domingo, 13 de fevereiro de 2011

Es Rainha.

Leiam abaixo o Parecer do Excelentíssimo Senhor Doutor consultor Major Marcelino Frota Vieira sobre o caso dos subtenentes que obtiveram autorização da EX governadora Ana Júlia Carepa para freqüentar o Curso de Habilitação de Oficiais – CHO, na Polícia Militar do Rio Grande do Norte.

No Parecer, Dom Marcelino, diz que o despacho (anexo) da EX é “IMORAL, ILEGAL e ENGORDA”. Que ele não tem o condão de se sobrepor aos ditames legais e não obriga a Administração a coisa alguma; Que a expressão “sem ônus para o Estado” é “sem lógica”; Que um despacho (desde que não seja feito por um pai de santo) como esse não tem aplicabilidade na Corporação Militar; Que condutas semelhantes no passado não fundamentam e obrigam a Administração Militar (Solano devia ler esta); Que cabe estudo para instauração de PAD (possivelmente para apurar a conduta da EX governadora); etc.

Arrematando o seu tratado de lógica, ética e bons costumes, Sir Marcelino sugere ao Gestor Militar Maior, IMPERADOR TUPINIQUIM SOLANUS, que o submeta “à SUPERIOR apreciação e deliberação do Excelentíssimo Senhor governador do Estado, uma vez que o despacho citado foi ato governamental, e, nesse sentido a competência PARA O DESFAZIMENTO (OU NÃO) DE TAL AUTORIZAÇÃO E TODAS AS SUAS CONSEQUENCIAS, deve obrigatoriamente se originar da autoridade cominada na Carta Estadual do Estado do Pará (podia ser MUNICIPAL do Estado do Pará)”.

O bravo Marcelino DETONOU o despacho da EX ANINHA, digo ex governadora, sem dó nem piedade, com galinha preta e tudo, e depois jogou a responsabilidade para as costas do atual governador. Se o Despacho é tudo o que ele diz, não há dúvida que somente deveria existir uma hipótese: a sua ANULAÇÃO. Mas Marcelino é tão subserviente que ainda admite que o EXCELENTÍSSIMO SENHOR governador do Estado, em sua SUPERIOR apreciação e deliberação, possa não anular aquilo que, segundo as suas próprias palavras, é um absurdo jurídico e administrativo.

Assim agem os seres subservientes. Mas outro dado importante se extrai da perspicácia do Lorde Marcelino Frota. Ele admite que o absurdo ato da absurda Aninha está vigendo, tanto que sugere o seu encaminhamento para a decisão do atual governador para que este decida se o mantém “vivo” ou o sepulte no “quinto dos infernos”.

Ora, se somente o atual governador pode fulminar o ato estabanado da Aninha, por que SOLANUS impediu a viagem dos subtenentes para frequentarem o aludido curso? A resposta é curta e grossa: porque agora INÊS (Aninha) É MORTA!

P.S. - Será que os nobres Solanus e Marcelino agirão da mesma forma quando receberem uma ordem “ilegal” do atual governador?







Ser Macapaense E....

Ser Amapaense/Macapaense é…

1. Se assustar com sirenes de ambulância e polícia, e correr pra ver quem morreu!
2. Fazer aquela montoeira de gente só para ver um acidente grave ou um
leve esbarrão.
3.Ter a chance de ver rachas e arrancadas de uma arquibancada com os amigos!
4.Ter cachoeiras maravilhosas, rios límpidos, pirarucu,
camarão e tucunaré à vontade e ainda ir para o nordeste tomar banho na água salgada e comer um camarão mole, sem graça! (sem necessidade… como dizia o pai do Deputado Gervásio).

Sítio do Vagner, no Rio Araguary

Sítio do Vagner, no Rio Araguary

5. Tomar leite de gado, búfalo e cabra e não sentir a menor diferença.
6.Provar o queijo do Amapá com café preto e farinha torrada
e nem se interessar pelo de Minas! (Até o Paulo da Veiga que é mineiro gosta)
7. Ser funcionário público e saber que no final do mês será horrível entrar
no banco e fazer compras com o centro comercial lotado!
8. Não ter McDonald´s, mas achar o máximo lotar a pizzaria
no final de semana!
9. Ter um shopping pequeno, mas tomar um choppinho ou
um refri com os amigos curtindo MPB!
10. Sempre ver as mesmas pessoas e poder falar da vida delas!
11. Tomar açaí no almoço e dormir a tarde inteira!
acai 12. Ter a maior reserva florestal do Brasil intocável e ainda fazer bronca por causa de uma castanheira no meio da estrada!
13.Se orgulhar da medalha que ganhamos no Pan e saber que foi conquistada por um amapaense
4. Usufruir do maior rio do mundo!!!
15. Surfar na pororoca!!!
16. Não manjar da cara dos artistas e lotar os ambientes quando eles nos visitam!!!
17. Ter poucos ambientes pra se divertir, mas saber que seus amigos estão lá!
18. Ver bobagens e fofocas nos telejornais locais e achar que é notícia!
19.Levar os filhos pra escola ouvindo “Luís Melo Entrevista”com aquela musiquinha de abertura do ‘conte-me tudo, não esconda nada’ e na hora do almoço ver na TV o Renivaldo Costa esculhambando com as mulheres na “frase do dia” (na época Renivaldo estava no SBT).
20. Ter paciência ao ver uma amapaense estacionar o carro.
21. Esperar o ônibus por uma hora pra chegar num lugar que você só vai ficar 15 minutos!
22.Acordar ao som de passarinhos e ter medo das andorinhas (que apareceram até no fantástico) cagarem no seu carro (ou na sua cabeça) no principal cruzamento do centro da cidade!
Andorinhas-fotosdobrasil 23.Sair só um pouquinho da cidade e poder apreciar estrelas cadentes!!!
24. Ver nas férias os amigos que foram transformar Mogi numa filial amapaense!
25. Lotar a Expo-feira e ter medo de ir nos brinquedos enferrujados e mesmo assim ir!(na época só vinha parques antigos)
26.Ir na expo-feira, andar pra caramba, não comprar nada, e sair
satisfeito tendo tomado açai com charque ou peixe frito.
27.Achar que o concurso musa verão só tem musa!
28.Esperar o carnaval fora de época e desforrar!!!
29.Desforrar no Carnaguarí!!!
30.Desforrar no Festival do Camarão, que afinal de contas é amapaense, pois, moralmente, o Afuá é do
Amapá, eis que até o telefone tem código 96!!!
Afua-Bicitaxi 31.Saber que as amapaenses são loucas e mesmo assim namorá-las!
(SÓ ALGUMAS)
32.Saber que os amapaenses são safados e mesmo assim namorá-los!
(SÓ ALGUNS)
33.Ficar num carro cheio de macho rodando pela Zaguri!
34.Passear na Zaguri sempre ANTES de ir pra uma balada!
35.Passar na Zaguri sempre DEPOIS de ir pra uma balada!
Zagury 36.Ir para Santana Tranquilo;pensando, que lá poderá chifrar sua(seu) namorada(o) sem que ela(e) saiba tudo no outro dia!
37.Achar que Belém é que tem tudo de bom!
38. Chamar os pais dos amigos de tio(a)!
39.Nunca saber quem foi o campeão estadual de futebol!
40.Ter o basquete como esporte principal e receber a seleção brasileira!
41.Achar ridículo os turistas no Marco Zero pulando de um lado pro outro dizendo “To no norte, to no sul
42. Achar que o Conjunto Cabralzinho era lugar mais longe do mundo!
43.Reclamar que não tem opção pra sair, mas quando tem, ir todo mundo só pra um lugar
44.Não ter onde cair morto, mas fazer de tudo pra comprar roupa de grife!
45.Ter os amigos como membros da família!
46. Não conhecer o Estado todo, mas já ter ido para Florida!
47. Ter saudades das festas do Circulo Militar!
48. Ir pro Halloween do Yázigi totalmente a caráter!
49. Aprender Francês em escola pública!
50. Ir pras festas só depois das 2 da manhã!
51. Marcar aniversário às 19:00h e só começar às 22:00h!
52. Servir jantar em aniversário só depois da meia noite!
53.Ter a maior fortaleza do Brasil e achar a coisa mais normal do mundo!
54.Achar a cidade (e o Estado) o pior lugar do mundo, mas se alguém de fora falar isso defende-la até a morte!
55. Ter raízes no ABC das ilhas (Afuá, Breves ou Chaves)!
56. Viver num calorão e achar que o verão está fraco!
57. Enfim, é viver no meio do mundo, esquina com o rio mais lindo.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Como se Faz um Deputado

Muita gente não consegue entender como uma pessoa como o Sr Cláudio Puty, sem qualquer expressividade política, conseguiu um significativo número de votos e se elegeu Deputado Federal pelo Estado do Pará.

Outros, porém, mais acostumados com os meandros da política partidária em nosso país, não se assombraram com o ocorrido. Sabem que, excetuando fenômenos como o do palhaço Tiririca, a “trática’ é sempre a mesma: a descarada “compra de votos” financiada com recursos públicos ou por meio do tráfico de influência daqueles que exercem o poder nos diversos níveis da estrutura estatal.

Eis a razão de os integrantes dos mais desprezíveis Partidos Políticos oferecerem apoio ao chefe do Poder Executivo (seja ele quem for) em permuta por cargos e “boquinhas” nos diversos órgãos da Administração Pública. A importância do Partido é medida pela relevância dos cargos que recebe e pelo volume de recursos que manipula.

Essa infame troca de favores escusos, camuflada sob o nome de “aliança pela governabilidade” é realizada nas barbas de toda a sociedade, sem que ninguém ouse criticar os verdadeiros objetivos que subjazem a essa malfazeja prática.

Como a reforma política é uma quimera em nosso país, o mais despreparado aspirante a cargo público político sabe que para lograr algum sucesso nessa seara, precisa deixar o orgulho de lado e se aliar aos poderosos de plantão, mesmo que as idéias destes sejam diametralmente opostas às suas. Na política brasileira não cabe uma moral pautada em imperativos categóricos. Kant foi sepultado a mais de sete palmos pelos políticos tupiniquins.

O resultado de um sistema de conveniências como esse é o enfraquecimento dos Partidos de oposição, fundamentais para um ambiente político que se pretende democrático. Estes ficam relegados ao isolamento no senado, Câmaras e Assembléias Legislativas de todo país. Esse fenômeno é nacional. Tanto lá como cá o governo comanda sem obstáculos nas casas legislativas.

No Pará, no início deste ano, a sôfrega democracia foi apunhalada durante a sessão de escolha do novo presidente da Assembléia Legislativa. Por pouco Manoel Pioneiro, do PSDB, não foi aclamado por unanimidade. Até os supostos opositores votaram no candidato do governo, com o propósito de obterem cargos na estrutura de poder da casa. Os ideais foram para as “cucuias”, mais uma vez, em nome de cargos e favores.

Na atual política brasileira, cargos e favores são tão imprescindíveis que até inimigos mortais ignoram as desavenças e se abraçam como se fossem companheiros de longas datas. Isso prova que os interesses pessoais e a luta pelo poder estão acima de qualquer construção abstrata. É burro quem ousar defender uma idéia em oposição a esse "senso pragmático" que, indubitavelmente, tem produzindo insofismáveis resultados.

A prova irrefutável deste raciocínio está nas entrelinhas do artigo de autoria do repórter Carlos Mendes, publicado na edição deste domingo do jornal “O diário do Pará”, o qual transcrevo na íntegra para reflexão daqueles que, apesar dos pesares, ainda não abdicaram do direto de pensar, tendo como referência princípios e valores racionais.
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