domingo, 13 de fevereiro de 2011

Es Rainha.

Leiam abaixo o Parecer do Excelentíssimo Senhor Doutor consultor Major Marcelino Frota Vieira sobre o caso dos subtenentes que obtiveram autorização da EX governadora Ana Júlia Carepa para freqüentar o Curso de Habilitação de Oficiais – CHO, na Polícia Militar do Rio Grande do Norte.

No Parecer, Dom Marcelino, diz que o despacho (anexo) da EX é “IMORAL, ILEGAL e ENGORDA”. Que ele não tem o condão de se sobrepor aos ditames legais e não obriga a Administração a coisa alguma; Que a expressão “sem ônus para o Estado” é “sem lógica”; Que um despacho (desde que não seja feito por um pai de santo) como esse não tem aplicabilidade na Corporação Militar; Que condutas semelhantes no passado não fundamentam e obrigam a Administração Militar (Solano devia ler esta); Que cabe estudo para instauração de PAD (possivelmente para apurar a conduta da EX governadora); etc.

Arrematando o seu tratado de lógica, ética e bons costumes, Sir Marcelino sugere ao Gestor Militar Maior, IMPERADOR TUPINIQUIM SOLANUS, que o submeta “à SUPERIOR apreciação e deliberação do Excelentíssimo Senhor governador do Estado, uma vez que o despacho citado foi ato governamental, e, nesse sentido a competência PARA O DESFAZIMENTO (OU NÃO) DE TAL AUTORIZAÇÃO E TODAS AS SUAS CONSEQUENCIAS, deve obrigatoriamente se originar da autoridade cominada na Carta Estadual do Estado do Pará (podia ser MUNICIPAL do Estado do Pará)”.

O bravo Marcelino DETONOU o despacho da EX ANINHA, digo ex governadora, sem dó nem piedade, com galinha preta e tudo, e depois jogou a responsabilidade para as costas do atual governador. Se o Despacho é tudo o que ele diz, não há dúvida que somente deveria existir uma hipótese: a sua ANULAÇÃO. Mas Marcelino é tão subserviente que ainda admite que o EXCELENTÍSSIMO SENHOR governador do Estado, em sua SUPERIOR apreciação e deliberação, possa não anular aquilo que, segundo as suas próprias palavras, é um absurdo jurídico e administrativo.

Assim agem os seres subservientes. Mas outro dado importante se extrai da perspicácia do Lorde Marcelino Frota. Ele admite que o absurdo ato da absurda Aninha está vigendo, tanto que sugere o seu encaminhamento para a decisão do atual governador para que este decida se o mantém “vivo” ou o sepulte no “quinto dos infernos”.

Ora, se somente o atual governador pode fulminar o ato estabanado da Aninha, por que SOLANUS impediu a viagem dos subtenentes para frequentarem o aludido curso? A resposta é curta e grossa: porque agora INÊS (Aninha) É MORTA!

P.S. - Será que os nobres Solanus e Marcelino agirão da mesma forma quando receberem uma ordem “ilegal” do atual governador?







Ser Macapaense E....

Ser Amapaense/Macapaense é…

1. Se assustar com sirenes de ambulância e polícia, e correr pra ver quem morreu!
2. Fazer aquela montoeira de gente só para ver um acidente grave ou um
leve esbarrão.
3.Ter a chance de ver rachas e arrancadas de uma arquibancada com os amigos!
4.Ter cachoeiras maravilhosas, rios límpidos, pirarucu,
camarão e tucunaré à vontade e ainda ir para o nordeste tomar banho na água salgada e comer um camarão mole, sem graça! (sem necessidade… como dizia o pai do Deputado Gervásio).

Sítio do Vagner, no Rio Araguary

Sítio do Vagner, no Rio Araguary

5. Tomar leite de gado, búfalo e cabra e não sentir a menor diferença.
6.Provar o queijo do Amapá com café preto e farinha torrada
e nem se interessar pelo de Minas! (Até o Paulo da Veiga que é mineiro gosta)
7. Ser funcionário público e saber que no final do mês será horrível entrar
no banco e fazer compras com o centro comercial lotado!
8. Não ter McDonald´s, mas achar o máximo lotar a pizzaria
no final de semana!
9. Ter um shopping pequeno, mas tomar um choppinho ou
um refri com os amigos curtindo MPB!
10. Sempre ver as mesmas pessoas e poder falar da vida delas!
11. Tomar açaí no almoço e dormir a tarde inteira!
acai 12. Ter a maior reserva florestal do Brasil intocável e ainda fazer bronca por causa de uma castanheira no meio da estrada!
13.Se orgulhar da medalha que ganhamos no Pan e saber que foi conquistada por um amapaense
4. Usufruir do maior rio do mundo!!!
15. Surfar na pororoca!!!
16. Não manjar da cara dos artistas e lotar os ambientes quando eles nos visitam!!!
17. Ter poucos ambientes pra se divertir, mas saber que seus amigos estão lá!
18. Ver bobagens e fofocas nos telejornais locais e achar que é notícia!
19.Levar os filhos pra escola ouvindo “Luís Melo Entrevista”com aquela musiquinha de abertura do ‘conte-me tudo, não esconda nada’ e na hora do almoço ver na TV o Renivaldo Costa esculhambando com as mulheres na “frase do dia” (na época Renivaldo estava no SBT).
20. Ter paciência ao ver uma amapaense estacionar o carro.
21. Esperar o ônibus por uma hora pra chegar num lugar que você só vai ficar 15 minutos!
22.Acordar ao som de passarinhos e ter medo das andorinhas (que apareceram até no fantástico) cagarem no seu carro (ou na sua cabeça) no principal cruzamento do centro da cidade!
Andorinhas-fotosdobrasil 23.Sair só um pouquinho da cidade e poder apreciar estrelas cadentes!!!
24. Ver nas férias os amigos que foram transformar Mogi numa filial amapaense!
25. Lotar a Expo-feira e ter medo de ir nos brinquedos enferrujados e mesmo assim ir!(na época só vinha parques antigos)
26.Ir na expo-feira, andar pra caramba, não comprar nada, e sair
satisfeito tendo tomado açai com charque ou peixe frito.
27.Achar que o concurso musa verão só tem musa!
28.Esperar o carnaval fora de época e desforrar!!!
29.Desforrar no Carnaguarí!!!
30.Desforrar no Festival do Camarão, que afinal de contas é amapaense, pois, moralmente, o Afuá é do
Amapá, eis que até o telefone tem código 96!!!
Afua-Bicitaxi 31.Saber que as amapaenses são loucas e mesmo assim namorá-las!
(SÓ ALGUMAS)
32.Saber que os amapaenses são safados e mesmo assim namorá-los!
(SÓ ALGUNS)
33.Ficar num carro cheio de macho rodando pela Zaguri!
34.Passear na Zaguri sempre ANTES de ir pra uma balada!
35.Passar na Zaguri sempre DEPOIS de ir pra uma balada!
Zagury 36.Ir para Santana Tranquilo;pensando, que lá poderá chifrar sua(seu) namorada(o) sem que ela(e) saiba tudo no outro dia!
37.Achar que Belém é que tem tudo de bom!
38. Chamar os pais dos amigos de tio(a)!
39.Nunca saber quem foi o campeão estadual de futebol!
40.Ter o basquete como esporte principal e receber a seleção brasileira!
41.Achar ridículo os turistas no Marco Zero pulando de um lado pro outro dizendo “To no norte, to no sul
42. Achar que o Conjunto Cabralzinho era lugar mais longe do mundo!
43.Reclamar que não tem opção pra sair, mas quando tem, ir todo mundo só pra um lugar
44.Não ter onde cair morto, mas fazer de tudo pra comprar roupa de grife!
45.Ter os amigos como membros da família!
46. Não conhecer o Estado todo, mas já ter ido para Florida!
47. Ter saudades das festas do Circulo Militar!
48. Ir pro Halloween do Yázigi totalmente a caráter!
49. Aprender Francês em escola pública!
50. Ir pras festas só depois das 2 da manhã!
51. Marcar aniversário às 19:00h e só começar às 22:00h!
52. Servir jantar em aniversário só depois da meia noite!
53.Ter a maior fortaleza do Brasil e achar a coisa mais normal do mundo!
54.Achar a cidade (e o Estado) o pior lugar do mundo, mas se alguém de fora falar isso defende-la até a morte!
55. Ter raízes no ABC das ilhas (Afuá, Breves ou Chaves)!
56. Viver num calorão e achar que o verão está fraco!
57. Enfim, é viver no meio do mundo, esquina com o rio mais lindo.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Como se Faz um Deputado

Muita gente não consegue entender como uma pessoa como o Sr Cláudio Puty, sem qualquer expressividade política, conseguiu um significativo número de votos e se elegeu Deputado Federal pelo Estado do Pará.

Outros, porém, mais acostumados com os meandros da política partidária em nosso país, não se assombraram com o ocorrido. Sabem que, excetuando fenômenos como o do palhaço Tiririca, a “trática’ é sempre a mesma: a descarada “compra de votos” financiada com recursos públicos ou por meio do tráfico de influência daqueles que exercem o poder nos diversos níveis da estrutura estatal.

Eis a razão de os integrantes dos mais desprezíveis Partidos Políticos oferecerem apoio ao chefe do Poder Executivo (seja ele quem for) em permuta por cargos e “boquinhas” nos diversos órgãos da Administração Pública. A importância do Partido é medida pela relevância dos cargos que recebe e pelo volume de recursos que manipula.

Essa infame troca de favores escusos, camuflada sob o nome de “aliança pela governabilidade” é realizada nas barbas de toda a sociedade, sem que ninguém ouse criticar os verdadeiros objetivos que subjazem a essa malfazeja prática.

Como a reforma política é uma quimera em nosso país, o mais despreparado aspirante a cargo público político sabe que para lograr algum sucesso nessa seara, precisa deixar o orgulho de lado e se aliar aos poderosos de plantão, mesmo que as idéias destes sejam diametralmente opostas às suas. Na política brasileira não cabe uma moral pautada em imperativos categóricos. Kant foi sepultado a mais de sete palmos pelos políticos tupiniquins.

O resultado de um sistema de conveniências como esse é o enfraquecimento dos Partidos de oposição, fundamentais para um ambiente político que se pretende democrático. Estes ficam relegados ao isolamento no senado, Câmaras e Assembléias Legislativas de todo país. Esse fenômeno é nacional. Tanto lá como cá o governo comanda sem obstáculos nas casas legislativas.

No Pará, no início deste ano, a sôfrega democracia foi apunhalada durante a sessão de escolha do novo presidente da Assembléia Legislativa. Por pouco Manoel Pioneiro, do PSDB, não foi aclamado por unanimidade. Até os supostos opositores votaram no candidato do governo, com o propósito de obterem cargos na estrutura de poder da casa. Os ideais foram para as “cucuias”, mais uma vez, em nome de cargos e favores.

Na atual política brasileira, cargos e favores são tão imprescindíveis que até inimigos mortais ignoram as desavenças e se abraçam como se fossem companheiros de longas datas. Isso prova que os interesses pessoais e a luta pelo poder estão acima de qualquer construção abstrata. É burro quem ousar defender uma idéia em oposição a esse "senso pragmático" que, indubitavelmente, tem produzindo insofismáveis resultados.

A prova irrefutável deste raciocínio está nas entrelinhas do artigo de autoria do repórter Carlos Mendes, publicado na edição deste domingo do jornal “O diário do Pará”, o qual transcrevo na íntegra para reflexão daqueles que, apesar dos pesares, ainda não abdicaram do direto de pensar, tendo como referência princípios e valores racionais.
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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

O preconceito é um conceito mal compreendido

Resolvi escrever este pequeno artigo depois que alguns internautas encaminharam mensagens a este blog demonstrando expresso desconhecimento do que é o PRECONCEITO. O mais interessante é que, em geral, as pessoas não se consideram preconceituosas, mesmo quando os seus discursos as contradizem.

Penso que, inicialmente, é importante saber o que é um CONCEITO para atingir o nosso propósito. Um conceito é uma construção do intelecto, uma abstração. Diz Aristóteles que é um ato intelectual que parte da observação dos casos particulares, dos quais “retiramos” o que é comum a todos, resultando numa noção geral. É a essência, a substância de um SER.

O conceito aristotélico corresponde à idéia platônica. É um universal. A diferença é que naquele ele é construído pelo homem a partir da observação dos seres concretos. Para Platão ele existe independente dos seres humanos, é eterno, e é intuído direto pelo pensamento, em razão de a alma o ter contemplado antes de se submeter aos limites de um determinado corpo terreno.

Seja como for, é fácil perceber que somente o homem é capaz de pensar por meio de conceitos. O nosso pensamento (e linguagem) é conceitual. Por isso somo capazes de construir realidades para além do aqui agora. Recuperamos o passado e projetamos o futuro. Daí a possibilidade de planejarmos o que ainda está para ocorrer.

Os conceitos, que são as construções mais simples de pensamento, correspondem às palavras, os nomes, os vocábulos, etc. Estes se combinam e formam as frases, as orações, os versos, as sentenças, os juízos, etc. A combinação destas, formam os períodos, os raciocínios, as estrofes, etc, que, por fim, se constituem em teorias.

Os juízos - que podem ser de valor, realidade ou gosto - são compostos a partir da combinação de conceitos, da qual se tenta utilizar alguns para esclarecer outros, alargando, assim, a compreensão. Vemos isso com bastante clareza quando estudamos, na disciplina Língua Portuguesa, os TERMOS DA ORAÇÃO. Um conceito é o substantivo, outro é o verbo e outro é o adjetivo. Ex: a casa é bonita.

Ao conceito casa (substantivo) é imputado o conceito “bonita” (adjetivo), ligados pelo conceito SER (verbo), formando uma oração que expressa a ocorrência de um determinado fenômeno, isto é, o fato de a casa ser bonita.

Os conceitos são, portanto, condições para a elaboração de pensamentos. Sem eles não apreenderíamos teoricamente a realidade. Mas essa apreensão pode se configurar num equívoco, quando combinamos conceitos que estão em desacordo com aquilo que eles anunciam, isto é, quando ampliamos o alcance de um conceito para além daquilo que ele comporta.

Esse erro de pensamento nem sempre é percebido porque os juízos gerais se adequam, pelo menos, a uma parcela da realidade, o que lhes confere certo sentido. Mas, como não comportam toda a realidade que anunciam, se o bem examinarmos, perceberemos a dissonância que eles possuem com os fenômenos por eles descritos. A rigor eles são juízos incorretos, decorrentes de generalizações mal feitas (conhecidos no campo das falácias como GENERALIZAÇÕES APRESSADAS).

São esses tipos de pensamentos (trabalhos intelectuais) que se consubstanciam em PRECONCEITOS. Eles são, sobretudo, fruto da crença dogmática em pensamentos mal elaborados.

Quando dizemos, por exemplo, OS HOMENS SÃO INFIÉIS, fazemos uma ampliação do alcance de certos conceitos de forma equivocada, posto que o conceito INFIEL não se conforma e satisfaz plenamente à definição do conceito HOMEM, visto existirem homens fies (em algum lugar do mundo, é claro, ou em alguma época passada). Bem como existem muitas (e "ponha" muitas nisso) mulheres que também são infiéis. Essa generalização, como vimos, é precária, por isso se constitui em um pensamento PRECONCEITUOSO.
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Na elaboração dos pensamentos, o verbo SER também é utilizado indevidamente quando o empregamos de forma absoluta, visto que alguém pode ser infiel num momento e não o ser em outro.

A inflexibilidade das idéias que formam as nossas crenças cotidianas, sem a devida crítica, institui essa visão equivocada do mundo que, de alguma forma, em sua superficialidade, fazem com que o ser humano se aferre a certas proposições como se fossem verdadeiras.

Dizer, por exemplo, que os ANÔNIMOS SÃO COVARDES, constitui uma assertiva preconceituosa, pois o conceito covarde não constitui um atributo necessário do conceito anônimo. Por isso ouso dizer que o PRECONCEITO, em sua essência, não passa de um conceito mal compreendido.
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Em tempo: Analisando a imagem acima, verificamos que o conceito CONFIÁVEL não está, necessariamente, contido como atributo do conceito ILETRADO. Assim são os preconceitos, sutis como os mais voláteis dos gases.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Adeus Ana JuliaJa vai tarde.

Qualquer cidadão que aceita participar da Administração Pública, o faz por julgar-se tecnicamente preparado para o exercício da função e por, de certa forma, comungar da ideologia política daquele que o convidou. No exato momento em que orientações ou comportamentos passam a ser divergentes administrativa e/ou politicamente, por ética e respeito, o agente público (ou político) deve pedir sua exoneração.

Os secretários ausentes, se descontentes estavam, deveriam ter pedido exoneração no momento oportuno. Não é correto "pularem do barco" no apagar das luzes do exercício do cargo que lhes foi conferido.

Os políticos ausentes, como não fazem parte do poder executivo, não foram nomeados pela governadora. Mas aqueles que pertencem ao mesmo partido da ex-chefa do executivo deveriam se recordar da campanha política, ocasião em que utilizaram a popularidade da estrela maior do PT para, nos diversos palanques instalados em todo Estado do Pará, alavancarem suas candidaturas.

Não votei na ex-governadora e não reconheci como válidos alguns de seus atos administrativos, mas, no momento de transmissão do cargo ao seu sucessor, devo reconhecê-la como uma mulher de fibra, de têmpera forte, com a coragem suficiente para enfrentar um palanque presumivelmente hostil (o que se confirmou com as vaias que lhe foram dirigidas) e como verdadeira democrata.

Os ausentes me levaram a conclusões lamentáveis. Provavelmente pela conduta somente agora externada explicitamente tenham ajudado a governadora a perder a disputa política. O egoísmo demonstrado pelos ausentes, jamais seria conjugado para o coletivo partidário. A sensibilidade que deve permear o ser humano ficou também ausente de seus corações ao permitirem a mulher, e sua governadora, enfrentar sozinha seu último ato como gestora do Estado. Na realidade eles não lutaram uma luta digna, pois, ao final não tiveram coragem de socorrer e apoiar os que feneceram no campo de batalha e, ostensivamente, se desagregaram. A derrota foi do PT, do governo Ana Júlia e dos seus secretários, mas, ao final, dentre todos, a única a manter a dignidade na derrota foi a governadora, os ausentes foram ratos covardes em navio que afunda, dentre eles, infelizmente, alguns fardados ou armados.

De tudo se tira aprendizado na vida, principalmente nos erros, os de escolhas são os mais doídos. Seus assessores, e "companheiros" de partido, se desnudaram somente no fim da luta. A ampulheta do tempo não para. Amanhã será outro dia...

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Isso Sim E Educação...

1. A educação não pode ser delegada à escola. Aluno é transitório. Filho é para sempre.

2. O quarto não é lugar para fazer criança cumprir castigo. Não se pode castigar com internet, som, tv, etc...

3. Educar significa punir as condutas derivadas de um comportamento errôneo. Queimou índio pataxó, a pena (condenação judicial) deve ser passar o dia todo em hospital de queimados.

4. É preciso confrontar o que o filho conta com a verdade real. Se falar que professor o xingou, tem que ir até a escola e ouvir o outro lado, além das testemunhas.

5. Informação é diferente de conhecimento. O ato de conhecer vem após o ato de ser informado de alguma coisa. Não são todos que conhecem. Conhecer camisinha e não usar significa que não se tem o conhecimento da prevenção que a camisinha proporciona.

6. A autoridade deve ser compartilhada entre os pais. Ambos devem mandar. Não podem sucumbir aos desejos da criança. Criança não quer comer? A mãe não pode alimentá-la. A criança deve aguardar até a próxima refeição que a família fará. A criança não pode alterar as regras da casa. A mãe NÃO PODE interferir nas regras ditadas pelo pai (e nas punições também) e vice-versa. Se o pai determinar que não haverá um passeio, a mãe não pode interferir. Tem que respeitar sob pena de criar um delinquente.

7. Em casa que tem comida, criança não morre de fome . Se ela quiser comer, saberá a hora. E é o adulto quem tem que dizer QUAL É A HORA de se comer e o que comer.

8. A criança deve ser capaz de explicar aos pais a matéria que estudou e na qual será testada. Não pode simplesmente repetir, decorado. Tem que entender.

9. É preciso transmitir aos filhos a idéia de que temos de produzir o máximo que podemos. Isto porque na vida não podemos aceitar a média exigida pelo colégio: não podemos dar 70% de nós, ou seja, não podemos tirar 7,0.

10. As drogas e a gravidez indesejada estão em alta porque os adolescentes estão em busca de prazer. E o prazer é inconsequente.

11. A gravidez é um sucesso biológico e um fracasso sob o ponto de vista sexual.

12. Maconha não produz efeito só quando é utilizada. Quem está são, mas é dependente, agride a mãe para poder sair de casa, para fazer uso da droga . A mãe deve, então, virar as costas e não aceitar as agressões. Não pode ficar discutindo e tentando dissuadi-lo da idéia. Tem que dizer que não conversará com ele e pronto. Deve 'abandoná-lo' .

13. A mãe é incompetente para 'abandonar' o filho. Se soubesse fazê-lo, o filho a respeitaria. Como sabe que a mãe está sempre ali, não a respeita.

14. Se o pai ficar nervoso porque o filho aprontou alguma coisa, não deve alterar a voz. Deve dizer que está nervoso e, por isso, não quer discussão até ficar calmo. A calmaria, deve o pai dizer, virá em 2, 3, 4 dias. Enquanto isso, o videogame, as saídas, a balada, ficarão suspensas, até ele se acalmar e aplicar o devido castigo.

15. Se o filho não aprendeu ganhando, tem que aprender perdendo.

16. Não pode prometer presente pelo sucesso que é sua obrigação. Tirar nota boa é obrigação. Não xingar avós é obrigação. Ser polido é obrigação. Passar no vestibular é obrigação. Se ganhou o carro após o vestibular, ele o perderá se for mal na faculdade.

17. Quem educa filho é pai e mãe. Avós não podem interferir na educação do neto, de maneira alguma. Jamais. Não é cabível palpite. Nunca.

18. Se a mãe engolir sapos do filho, ele pensará que a sociedade terá que engolir também.

19. Videogames são um perigo: os pais têm que explicar como é a realidade, mostrar que na vida real não existem 'vidas', e sim uma única vida. Não dá para morrer e reviver. Não dá para apostar tudo, apertar o botão e zerar a dívida.

20. Professor tem que ser líder. Inspirar liderança. Não pode apenas bater cartão.

21. Pais e mães não pode se valer do filho por uma inabilidade que eles tenham. 'Filho, digite isso aqui pra mim porque não sei lidar com o computador'. Pais têm que saber usar o Skype, pois no mundo em que a ligação é gratuita pelo Skype, é inconcebível pagarem para falar com o filho que mora longe.

22. O erro mais frequente na educação do filho é colocá-lo no topo da casa. O filho não pode ser a razão de viver de um casal. O filho é um dos elementos. O casal tem que deixá-lo, no máximo, no mesmo nível que eles. A sociedade pagará o preço quando alguém é educado achando-se o centro do universo.

23. Filhos drogados são aqueles que sempre estiveram no topo da família.

24. Cair na conversa do filho é criar um marginal. Filho não pode dar palpite em coisa de adulto. Se ele quiser opinar sobre qual deve ser a geladeira, terá que mostrar qual é o consumo (KWh) da que ele indicar. Se quiser dizer como deve ser a nova casa, tem que dizer quanto isso (seus supostos luxos) incrementará o gasto final.

25. Dinheiro 'a rodo' para o filho é prejudicial. Mesmo que os pais o tenham, precisam controlar e ensinar a gastar.

Frase: "A mãe (ou o pai!) que leva o filho para a igreja, não vai buscá-lo na cadeia..."

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

o Astronomo cego..

O meu amigo e eu vimos na sombra do templo um homem cego, sentado no chão e afastado de todos. O meu amigo apontou para ele e falou: – Aquele é o homem mais sábio da terra. Deixei o amigo e fui aproximar-me do cego saudando-o. Assim começamos a falar. Após algumas formalidades eu disse:
- Desculpe a minha indiscrição: há quanto tempo o senhor é cego?
- Desde quando nasci – respondeu.-
- E qual é o caminho da sabedoria que está percorrendo?
Ele disse: – Sou astrônomo. E levando a mão ao peito disse: – Eu fico perscrutando estes sóis, estas luas, estas estrelas.
Emprestei esta história de Kahlil Gibran para introduzir o tempo litúrgico do Advento, que se inicia, e comentar um pouco o evangelho deste primeiro domingo. O cego era “astrônomo”, evidentemente, não dos astros do firmamento, que não podia enxergar, mas daquelas galáxias que, sem dúvida alguma, existem dentro de cada um de nós. Para poder enxergá-las, porém, precisamos olhar-nos no profundo. Nesse caso os olhos não servem, nem bons e nem doentes. Até um cego pode olhar dentro de si, porque conseguimos ver alguma coisa dentro de nós somente se tivermos o desejo de refletir e vontade de entender. Trabalho nada fácil, convenhamos.
Vivemos numa sociedade onde as aparências têm mais valor do que a realidade, onde ficamos cada vez mais fascinados pela exterioridade, e raramente temos tempo para interiorizar as nossas experiências. Muitos de nós vivem sempre atarefados; o fazer é a explicação da vida deles. Outros enchem a cabeça de imagens e de sons, sabem tudo sobre o que passa na televisão, da vida dos famosos, dos últimos sucessos da música, mas conhecem muito pouco sobre a vida deles. Por fim, existem aqueles que por alguma razão teriam tempo para refletir, mas não foram acostumados a pensar, acham cansativo e, afinal, inútil, porque não dá dinheiro.
Dizer isso é a mesma coisa que dizer que estamos vivendo superficialmente. Não percebemos nada, ou quase, do que está acontecendo. O mesmo ocorreu no tempo de Noé, diz Jesus, no evangelho deste domingo. “Todos comiam e bebiam, casavam-se e se davam em casamento”, trabalhavam no campo, moíam o trigo no moinho. Talvez achassem que tudo ia ficar sempre igual, repetitivo e monótono. Foram surpreendidos pelo dilúvio.
Jesus nos lembra a precariedade da vida não para nos amedrontar, mas para nos dizer a verdade e nos convidar a buscar um sentido mais profundo naquilo que fazemos e dizemos. Ficar atentos e vigilantes não significa ter medo, e sim prestar atenção ao que acontece; aprender a refletir, a ter espírito crítico, a questionar. O mais perigoso não é ser roubados por um ladrão que nos pegou desprevenidos. O pior é ser surpreendidos pelos acontecimentos da vida e não saber o porquê. Com isso, não quero dizer que teremos sempre a resposta para tudo. Continuaremos a ser limitados nas possibilidades e na compreensão, mas, ao menos, poderemos escolher o rumo da nossa vida com responsabilidade. Estaremos conscientes da nossa missão na vida, na família, na sociedade. A nossa vida terá um sentido. Talvez em lugar de deixar acontecer, faremos acontecer as coisas.
Por exemplo, alguns devem ter deixado de participar da Igreja simplesmente por não saber mais o porquê o estavam fazendo. O costume não satisfazia mais. Ao invés de buscar de novo o sentido, desistiram. Como se o não responder às perguntas da vida fosse uma resposta. Com certeza ficou o vazio, porque as ocupações ajudam o tempo a passar, mas não satisfazem o nosso coração, que anseia sempre por algo de maior e mais bonito.
Devemos procurar a luz onde ela está. Encontrá-la-emos dentro de nós aprendendo a ouvir a voz da nossa consciência, a escutar o clamor dos pequenos, a reconhecer o mal também quando aparece atraente ou disfarçado de bem.
O tempo antes do Natal é um tempo precioso. Reaviva em nós o desejo de algo e de Alguém que esperamos, mesmo sem saber, porque é a Luz da vida, é a Palavra que explica e convence. Natal não pode ser somente luz de fora, pelas ruas e pelas praças, deve ser luz de dentro da nossa vida. Lá é o lugar da verdadeira Luz que nunca se apaga. Se a deixarmos entrar.