbitrário de outrora, agora escamoteado e legitimado sob o manto do “BEM COMUM”. Mas para os incautos cidadãos brasileiros, vivemos numa República Democrática de Direito.
sexta-feira, 12 de junho de 2009
ORAÇÃO DE SÃO JORGE
Ó São Jorge, meu guerreiro, invencível na Fé em Deus, que trazeis em vosso rosto a esperança e confiança abra os meus caminhos. Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer algum mal. Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrarão sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentarão sem o meu corpo amarrar. Jesus Cristo, me proteja e me defenda com o poder de sua santa e divina graça, a Virgem de Nazaré, me cubra com o seu manto sagrado e divino, protegendo-me em todas as minhas dores e aflições, e Deus, com sua divina misericórdia e grande poder, seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meus inimigos. Glorioso São Jorge, em nome de Deus, estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas, defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza, e que debaixo das patas de seu fiel cavalo meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós. Ajudai-me a superar todo o desanimo e alcançar a graça que tanto preciso: ai-me coragem e esperança fortalecei minha FÉ e auxiliai-me nesta necessidade. Com o poder de Deus, de Jesus Cristo e do Divino Espírito Santo. Amém!
São Jorge rogai por nós!
São Jorge rogai por nós!
PARA OS PARAENSES QUE AINDA AMAM BELÉM
Belém perdeu. Nós podemos ganhar.
Belém perdeu a disputa pela Copa de 2014. Mas não foi só Manaus que venceu. Ganhou a corrupção e a incompetência administrativa. Ganharam os conchavos e a política do “primeiro eu”. E a do “primeiro os meus”. Venceu o trânsito caótico e a desorganização quase cultural em todos os setores. Venceu o “ah... deixa pra amanhã”, a falta de orientação para o trabalho e a satisfação com pouco. Ganhou a mediocridade e a falta de perspectiva, que faz todos os anos centenas de jovens universitários e recém formados irem embora de Belém, disponibilizando seus cérebros para desenvolver outros estados, outros países. Ganhou a saúde desumana e a educação ineficiente. Ganharam os carros com som alto e a música ruim, travestida de manifestação popular, quando é apenas falta de acesso ou referência. Venceu a grosseria dos atendentes. A falta de “por favor” e “obrigado”. Venceram os carros parados no meio da rua, para que seus motoristas possam falar com seus amigos na calçada, esquecendo o direito dos que aguardam atrás deles. Belém perdeu. E em primeiro lugar ficou a violência, antiga conhecida dos bairros pobres e agora já na porta, entrando nas salas em “L” dos apartamentos ricos. Ganharam as ruas esburacadas, que enchem para delírio dos ratos. Venceu a falta de creches, o abandono da infância, a prostituição infantil. Venceu o trabalho escravo doméstico, sob a roupagem de adoção de meninas do interior. Ganhou a enorme diferença social, menor apenas que o tamanho das valas a céu aberto das favelas horizontais da cidade. Ganharam os políticos caricatos e espertalhões, vindos da velha política oligárquica que só ressoa ainda nos mais afastados rincões do Brasil e seus ramais. É, Belém perdeu. Mas tem perdido há muito tempo a vergonha e ganho apenas a naturalidade cínica da indiferença. Venceu o conformismo, o jeitinho “tudo bem”. Venceu a burguesia ignorante e suas crenças no direito divino de mandar e ser servida. Mas também venceram os aproveitadores disfarçados de povo, que usam a massa para obter os privilégios que nunca tiveram. Belém perdeu. E, sobretudo, ganhou a crença de que Belém é “do cacete”, que é uma ótima cidade para morar, com povo acolhedor e amigo, o “Portal da Amazônia”. Não é. É uma cidade violenta, cara, suja, desorganizada, com alto nível de falta de educação, com poucas e mal remuneradas oportunidades de emprego e onde quem não tem um plano de saúde está perdido. Uma cidade que vive muito mais de passado que de história, ébria ainda por áureos tempos da borracha que deram às elites daqui uma patética certeza de nobreza, quando, na verdade, não passa de uma oligarquia ostentadora e interiorana. Belém perdeu. E o que vai acontecer, com toda certeza, é ficarmos mais uma vez cheios do orgulho que tiramos não sei de onde e dizer aos 4 ventos que foi por causa de uma politicagem de “não sei quem”. A típica atitude de perdedor. A forma fácil que temos de enfrentar os problemas. Belém perdeu. Porém, podemos ganhar muito com essa experiência, olhando, pela primeira vez, além do pato no tucupi, do açaí e do tacacá. Temos que perceber agora, não depois, a rota descendente em que se encontra a capital e o estado como um todo. A cidade do abandono, o estado da violência rural e do desmatamento. Temos que votar melhor, pensar mais no coletivo e não no individual. Ler mais, educar mais, trabalhar mais, reclamar mais. Chega dessa postura de rechaçar críticas por pura vaidade em nome de uma história longínqua. E cada vez mais distante, pois a história é escrita pelos vencedores. Vamos mudar Belém e o Pará começando por nossas atitudes, entendendo o direito do outro como tão importante quanto o nosso, valorizando a educação e o saber como principal patrimônio e legado. Chega de ser uma ilha, quando cada cidade hoje é global. A raiz de tudo isso, de todos os problemas, somos nós. Nós é que precisamos mudar como povo. Em 2014 não vamos sediar a Copa. Mas, com certeza, como principal cidade de uma das regiões mais importantes do Planeta, poderemos começar a ganhar o mundo.
Belém perdeu a disputa pela Copa de 2014. Mas não foi só Manaus que venceu. Ganhou a corrupção e a incompetência administrativa. Ganharam os conchavos e a política do “primeiro eu”. E a do “primeiro os meus”. Venceu o trânsito caótico e a desorganização quase cultural em todos os setores. Venceu o “ah... deixa pra amanhã”, a falta de orientação para o trabalho e a satisfação com pouco. Ganhou a mediocridade e a falta de perspectiva, que faz todos os anos centenas de jovens universitários e recém formados irem embora de Belém, disponibilizando seus cérebros para desenvolver outros estados, outros países. Ganhou a saúde desumana e a educação ineficiente. Ganharam os carros com som alto e a música ruim, travestida de manifestação popular, quando é apenas falta de acesso ou referência. Venceu a grosseria dos atendentes. A falta de “por favor” e “obrigado”. Venceram os carros parados no meio da rua, para que seus motoristas possam falar com seus amigos na calçada, esquecendo o direito dos que aguardam atrás deles. Belém perdeu. E em primeiro lugar ficou a violência, antiga conhecida dos bairros pobres e agora já na porta, entrando nas salas em “L” dos apartamentos ricos. Ganharam as ruas esburacadas, que enchem para delírio dos ratos. Venceu a falta de creches, o abandono da infância, a prostituição infantil. Venceu o trabalho escravo doméstico, sob a roupagem de adoção de meninas do interior. Ganhou a enorme diferença social, menor apenas que o tamanho das valas a céu aberto das favelas horizontais da cidade. Ganharam os políticos caricatos e espertalhões, vindos da velha política oligárquica que só ressoa ainda nos mais afastados rincões do Brasil e seus ramais. É, Belém perdeu. Mas tem perdido há muito tempo a vergonha e ganho apenas a naturalidade cínica da indiferença. Venceu o conformismo, o jeitinho “tudo bem”. Venceu a burguesia ignorante e suas crenças no direito divino de mandar e ser servida. Mas também venceram os aproveitadores disfarçados de povo, que usam a massa para obter os privilégios que nunca tiveram. Belém perdeu. E, sobretudo, ganhou a crença de que Belém é “do cacete”, que é uma ótima cidade para morar, com povo acolhedor e amigo, o “Portal da Amazônia”. Não é. É uma cidade violenta, cara, suja, desorganizada, com alto nível de falta de educação, com poucas e mal remuneradas oportunidades de emprego e onde quem não tem um plano de saúde está perdido. Uma cidade que vive muito mais de passado que de história, ébria ainda por áureos tempos da borracha que deram às elites daqui uma patética certeza de nobreza, quando, na verdade, não passa de uma oligarquia ostentadora e interiorana. Belém perdeu. E o que vai acontecer, com toda certeza, é ficarmos mais uma vez cheios do orgulho que tiramos não sei de onde e dizer aos 4 ventos que foi por causa de uma politicagem de “não sei quem”. A típica atitude de perdedor. A forma fácil que temos de enfrentar os problemas. Belém perdeu. Porém, podemos ganhar muito com essa experiência, olhando, pela primeira vez, além do pato no tucupi, do açaí e do tacacá. Temos que perceber agora, não depois, a rota descendente em que se encontra a capital e o estado como um todo. A cidade do abandono, o estado da violência rural e do desmatamento. Temos que votar melhor, pensar mais no coletivo e não no individual. Ler mais, educar mais, trabalhar mais, reclamar mais. Chega dessa postura de rechaçar críticas por pura vaidade em nome de uma história longínqua. E cada vez mais distante, pois a história é escrita pelos vencedores. Vamos mudar Belém e o Pará começando por nossas atitudes, entendendo o direito do outro como tão importante quanto o nosso, valorizando a educação e o saber como principal patrimônio e legado. Chega de ser uma ilha, quando cada cidade hoje é global. A raiz de tudo isso, de todos os problemas, somos nós. Nós é que precisamos mudar como povo. Em 2014 não vamos sediar a Copa. Mas, com certeza, como principal cidade de uma das regiões mais importantes do Planeta, poderemos começar a ganhar o mundo.
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