A conduta humana é algo fascinante. Não é à toa que ela tem sido objeto de investigação dos mais importantes filósofos. Mesmo quando o comportamento parece não fazer sentido, em algum lugar reside algo que o torna inteligível. Fazê-lo cognoscível é a aspiração maior de todo intelectual.
Para exemplificar o mundo inebriante da moral vou tratar aqui de um caso instigante que ocorreu no Instituto Federal de Educação, Ciência e tecnologia do Pará – IFPA. É uma ocorrência incomum, mas de fácil compreensão.
Nos primeiros meses do ano de 2008, o professor de Filosofia do IFPA Walber Wolgrand peticionou ao Ministério Público e Polícia Federal noticiando inúmeras fraudes praticadas por ocasião do processamento dos concursos públicos realizados pelo instituto (CEFET à época), nos anos de 2005, 2007 e 2008, sob a responsabilidade do reitor Edson Ary Fontes.
Coube ao Sindicato dos Servidores do IFPA encaminhar as denúncias do professor Walber ao Ministério da educação e Cultura – MEC. Ainda em 2008, o Ministério encaminhou prepostos para investigar os fatos, os quais concluíram pela necessidade de instauração de um processo administrativo disciplinar. No dia 11 de fevereiro de 2009 foi instaurado um PAD pela Secretaria de Assuntos Tecnológicos do MEC, no qual figura como principal acusado o professor Edson Ary (ver o artigo CEFET/Pa: ensinado a fraudar concursos - ou “Como formar bons corruptos”, postado neste blog, no mês de março de 2009).
Em 27 de abril de 2008, com a portaria n° 610/2009, o reitor Edson Ary instaurou um PAD contra Walber. O professor foi acusado por quatro servidores do IFPA da prática de "terrorismo acadêmico", dentre outras. O interessante é que todos os acusadores foram comparsas de Ary e respondem ao mesmo processo administrativo disciplinar instaurado pela Secretaria Tecnológica do MEC.
No exercício da autodefesa, Walber, em 02 de junho de 2009, peticionou ao reitor do IFPA argüindo a sua suspeição e impedimento, por entender que Ary não tinha a isenção devida para instaurar um PAD contra a sua pessoa. Ary estava como investigado em um processo motivado pelo professor.
Em resposta ao requerimento, Ary subscreveu o memorando nº 062/2009 – GAB, de 10 de junho de 2009 (ver cópia abaixo), com o qual, dentre outros argumentos, asseverou que era "mui" amigo de Walber. Ofereceu-lhe até o cargo de DIRETOR DO CAMPUS DE BRAGANÇA do IFPA , mas o ingrato professor recusou a proposta.
Ora, por que o reitor ofereceu um relevante cargo administrativo a quem formalmente lhe denunciou?
O Cargo de Diretor de Campus do IFPA tem gratificação pecuniária na ordem de R$5.000.00 (cinco mil reais), CD-5, além de assessorias. Qual a causa de tamanha gentileza?
Não há dúvida que Ary tentou usar com Walber uma lógica que vem dando certo no IFPA. Acena com um cargo comissionado – seja CD ou FG – e os servidores lhe rendem as mais servis homenagens. Mas o reitor se esqueceu (ou não sabia) que na seara humana o determinismo não produz resultados regulares. Aqui e ali algumas surpresas ocorrem.
Ary sabia que Walber é major da reserva da PM, mas ignorava que ele, durante a campanha para o governo do Estado, apoiou a governadora Ana Júlia e hoje poderia ser coronel da PM se simplesmente tivesse ficado calado. Mas Walber denunciou o ímprobo comandante da PM pela prática de nepotismo na corporação, além de outras ilegalidades. Por essa forma proceder, Walber teve o seu pedido de anulação da sua injusta reserva indeferido e ainda foi exonerado do cargo de DIRETOR DE CONTROLE INTERNO da SUSIPE, para o qual foi nomeado no início do governo petista. Este cargo lhe rendia generosos rendimentos pecuniários (DAS-5). Hoje o ex-comandante da PM, coronel Luis, foi denunciado pelo Ministério Público Militar pelo desvio de mais de seis milhões de reais dos cofres públicos. (Ver os artigos "O nepotismo na PM e a omissão do governo" e "A denúncia na prática é sempre ao contrário", postados neste bolg, no mês de agosto de 2008)
Assim, por uma razão qualquer, não se consolidou no IFPA uma prática ilegal tão comum na Administração Pública. A corrupção, para muitos, já se naturalizou. Dizem até que o sujeito que não se vende é bobo, posto que haverá sempre quem se sujeite em troca de alguns vinténs. Para essas pessoas o exercício da autonomia - e da liberdade - não vale o que o dinheiro pode comprar. Mas... SE NÃO VALE, POR QUE O CORRUPTO PAGA POR ELE?
terça-feira, 27 de outubro de 2009
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
A vida me ensinou...
εïз♥A vida me ensinou...
A dizer adeus às pessoas que amo,
Sem tira-las do meu coração;
Sorrir às pessoas que não gostam de mim,
Para mostra-las que sou diferente do que elas pensam;
Fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade,
Para que eu possa acreditar que tudo vai mudar;
Calar-me para ouvir;
Aprender com meus erros .
Afinal eu posso ser sempre melhor.
A lutar contra as injustiças;
Sorrir quando o que mais desejo é gritar todas as minhas dores para o mundo,
A ser forte quando os que amo estão com problemas;
Ser carinhosa com todos que precisam do meu carinho;
Ouvir a todos que só precisam desabafar;
Amar aos que me machucam ou querem fazer de mim depósito de suas frustrações e desafetos;
Perdoar incondicionalmente,
Pois já precisei desse perdão;
Amar incondicionalmente,
Pois também preciso desse amor;
A alegrar a quem precisa;
A pedir perdão;
A sonhar acordada;
A acordar para a realidade (sempre que fosse necessário);
A aproveitar cada instante de felicidade;
A chorar de saudade sem vergonha de demonstrar;(Já fiz d+ esse ano)
Me ensinou a ter olhos para "ver e ouvir estrelas", embora nem sempre consiga entendê-las;
A ver o encanto do pôr-do-sol;
A sentir a dor do adeus e do que se acaba, sempre lutando para preservar tudo o que é importante para a felicidade do meu ser;
A abrir minhas janelas para o amor;
A não temer o futuro;
Me ensinou e esta me ensinando a aproveitar o presente, como um presente que da vida recebi, e usá-lo como um diamante que eu mesma tenha que lapidar, lhe dando forma da maneira que eu escolher.
♥♥εïз♥♥#########♥♥εïз♥♥#######♥♥εïз♥♥#####
♥♥εïз♥♥##########♥♥εïз♥♥########♥♥εïз♥♥####
♥♥εïз♥♥##########♥♥εïз♥♥#########♥♥εïз♥♥####
Eu quero extravasar,
liberar e jogar tudo pro ar
eu quero ser feliz antes de mais
nada.
......................................................
Ve se larga de besteira
To aqui dando bobeira
Querendo te amar
E já faz tempo que eu te quero
Há tanto tempo que eu te espero
Vê se para pra pensar
To com saudade do seu cheiro
E desse seu cabelo preto
Se espalhando sobre mim
Sua boca pedindo beijo e
Aumentando meu desejo
Não demora vem pra mim
Quando você chegar
Vai se perder no meu Olhar
Eu sei de tudo que se passa
Nessa sua vida
Eu sei que assim como eu
Você não esta feliz
Eu sei que as vezes pensa
Em mim quando está sozinha
Isso prova que esse amor
Tá criando raiz
Todo caso perde o medo
E curte essa paixão
E entra pela porta da frente
Do meu coração
para vc meu amor
amor muitooooooo vc *******######********
A dizer adeus às pessoas que amo,
Sem tira-las do meu coração;
Sorrir às pessoas que não gostam de mim,
Para mostra-las que sou diferente do que elas pensam;
Fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade,
Para que eu possa acreditar que tudo vai mudar;
Calar-me para ouvir;
Aprender com meus erros .
Afinal eu posso ser sempre melhor.
A lutar contra as injustiças;
Sorrir quando o que mais desejo é gritar todas as minhas dores para o mundo,
A ser forte quando os que amo estão com problemas;
Ser carinhosa com todos que precisam do meu carinho;
Ouvir a todos que só precisam desabafar;
Amar aos que me machucam ou querem fazer de mim depósito de suas frustrações e desafetos;
Perdoar incondicionalmente,
Pois já precisei desse perdão;
Amar incondicionalmente,
Pois também preciso desse amor;
A alegrar a quem precisa;
A pedir perdão;
A sonhar acordada;
A acordar para a realidade (sempre que fosse necessário);
A aproveitar cada instante de felicidade;
A chorar de saudade sem vergonha de demonstrar;(Já fiz d+ esse ano)
Me ensinou a ter olhos para "ver e ouvir estrelas", embora nem sempre consiga entendê-las;
A ver o encanto do pôr-do-sol;
A sentir a dor do adeus e do que se acaba, sempre lutando para preservar tudo o que é importante para a felicidade do meu ser;
A abrir minhas janelas para o amor;
A não temer o futuro;
Me ensinou e esta me ensinando a aproveitar o presente, como um presente que da vida recebi, e usá-lo como um diamante que eu mesma tenha que lapidar, lhe dando forma da maneira que eu escolher.
♥♥εïз♥♥#########♥♥εïз♥♥#######♥♥εïз♥♥#####
♥♥εïз♥♥##########♥♥εïз♥♥########♥♥εïз♥♥####
♥♥εïз♥♥##########♥♥εïз♥♥#########♥♥εïз♥♥####
Eu quero extravasar,
liberar e jogar tudo pro ar
eu quero ser feliz antes de mais
nada.
......................................................
Ve se larga de besteira
To aqui dando bobeira
Querendo te amar
E já faz tempo que eu te quero
Há tanto tempo que eu te espero
Vê se para pra pensar
To com saudade do seu cheiro
E desse seu cabelo preto
Se espalhando sobre mim
Sua boca pedindo beijo e
Aumentando meu desejo
Não demora vem pra mim
Quando você chegar
Vai se perder no meu Olhar
Eu sei de tudo que se passa
Nessa sua vida
Eu sei que assim como eu
Você não esta feliz
Eu sei que as vezes pensa
Em mim quando está sozinha
Isso prova que esse amor
Tá criando raiz
Todo caso perde o medo
E curte essa paixão
E entra pela porta da frente
Do meu coração
para vc meu amor
amor muitooooooo vc *******######********
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
manifesto mst.
Bastou realizarmos mais uma jornada de lutas - cobrando o cumprimento de uma pauta de reivindicações apresentada ao governo Lula ainda em 2005 – e exigirmos a atualização dos índices de produtividade agrícola, como estabelece a Constituição Federal, para que viesse a reação.
Os setores mais conservadores do Congresso e da sociedade, liderados pela senadora Kátia Abreu (DEM/TO), começaram a orquestrar uma nova ofensiva contra o MST. Na semana passada, os parlamentares ruralistas protocolaram mais uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) contra o MST - a terceira em menos de 5 anos. É exatamente uma represália à nossa ousadia de solicitar a atualização dos índices de produtividade agrícola, que poderá beneficiar os proprietários rurais que realmente produzem em nosso país.
Os que não produzem, certamente, aprovados os novos índices, terão dificuldades de acessar os recursos dos cofres públicos. Assim, os “modernos” defensores do agronegócio não apenas defendem uma agricultura atrasada, em defesa própria, como também expressam, mais uma vez, seu caráter anti-social e parasitário dos recursos públicos.
Os ruralistas, agora parlamentares, alegam que há uma malversação dos recursos públicos destinados à Reforma Agrária para justificar essa CPI. É um direito deles fazer esse questionamento e elogiamos a disposição de prezar pelos recursos públicos.
Mesmo sabendo que a Confederação Nacional da Agricultura (CNA), que a senadora Kátia Abreu preside, financiou a campanha eleitoral da senadora e até hoje não foi investigada. Mas se há problemas com esses recursos públicos, para que serve o Tribunal de Contas da União (TCU), subordinado ao Congresso Nacional, ou a Receita Federal?
Há a necessidade de criar uma nova CPI ou os objetivos são apenas imobilizar um movimento social e ocupar espaços na mídia para inibir a bandeira da Reforma Agrária? Parlamentares identificados ou coniventes com esses objetivos é que não faltam.
Mas se não nos faltam inimigos da Reforma Agrária, fortalecidos política e economicamente há cinco séculos pela existência do latifúndio, também não nos faltam solidariedade e apoio de incansáveis e valorosas lutadoras e lutadores da Reforma Agrária.
Abaixo, segue o texto do Manifesto. Assine-o e promova sua divulgação. Para assinar, entre em: http://www.petitiononline.com/manifmst/petition.html
Secretaria Nacional do MST
Manifesto em defesa da Democracia e do MST
“...Legitimam-se não pela propriedade, mas pelo trabalho,
nesse mundo em que o trabalho está em extinção.
Legitimam-se porque fazem História,
num mundo que já proclamou o fim da História.
Esses homens e mulheres são um contra-senso
porque restituem à vida um sentido que se perdeu...”
(“Notícias dos sobreviventes”, Eldorado dos Carajás, 1996)
A reconstrução da democracia no Brasil tem exigido, há trinta anos, enormes sacrifícios dos trabalhadores. Desde a reconstrução de suas organizações, destruídas por duas décadas de repressão da ditadura militar, até a invenção de novas formas de movimentos e de lutas capazes de responder ao desafio de enfrentar uma das sociedades mais desiguais do mundo. Isto tem implicado, também, apresentar aos herdeiros da cultura escravocrata de cinco séculos, os trabalhadores da cidade e do campo como cidadãos e como participantes legítimos não apenas da produção da riqueza do País (como ocorreu desde sempre), mas igualmente como beneficiários da partilha da riqueza produzida.
O ódio das oligarquias rurais e urbanas não perde de vista um único dia, um desses novos instrumentos de organização e luta criados pelos trabalhadores brasileiros a partir de 1984: o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST. E esse Movimento paga diariamente com suor e sangue – como ocorreu há pouco no Rio Grande do Sul, por sua ousadia de questionar um dos pilares da desigualdade social no Brasil: o monopólio da terra. O gesto de levantar sua bandeira numa ocupação traduz-se numa frase simples de entender e, por isso, intolerável aos ouvidos dos senhores da terra e do agronegócio. Um País, onde 1% da população tem a propriedade de 46% do território, defendida por cercas, agentes do Estado e matadores de aluguel, não podemos considerar uma República. Menos ainda, uma democracia.
A Constituição de 1988 determina que os latifúndios improdutivos e terras usadas para a plantação de matérias primas para a produção de drogas, devem ser destinados à Reforma Agrária. Mas, desde a assinatura da nova Carta, os sucessivos Governos têm negligenciado o seu cumprimento. À ousadia dos trabalhadores rurais de garantir esses direitos conquistados na Constituição, pressionando as autoridades através de ocupações pacíficas, soma-se outra ousadia, igualmente intolerável para os senhores do grande capital do campo e das cidades: a disputa legítima e legal do Orçamento Público.
Em quarenta anos, desde a criação do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), cerca de um milhão de famílias rurais foram assentadas - mais da metade de 2003 pra cá. Para viabilizar a atividade econômica dessas famílias, para integrá-las ao processo produtivo de alimentos e divisas no novo ciclo de desenvolvimento, é necessário travar a disputa diária pelos investimentos públicos. Daí resulta o ódio dos ruralistas e outros setores do grande capital, habituados desde sempre ao acesso exclusivo aos créditos, subsídios e ao perdão periódico de suas dívidas.
O compromisso do Governo de rever os critérios de produtividade para a agricultura brasileira, responde a uma bandeira de quatro décadas de lutas dos movimentos dos trabalhadores do campo. Ao exigir a atualização desses índices, os trabalhadores do campo estão apenas exigindo o cumprimento da Constituição Federal, e que os avanços científicos e tecnológicos ocorridos nas últimas quatro décadas, sejam incorporados aos métodos de medir a produtividade agrícola do nosso País.
É contra essa bandeira que a bancada ruralista do Congresso Nacional reage, e ataca o MST. Como represália, buscam, mais uma vez, articular a formação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) contra o MST. Seria a terceira em cinco anos. Se a agricultura brasileira é tão moderna e produtiva – como alardeia o agronegócio, por que temem tanto a atualização desses índices?
E, por que não é criada uma única CPI para analisar os recursos públicos destinados às organizações da classe patronal rural? Uma CPI que desse conta, por exemplo, de responder a algumas perguntas, tão simples como: O que ocorreu ao longo desses quarenta anos no campo brasileiro em termos de ganho de produtividade? Quanto a sociedade brasileira investiu para que uma verdadeira revolução – do ponto de vista de incorporação de novas tecnologias – tornasse a agricultura brasileira capaz de alimentar nosso povo e se afirmar como uma das maiores exportadoras de alimentos? Quantos perdões da dívida agrícola foram oferecidos pelos cofres públicos aos grandes proprietários de terra, nesse período?
O ataque ao MST extrapola a luta pela Reforma Agrária. É um ataque contra os avanços democráticos conquistados na Constituição de 1988 – como o que estabelece a função social da propriedade agrícola – e contra os direitos imprescindíveis para a reconstrução democrática do nosso País. É, portanto, contra essa reconstrução democrática que se levantam as lideranças do agronegócio e seus aliados no campo e nas cidades. E isso é grave. E isso é uma ameaça não apenas contra os movimentos dos trabalhadores rurais e urbanos, como para toda a sociedade. É a própria reconstrução democrática do Brasil, que custou os esforços e mesmo a vida de muitos brasileiros, que está sendo posta em xeque. É a própria reconstrução democrática do Brasil, que está sendo violentada.
É por essa razão que se arma, hoje, uma nova ofensiva dos setores mais conservadores da sociedade contra o Movimento dos Sem Terra – seja no Congresso Nacional, seja nos monopólios de comunicação, seja nos lobbies de pressão em todas as esferas de Poder. Trata-se, assim, ainda uma vez, de criminalizar um movimento que se mantém como uma bandeira acesa, inquietando a consciência democrática do país: a nossa democracia só será digna desse nome, quando incorporar todos os brasileiros e lhes conferir, como cidadãos e cidadãs, o direito a participar da partilha da riqueza que produzem ao longo de suas vidas, com suas mãos, o seu talento, o seu amor pela pátria de todos nós.
Contra a criminalização do MOVIMENTO DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA!
Pelo cumprimento das normas constitucionais que definem as terras destinadas à Reforma Agrária!
Pela adoção imediata dos novos critérios de produtividade para fins de Reforma Agrária!
São Paulo, 21 de setembro de 2009
Plínio de Arruda Sampaio, presidente da Associação Brasileira de Reforma Agrária - ABRA, ex-Deputado Federal Constituinte pelo PT-SP (1985-1991) e ex-consultor da FAO
Osvaldo Russo, estatístico, ex-presidente do INCRA (1993-1994), diretor da ABRA e coordenador do núcleo agrário nacional do PT
Hamilton Pereira, o Pedro Tierra, 61, é poeta e membro do Conselho Curador da Fundação Perseu Abramo
Antônio Cândido, crítico literário, USP
Leandro Konder, filósofo, PUC-RJ
István Mészáros, Hungria, filósofo
Eduardo Galeano, Uruguai, escritor
Alípio Freire, escritor
Fábio Konder Comparato, jurista, USP e Doutor Honoris Causa da Universidade de Coimbra
Fernando Morais, jornalista e escritor
Dr. Jacques Alfonsin, jurista, Porto Alegre
Altamiro Borges, PCdoB
Nilo Batista, jurista
Alberto Broch, Presidente da CONTAG
Artur Henrique, Presidente da CUT
Augusto Chagas, Presidente da UNE
Bartira Lima da Costa, Presidente da CONAM
Ivan Pinheiro, secretario geral do PCB
Ivan Valente, Deputador Federal PSOL/SP
José Antonio Moroni, diretor da ABONG e do INESC
José Maria de Almeida, CONLUTAS, presidente do PSTU
Nalu Faria, coordenadora geral da Sempreviva Organização Feminista – SOF e integrante da executiva nacional da Marcha Mundial das Mulheres.
Paulo Pereira da Silva, Deputado Federal PDT-SP e presidente da Força Sindical
Renato Rabelo, presidente do PCdoB
Renato Simões, Secretário de Movimentos Populares do PT
Roberto Amaral, ex-Ministro da Ciência e Tecnologia, Secretário Geral do PSB
Sérgio Miranda, PDT-MG
Valter Pomar, Secretário de Relações Internacionais do PT
Wagner Gomes, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB
Dom Ladislau Biernaski, Presidente da CPT
Dom Pedro Casaldáliga, Bispo emérito da Prelazia de São Félix do Araguaia – MT
Dom Tomás Balduino, conselheiro permanente da CPT
Frei Betto, escritor
Leonardo Boff, escritor
Reverendo Carlos Alberto Tomé da Silva, TSSF, Anglicano, Capelão Militar
Miguel Urbano, Portugal, jornalista
Anita Leocádia Prestes, historiadora, UFRJ
Beth Carvalho, sambista
Adriana Pacheco, Venezuela, ViveTV
Adelaide Gonçalves, historiadora, UFCE
Ana Esther Ceceña, UNAN
Antonio Moraes, Federação Única dos Petroleiros - FUP
Associação Brasileira de ONG's – ABONG
Associação Brasileira dos Estudantes de Engenharia Florestal (ABEEF)
Chico Diaz, ator
Cândido Grzybowski - IBASE
Comitè italiano de apoio ao Movimento Sem Terra (Amigos MST-Italia)
Antônio Carlos Spis, CMS (Coordenação dos Movimentos Sociais)
Dora Martins, juíza de direito, e presidenta da Associação de Juízes pela Democracia
Emir Sader, sociólogo, LPP/UERJ
Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil (FEAB)
Hamilton de Souza, jornalista, PUC-SP
Heloísa Fernandes, socióloga, USP e ENFF
Jose Arbex, jornalista, PUC-SP
Maria Rita Kehl, psicanalista, São Paulo
Osmar Prado, ator
Paulo Arantes, filósofo, USP e ENFF
Vandana Shiva, Índia, cientista
Virginia Fontes, historiadora, UFF/Fiocruz
Vito Gianotti, jornalista e historiador, Núcleo Piratininga de Comunicação - Rio de Janeiro
Lindberg Farias, prefeito de Nova Iguaçu (PT/RJ)
Edvânia Miguel Maranhão ( MST/PB)
Os setores mais conservadores do Congresso e da sociedade, liderados pela senadora Kátia Abreu (DEM/TO), começaram a orquestrar uma nova ofensiva contra o MST. Na semana passada, os parlamentares ruralistas protocolaram mais uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) contra o MST - a terceira em menos de 5 anos. É exatamente uma represália à nossa ousadia de solicitar a atualização dos índices de produtividade agrícola, que poderá beneficiar os proprietários rurais que realmente produzem em nosso país.
Os que não produzem, certamente, aprovados os novos índices, terão dificuldades de acessar os recursos dos cofres públicos. Assim, os “modernos” defensores do agronegócio não apenas defendem uma agricultura atrasada, em defesa própria, como também expressam, mais uma vez, seu caráter anti-social e parasitário dos recursos públicos.
Os ruralistas, agora parlamentares, alegam que há uma malversação dos recursos públicos destinados à Reforma Agrária para justificar essa CPI. É um direito deles fazer esse questionamento e elogiamos a disposição de prezar pelos recursos públicos.
Mesmo sabendo que a Confederação Nacional da Agricultura (CNA), que a senadora Kátia Abreu preside, financiou a campanha eleitoral da senadora e até hoje não foi investigada. Mas se há problemas com esses recursos públicos, para que serve o Tribunal de Contas da União (TCU), subordinado ao Congresso Nacional, ou a Receita Federal?
Há a necessidade de criar uma nova CPI ou os objetivos são apenas imobilizar um movimento social e ocupar espaços na mídia para inibir a bandeira da Reforma Agrária? Parlamentares identificados ou coniventes com esses objetivos é que não faltam.
Mas se não nos faltam inimigos da Reforma Agrária, fortalecidos política e economicamente há cinco séculos pela existência do latifúndio, também não nos faltam solidariedade e apoio de incansáveis e valorosas lutadoras e lutadores da Reforma Agrária.
Abaixo, segue o texto do Manifesto. Assine-o e promova sua divulgação. Para assinar, entre em: http://www.petitiononline.com/manifmst/petition.html
Secretaria Nacional do MST
Manifesto em defesa da Democracia e do MST
“...Legitimam-se não pela propriedade, mas pelo trabalho,
nesse mundo em que o trabalho está em extinção.
Legitimam-se porque fazem História,
num mundo que já proclamou o fim da História.
Esses homens e mulheres são um contra-senso
porque restituem à vida um sentido que se perdeu...”
(“Notícias dos sobreviventes”, Eldorado dos Carajás, 1996)
A reconstrução da democracia no Brasil tem exigido, há trinta anos, enormes sacrifícios dos trabalhadores. Desde a reconstrução de suas organizações, destruídas por duas décadas de repressão da ditadura militar, até a invenção de novas formas de movimentos e de lutas capazes de responder ao desafio de enfrentar uma das sociedades mais desiguais do mundo. Isto tem implicado, também, apresentar aos herdeiros da cultura escravocrata de cinco séculos, os trabalhadores da cidade e do campo como cidadãos e como participantes legítimos não apenas da produção da riqueza do País (como ocorreu desde sempre), mas igualmente como beneficiários da partilha da riqueza produzida.
O ódio das oligarquias rurais e urbanas não perde de vista um único dia, um desses novos instrumentos de organização e luta criados pelos trabalhadores brasileiros a partir de 1984: o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST. E esse Movimento paga diariamente com suor e sangue – como ocorreu há pouco no Rio Grande do Sul, por sua ousadia de questionar um dos pilares da desigualdade social no Brasil: o monopólio da terra. O gesto de levantar sua bandeira numa ocupação traduz-se numa frase simples de entender e, por isso, intolerável aos ouvidos dos senhores da terra e do agronegócio. Um País, onde 1% da população tem a propriedade de 46% do território, defendida por cercas, agentes do Estado e matadores de aluguel, não podemos considerar uma República. Menos ainda, uma democracia.
A Constituição de 1988 determina que os latifúndios improdutivos e terras usadas para a plantação de matérias primas para a produção de drogas, devem ser destinados à Reforma Agrária. Mas, desde a assinatura da nova Carta, os sucessivos Governos têm negligenciado o seu cumprimento. À ousadia dos trabalhadores rurais de garantir esses direitos conquistados na Constituição, pressionando as autoridades através de ocupações pacíficas, soma-se outra ousadia, igualmente intolerável para os senhores do grande capital do campo e das cidades: a disputa legítima e legal do Orçamento Público.
Em quarenta anos, desde a criação do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), cerca de um milhão de famílias rurais foram assentadas - mais da metade de 2003 pra cá. Para viabilizar a atividade econômica dessas famílias, para integrá-las ao processo produtivo de alimentos e divisas no novo ciclo de desenvolvimento, é necessário travar a disputa diária pelos investimentos públicos. Daí resulta o ódio dos ruralistas e outros setores do grande capital, habituados desde sempre ao acesso exclusivo aos créditos, subsídios e ao perdão periódico de suas dívidas.
O compromisso do Governo de rever os critérios de produtividade para a agricultura brasileira, responde a uma bandeira de quatro décadas de lutas dos movimentos dos trabalhadores do campo. Ao exigir a atualização desses índices, os trabalhadores do campo estão apenas exigindo o cumprimento da Constituição Federal, e que os avanços científicos e tecnológicos ocorridos nas últimas quatro décadas, sejam incorporados aos métodos de medir a produtividade agrícola do nosso País.
É contra essa bandeira que a bancada ruralista do Congresso Nacional reage, e ataca o MST. Como represália, buscam, mais uma vez, articular a formação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) contra o MST. Seria a terceira em cinco anos. Se a agricultura brasileira é tão moderna e produtiva – como alardeia o agronegócio, por que temem tanto a atualização desses índices?
E, por que não é criada uma única CPI para analisar os recursos públicos destinados às organizações da classe patronal rural? Uma CPI que desse conta, por exemplo, de responder a algumas perguntas, tão simples como: O que ocorreu ao longo desses quarenta anos no campo brasileiro em termos de ganho de produtividade? Quanto a sociedade brasileira investiu para que uma verdadeira revolução – do ponto de vista de incorporação de novas tecnologias – tornasse a agricultura brasileira capaz de alimentar nosso povo e se afirmar como uma das maiores exportadoras de alimentos? Quantos perdões da dívida agrícola foram oferecidos pelos cofres públicos aos grandes proprietários de terra, nesse período?
O ataque ao MST extrapola a luta pela Reforma Agrária. É um ataque contra os avanços democráticos conquistados na Constituição de 1988 – como o que estabelece a função social da propriedade agrícola – e contra os direitos imprescindíveis para a reconstrução democrática do nosso País. É, portanto, contra essa reconstrução democrática que se levantam as lideranças do agronegócio e seus aliados no campo e nas cidades. E isso é grave. E isso é uma ameaça não apenas contra os movimentos dos trabalhadores rurais e urbanos, como para toda a sociedade. É a própria reconstrução democrática do Brasil, que custou os esforços e mesmo a vida de muitos brasileiros, que está sendo posta em xeque. É a própria reconstrução democrática do Brasil, que está sendo violentada.
É por essa razão que se arma, hoje, uma nova ofensiva dos setores mais conservadores da sociedade contra o Movimento dos Sem Terra – seja no Congresso Nacional, seja nos monopólios de comunicação, seja nos lobbies de pressão em todas as esferas de Poder. Trata-se, assim, ainda uma vez, de criminalizar um movimento que se mantém como uma bandeira acesa, inquietando a consciência democrática do país: a nossa democracia só será digna desse nome, quando incorporar todos os brasileiros e lhes conferir, como cidadãos e cidadãs, o direito a participar da partilha da riqueza que produzem ao longo de suas vidas, com suas mãos, o seu talento, o seu amor pela pátria de todos nós.
Contra a criminalização do MOVIMENTO DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA!
Pelo cumprimento das normas constitucionais que definem as terras destinadas à Reforma Agrária!
Pela adoção imediata dos novos critérios de produtividade para fins de Reforma Agrária!
São Paulo, 21 de setembro de 2009
Plínio de Arruda Sampaio, presidente da Associação Brasileira de Reforma Agrária - ABRA, ex-Deputado Federal Constituinte pelo PT-SP (1985-1991) e ex-consultor da FAO
Osvaldo Russo, estatístico, ex-presidente do INCRA (1993-1994), diretor da ABRA e coordenador do núcleo agrário nacional do PT
Hamilton Pereira, o Pedro Tierra, 61, é poeta e membro do Conselho Curador da Fundação Perseu Abramo
Antônio Cândido, crítico literário, USP
Leandro Konder, filósofo, PUC-RJ
István Mészáros, Hungria, filósofo
Eduardo Galeano, Uruguai, escritor
Alípio Freire, escritor
Fábio Konder Comparato, jurista, USP e Doutor Honoris Causa da Universidade de Coimbra
Fernando Morais, jornalista e escritor
Dr. Jacques Alfonsin, jurista, Porto Alegre
Altamiro Borges, PCdoB
Nilo Batista, jurista
Alberto Broch, Presidente da CONTAG
Artur Henrique, Presidente da CUT
Augusto Chagas, Presidente da UNE
Bartira Lima da Costa, Presidente da CONAM
Ivan Pinheiro, secretario geral do PCB
Ivan Valente, Deputador Federal PSOL/SP
José Antonio Moroni, diretor da ABONG e do INESC
José Maria de Almeida, CONLUTAS, presidente do PSTU
Nalu Faria, coordenadora geral da Sempreviva Organização Feminista – SOF e integrante da executiva nacional da Marcha Mundial das Mulheres.
Paulo Pereira da Silva, Deputado Federal PDT-SP e presidente da Força Sindical
Renato Rabelo, presidente do PCdoB
Renato Simões, Secretário de Movimentos Populares do PT
Roberto Amaral, ex-Ministro da Ciência e Tecnologia, Secretário Geral do PSB
Sérgio Miranda, PDT-MG
Valter Pomar, Secretário de Relações Internacionais do PT
Wagner Gomes, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB
Dom Ladislau Biernaski, Presidente da CPT
Dom Pedro Casaldáliga, Bispo emérito da Prelazia de São Félix do Araguaia – MT
Dom Tomás Balduino, conselheiro permanente da CPT
Frei Betto, escritor
Leonardo Boff, escritor
Reverendo Carlos Alberto Tomé da Silva, TSSF, Anglicano, Capelão Militar
Miguel Urbano, Portugal, jornalista
Anita Leocádia Prestes, historiadora, UFRJ
Beth Carvalho, sambista
Adriana Pacheco, Venezuela, ViveTV
Adelaide Gonçalves, historiadora, UFCE
Ana Esther Ceceña, UNAN
Antonio Moraes, Federação Única dos Petroleiros - FUP
Associação Brasileira de ONG's – ABONG
Associação Brasileira dos Estudantes de Engenharia Florestal (ABEEF)
Chico Diaz, ator
Cândido Grzybowski - IBASE
Comitè italiano de apoio ao Movimento Sem Terra (Amigos MST-Italia)
Antônio Carlos Spis, CMS (Coordenação dos Movimentos Sociais)
Dora Martins, juíza de direito, e presidenta da Associação de Juízes pela Democracia
Emir Sader, sociólogo, LPP/UERJ
Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil (FEAB)
Hamilton de Souza, jornalista, PUC-SP
Heloísa Fernandes, socióloga, USP e ENFF
Jose Arbex, jornalista, PUC-SP
Maria Rita Kehl, psicanalista, São Paulo
Osmar Prado, ator
Paulo Arantes, filósofo, USP e ENFF
Vandana Shiva, Índia, cientista
Virginia Fontes, historiadora, UFF/Fiocruz
Vito Gianotti, jornalista e historiador, Núcleo Piratininga de Comunicação - Rio de Janeiro
Lindberg Farias, prefeito de Nova Iguaçu (PT/RJ)
Edvânia Miguel Maranhão ( MST/PB)
A passeata institucional (ou “A hipocrisia do jogo político”)
Sob a coordenação da Casa Militar da Governadoria e Comando Geral da PM – e com a aquiescência da Governadora do Estado – milhares de policiais e bombeiros militares realizaram no dia 20 de setembro de 2009 uma passeata em prol da aprovação da Proposta de Emenda Constitucional nº 300, que tramita no Congresso Nacional.
A PEC 300 altera a redação do art 144 da Constituição Federal e estabelece que os militares dos Estados Membros devam receber vencimentos iguais ou superiores aos dos militares do Distrito Federal. Na Capital da República um soldado (nível hierárquico mais baixo da carreira) recebe algo em torno de R$4.000,00 (quatro mil reais).
Não resta dúvida que os policiais militares merecem receber salário digno e compatível com a árdua tarefa que desempenham. Mas o que salta aos olhos pela extravagância e ineditismo é o empenho de órgãos estatais (PM e Casa Militar) em patrocinarem e coordenarem um evento dessa natureza, sob os complacentes olhares da Comandante em Chefe (Governadora do Estado). Afinal, a quem interessa a aprovação da referida PEC: ao Governo ou aos militares estaduais?
Nem as associações que representam a classe miliciana participaram da organização do evento. Algumas entidades somente tomaram conhecimento da caminhada no dia 14 de setembro, no Quartel do Comando Geral, durante uma reunião com os coordenadores. Como as associações não podiam discordar da iniciativa, funcionaram como instrumento de legitimação do ato. Nessa reunião estavam presentes o Sub Comandante Geral da PM, Coronel Leitão; o Corregedor Geral da PM, Coronel Silva; o Sub Chefe da Casa Militar, Ten Cel Dílson, e outros oficiais e praças PM e BM. Os presidentes de associações ficaram surpresos com as ações da comissão organizadora. Até camisas, panfletos e adesivos automotivos já haviam sido adquiridos. De quebra, o “rei do carimbo”, Pinduca, estava presente e prometeu fazer um show em prol da PEC, após a caminhada, no ponto de concentração (Praça da República).
Com o apoio das instituições públicas, o resultado não poderia ser outro: uma mobilização reivindicatória sem precedentes em toda história da Corporação de Fontoura. Milhares de pessoas caminharam em favor da aprovação da Emenda Constitucional.
Na Praça da República, alguns políticos pegaram o gancho e, ruidosamente, se manifestaram em favor da iniciativa. Até o aspirante a político e Chefe da Casa Civil, Claudio Puty, subiu no “trio elétrico” e discursou para alimentar as esperanças dos milicos paraenses.
Assim, todos foram felizes para suas casas alimentar o corpo, porque o espírito já estava sobejamente alentado por promessas de melhorias salariais, mas cuja consecução depende de todos e de ninguém, pois compete ao Congresso Nacional, que está em Brasília, decidir.
A Governadora do Estado, mesmo não indo à caminhada, com baixa cotação e aprovação pública, declarou incontido e irrestrito apoio à iniciativa (que não é sua), mesmo sem saber a quem caberá o ônus – caso a PEC seja aprovada – de suas conseqüências financeiras. Defendeu o que não está na sua alçada, mas nada faz para resolver o que está no âmbito das suas competências. Paga aos seus mata-cachorros 1/4 do que a PEC promete, mas a apóia desde criancinha. Tentou com o instrumento errado fazer média com os militares estaduais. Mas com os assessores que possui (Pantoja Jr e Dário) dificilmente conseguirá fazer algo que não se assemelhe à lambança. Talvez esteja esperando que o Lula pague os militares para ela.
Já o inexpressivo Chefe da Casa Militar, Coronel Pantoja Jr, demonstrou ser um grande fazedor de festa. Usou todos os meios que a governadoria dispõe para organizar o evento, mas, por outro lado, não consegue assessorar a Comandante em Chefe, nem alertá-la das barbaridades que acontecem na PM. Muitas melhorias à classe miliciana poderiam ser propiciadas se a Governadora simplesmente soubesse o que, de fato, ocorre na corporação. Esse coronel atua para proteger os seus comparsas da PM (como o ex-comandante, Coronel Luis), sem qualquer compromisso com os policiais e com o governo. É tão preguiçoso que sequer tenta organizar juridicamente a CM. O órgão não tem estrutura organizacional, nem a definição legal de suas reais atribuições. Atua empiricamente em tudo que faz e somente é oficial superior porque na PMPA os critérios de promoção são políticos e temporais.
O Coronel Dário, Comandante da PM, foi o mais esperto de todos. Cansado de comandar (depois de alguns meses), Tirou férias e deixou a caminhada sob a responsabilidade do Subcomandante Geral, Coronel Leitão. Não faz bem à reputação do Sadam caminhar lado a lado com os policiais. A sua especialidade é a humilhação e o desrespeito aos subordinados, além das práticas administrativas duvidosas. Em breve acabará nas primeiras páginas dos jornais, como o seu amigo Luis Ruffeil.
Os outros oficiais organizadores do evento não merecem comentários. São uns paus mandados. Se o comando determinar uma “rastejada” pela PEC eles a realizarão e ainda se vangloriarão por terem suportado as adversidades.
Cabe agora saber quando esses ilustres gestores – interessados pelo bem estar da tropa – promoverão uma caminhada pela atualização das nossas leis e regulamentos. Pelo fim do abono e o respeito pelo escalonamento vertical. Pela promoção dos cabos (15 anos) a sargento. Pela regulamentação da Lei de Organização básica da PM. Pelo pagamento das horas-aula aos professores do IESP. Pela publicidade e transparência nos processos de promoção na PM. Pela organização da carreira das praças PM e BM. Pelo estabelecimento de uma carga horária justa de serviço operacional. Pela limitação do número de militares no exercício de funções civis. Etc.
Enquanto isso não e possível, temos que nos contentar com uma caminhada por algo cuja solução (e responsabilidade) está há quilômetros de distância - em Brasília. Por isso, conveniente aos interesses dos organizadores e coordenadores do evento. Todos extraíram dividendos políticos, sem correr qualquer risco de serem questionados pelos resultados.
Mas não poderíamos esperar outra coisa de uma caminhada institucional. Basta olharmos para as motivações daqueles que a promoveram para percebermos que a PEC foi apenas o objeto mais eficaz para amaciar os ânimos do militares estaduais. Enquanto isso a vida corre ao largo com as mazelas de sempre. E as mesmas autoridades fingem que não as veem. Eis a hipocrisia do jogo político.
A PEC 300 altera a redação do art 144 da Constituição Federal e estabelece que os militares dos Estados Membros devam receber vencimentos iguais ou superiores aos dos militares do Distrito Federal. Na Capital da República um soldado (nível hierárquico mais baixo da carreira) recebe algo em torno de R$4.000,00 (quatro mil reais).
Não resta dúvida que os policiais militares merecem receber salário digno e compatível com a árdua tarefa que desempenham. Mas o que salta aos olhos pela extravagância e ineditismo é o empenho de órgãos estatais (PM e Casa Militar) em patrocinarem e coordenarem um evento dessa natureza, sob os complacentes olhares da Comandante em Chefe (Governadora do Estado). Afinal, a quem interessa a aprovação da referida PEC: ao Governo ou aos militares estaduais?
Nem as associações que representam a classe miliciana participaram da organização do evento. Algumas entidades somente tomaram conhecimento da caminhada no dia 14 de setembro, no Quartel do Comando Geral, durante uma reunião com os coordenadores. Como as associações não podiam discordar da iniciativa, funcionaram como instrumento de legitimação do ato. Nessa reunião estavam presentes o Sub Comandante Geral da PM, Coronel Leitão; o Corregedor Geral da PM, Coronel Silva; o Sub Chefe da Casa Militar, Ten Cel Dílson, e outros oficiais e praças PM e BM. Os presidentes de associações ficaram surpresos com as ações da comissão organizadora. Até camisas, panfletos e adesivos automotivos já haviam sido adquiridos. De quebra, o “rei do carimbo”, Pinduca, estava presente e prometeu fazer um show em prol da PEC, após a caminhada, no ponto de concentração (Praça da República).
Com o apoio das instituições públicas, o resultado não poderia ser outro: uma mobilização reivindicatória sem precedentes em toda história da Corporação de Fontoura. Milhares de pessoas caminharam em favor da aprovação da Emenda Constitucional.
Na Praça da República, alguns políticos pegaram o gancho e, ruidosamente, se manifestaram em favor da iniciativa. Até o aspirante a político e Chefe da Casa Civil, Claudio Puty, subiu no “trio elétrico” e discursou para alimentar as esperanças dos milicos paraenses.
Assim, todos foram felizes para suas casas alimentar o corpo, porque o espírito já estava sobejamente alentado por promessas de melhorias salariais, mas cuja consecução depende de todos e de ninguém, pois compete ao Congresso Nacional, que está em Brasília, decidir.
A Governadora do Estado, mesmo não indo à caminhada, com baixa cotação e aprovação pública, declarou incontido e irrestrito apoio à iniciativa (que não é sua), mesmo sem saber a quem caberá o ônus – caso a PEC seja aprovada – de suas conseqüências financeiras. Defendeu o que não está na sua alçada, mas nada faz para resolver o que está no âmbito das suas competências. Paga aos seus mata-cachorros 1/4 do que a PEC promete, mas a apóia desde criancinha. Tentou com o instrumento errado fazer média com os militares estaduais. Mas com os assessores que possui (Pantoja Jr e Dário) dificilmente conseguirá fazer algo que não se assemelhe à lambança. Talvez esteja esperando que o Lula pague os militares para ela.
Já o inexpressivo Chefe da Casa Militar, Coronel Pantoja Jr, demonstrou ser um grande fazedor de festa. Usou todos os meios que a governadoria dispõe para organizar o evento, mas, por outro lado, não consegue assessorar a Comandante em Chefe, nem alertá-la das barbaridades que acontecem na PM. Muitas melhorias à classe miliciana poderiam ser propiciadas se a Governadora simplesmente soubesse o que, de fato, ocorre na corporação. Esse coronel atua para proteger os seus comparsas da PM (como o ex-comandante, Coronel Luis), sem qualquer compromisso com os policiais e com o governo. É tão preguiçoso que sequer tenta organizar juridicamente a CM. O órgão não tem estrutura organizacional, nem a definição legal de suas reais atribuições. Atua empiricamente em tudo que faz e somente é oficial superior porque na PMPA os critérios de promoção são políticos e temporais.
O Coronel Dário, Comandante da PM, foi o mais esperto de todos. Cansado de comandar (depois de alguns meses), Tirou férias e deixou a caminhada sob a responsabilidade do Subcomandante Geral, Coronel Leitão. Não faz bem à reputação do Sadam caminhar lado a lado com os policiais. A sua especialidade é a humilhação e o desrespeito aos subordinados, além das práticas administrativas duvidosas. Em breve acabará nas primeiras páginas dos jornais, como o seu amigo Luis Ruffeil.
Os outros oficiais organizadores do evento não merecem comentários. São uns paus mandados. Se o comando determinar uma “rastejada” pela PEC eles a realizarão e ainda se vangloriarão por terem suportado as adversidades.
Cabe agora saber quando esses ilustres gestores – interessados pelo bem estar da tropa – promoverão uma caminhada pela atualização das nossas leis e regulamentos. Pelo fim do abono e o respeito pelo escalonamento vertical. Pela promoção dos cabos (15 anos) a sargento. Pela regulamentação da Lei de Organização básica da PM. Pelo pagamento das horas-aula aos professores do IESP. Pela publicidade e transparência nos processos de promoção na PM. Pela organização da carreira das praças PM e BM. Pelo estabelecimento de uma carga horária justa de serviço operacional. Pela limitação do número de militares no exercício de funções civis. Etc.
Enquanto isso não e possível, temos que nos contentar com uma caminhada por algo cuja solução (e responsabilidade) está há quilômetros de distância - em Brasília. Por isso, conveniente aos interesses dos organizadores e coordenadores do evento. Todos extraíram dividendos políticos, sem correr qualquer risco de serem questionados pelos resultados.
Mas não poderíamos esperar outra coisa de uma caminhada institucional. Basta olharmos para as motivações daqueles que a promoveram para percebermos que a PEC foi apenas o objeto mais eficaz para amaciar os ânimos do militares estaduais. Enquanto isso a vida corre ao largo com as mazelas de sempre. E as mesmas autoridades fingem que não as veem. Eis a hipocrisia do jogo político.
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Molambos somos nós (ou “A moral é uma prisão")
Eu sei que vocês vão dizer
Que era tudo mentira, que não pode ser
Que depois de tudo o que ela me fez
Eu jamais deveria aceitá-la outra vez
Pensei que assim procedendo
Me exponho ao desprezo de todos vocês
Lamento, mas fiquem sabendo
Que ela voltou e comigo ficou
Ficou pra matar a saudade
A tremenda saudade que não me deixou
Que não me deu sossego um momento sequer
Desde o dia em que ela me abandonou
Ficou par impedir que a loucura
Fizesse de mim um molambo qualquer
Ficou desta vez para sempre
Se Deus quiser...
(Molambo – Jaime Florence/Augusto Mesquita)
Composta em 1953, “Molambo” é um clássico da MPB. Cauby Peixoto, Ney Matogrosso, Elizeth Cardoso, Maria Betânia, dentre outros, a interpretaram. Os autores – Jaime Florence e Augusto Mesquita – sintetizaram, com esta música, as questões fundamentais da ética no mundo ocidental. Devemos, como seres morais, nos filiar aos preceitos absolutos e “verdadeiros” de uma ética essencialista e metafísica; ou, ao revés, regular a nossa conduta por princípios que fortaleçam a nossa existência como seres individuais e sensíveis?
Não há dúvida que a nossa cultura privilegiou o modelo ético de inspiração metafísica. Esta ética - que tem como grandes representantes Aristóteles, Kant, etc. – é baseada na noção de verdade. Existe um comportamento ideal, por isso verdadeiro, inferido pela razão que se impõe como imperativo ao sujeito. O pensamento constrói o sujeito moral.
Desde os verdes anos somos introduzidos no mundo moral por uma educação que nos “ensina” o que é o bem e o mal; o justo e o injusto; o certo e o errado, etc., como noções absolutas. Uma vez internalizados esses preceitos funcionam como dogmas. Não conseguimos desobedecê-los impunemente. A expressão do nosso ser (pensamento, ação, valorização e sentimento) inexoravelmente se vincula a esse corpo moral pré-concebido. A nossa conduta se forma como resultado de um perfeito ajustamento a essas normas.
No ocidente, a difusão desse modelo ético não se deve apenas aos filósofos, mas à Igreja Cristã que o propagou com o apoio do Império Romano. A religião conseguiu aquilo que era (e ainda é) improvável para a filosofia: chegar às camadas mais humildes da sociedade. Institui-se assim uma moral onde o ideal de conduta está fora do sujeito que age. A ação deve seguir os cânones postos por Deus ou pela razão humana. Essas instâncias normatizadoras instituem o ideal de comportamento humano.
“Molambo” descreve com maestria – só os artistas são capazes – a dificuldade que temos para nos libertar dos valores supra-humanos. Esta música foi feita numa época (década de 50 do séc. passado) em que era inimaginável o homem deixar de lado a honra e o orgulho para perdoar um ato de infidelidade feminina. Ainda hoje esse procedimento não é comum. O peso de ser “corno manso” não é algo digerível para qualquer mortal.
Mas, por trás das idéias que nos prendem e nos petrificam ante a vida está o sujeito, com os seus desejos e inquietações. Na música, a personagem – eu lírico - supera as amarras da cultura e, contra tudo e todos, aceita de volta a mulher amada que, por motivo desconhecido, cometeu algum deslize. Ele a perdoou para satisfazer uma necessidade “vital“. Essa conduta, para muitos, o torna fraco e desprezível por estar atrelada às paixões e apelos do corpo.
Ora, se não nos deixarmos contaminar por essa maneira de pensar o fenômeno moral, podemos – nos apoiando em filósofos como Maquiavel e Nietzsche – dizer que o “eu lírico” da canção não agiu com fraqueza e inferioridade, mas, rigorosamente, o contrário. Ele procedeu com liberdade. Livre dos conceitos que, sem permissão, se impõe como inquestionáveis.
Nós, ao revés, sofremos calados. Quantas vezes tivemos a vontade de voltar atrás de uma decisão, mas, para não parecermos fracos ante os valores que julgamos superiores, não o fazemos? As idéias e os valores se impõem a nós. Agarramos-nos a eles para justificar as nossas impossibilidades. Ignoramos o que nos apraz enquanto seres sensíveis e individuais para louvarmos meras abstrações. Enquanto isso os nossos desejos, pulsões e inclinações ficam em segundo plano. A moral metafísica nos torna fraco com relação a nós mesmos.
Para a personagem da música o desejo de superar a malfazeja saudade justifica as suas ações, mesmo exposto a toda sorte de críticas. Os valores não o determinam, mas a vontade de viver uma nova paixão... uma nova experiência (“enquanto Deus quiser...”).
Afinal, quem, de fato, é o verdadeiro molambo. A personagem da música que supera os condicionamentos que a cultura lhe impõe e, simplesmente, vive; ou nós que nos privamos da vida em razão de valores metafísicos?
Digo apenas que a moral é um artifício humano, destinado a atender um propósito eminentemente humano. Quando nos faz empacar e negar a vida, ela nega a si própria e nos desumaniza.
Não sei se os compositores, ao criarem a obra, pensaram nessa possibilidade de interpretação, mas acho que concordariam: molambos somos nós!
Que era tudo mentira, que não pode ser
Que depois de tudo o que ela me fez
Eu jamais deveria aceitá-la outra vez
Pensei que assim procedendo
Me exponho ao desprezo de todos vocês
Lamento, mas fiquem sabendo
Que ela voltou e comigo ficou
Ficou pra matar a saudade
A tremenda saudade que não me deixou
Que não me deu sossego um momento sequer
Desde o dia em que ela me abandonou
Ficou par impedir que a loucura
Fizesse de mim um molambo qualquer
Ficou desta vez para sempre
Se Deus quiser...
(Molambo – Jaime Florence/Augusto Mesquita)
Composta em 1953, “Molambo” é um clássico da MPB. Cauby Peixoto, Ney Matogrosso, Elizeth Cardoso, Maria Betânia, dentre outros, a interpretaram. Os autores – Jaime Florence e Augusto Mesquita – sintetizaram, com esta música, as questões fundamentais da ética no mundo ocidental. Devemos, como seres morais, nos filiar aos preceitos absolutos e “verdadeiros” de uma ética essencialista e metafísica; ou, ao revés, regular a nossa conduta por princípios que fortaleçam a nossa existência como seres individuais e sensíveis?
Não há dúvida que a nossa cultura privilegiou o modelo ético de inspiração metafísica. Esta ética - que tem como grandes representantes Aristóteles, Kant, etc. – é baseada na noção de verdade. Existe um comportamento ideal, por isso verdadeiro, inferido pela razão que se impõe como imperativo ao sujeito. O pensamento constrói o sujeito moral.
Desde os verdes anos somos introduzidos no mundo moral por uma educação que nos “ensina” o que é o bem e o mal; o justo e o injusto; o certo e o errado, etc., como noções absolutas. Uma vez internalizados esses preceitos funcionam como dogmas. Não conseguimos desobedecê-los impunemente. A expressão do nosso ser (pensamento, ação, valorização e sentimento) inexoravelmente se vincula a esse corpo moral pré-concebido. A nossa conduta se forma como resultado de um perfeito ajustamento a essas normas.
No ocidente, a difusão desse modelo ético não se deve apenas aos filósofos, mas à Igreja Cristã que o propagou com o apoio do Império Romano. A religião conseguiu aquilo que era (e ainda é) improvável para a filosofia: chegar às camadas mais humildes da sociedade. Institui-se assim uma moral onde o ideal de conduta está fora do sujeito que age. A ação deve seguir os cânones postos por Deus ou pela razão humana. Essas instâncias normatizadoras instituem o ideal de comportamento humano.
“Molambo” descreve com maestria – só os artistas são capazes – a dificuldade que temos para nos libertar dos valores supra-humanos. Esta música foi feita numa época (década de 50 do séc. passado) em que era inimaginável o homem deixar de lado a honra e o orgulho para perdoar um ato de infidelidade feminina. Ainda hoje esse procedimento não é comum. O peso de ser “corno manso” não é algo digerível para qualquer mortal.
Mas, por trás das idéias que nos prendem e nos petrificam ante a vida está o sujeito, com os seus desejos e inquietações. Na música, a personagem – eu lírico - supera as amarras da cultura e, contra tudo e todos, aceita de volta a mulher amada que, por motivo desconhecido, cometeu algum deslize. Ele a perdoou para satisfazer uma necessidade “vital“. Essa conduta, para muitos, o torna fraco e desprezível por estar atrelada às paixões e apelos do corpo.
Ora, se não nos deixarmos contaminar por essa maneira de pensar o fenômeno moral, podemos – nos apoiando em filósofos como Maquiavel e Nietzsche – dizer que o “eu lírico” da canção não agiu com fraqueza e inferioridade, mas, rigorosamente, o contrário. Ele procedeu com liberdade. Livre dos conceitos que, sem permissão, se impõe como inquestionáveis.
Nós, ao revés, sofremos calados. Quantas vezes tivemos a vontade de voltar atrás de uma decisão, mas, para não parecermos fracos ante os valores que julgamos superiores, não o fazemos? As idéias e os valores se impõem a nós. Agarramos-nos a eles para justificar as nossas impossibilidades. Ignoramos o que nos apraz enquanto seres sensíveis e individuais para louvarmos meras abstrações. Enquanto isso os nossos desejos, pulsões e inclinações ficam em segundo plano. A moral metafísica nos torna fraco com relação a nós mesmos.
Para a personagem da música o desejo de superar a malfazeja saudade justifica as suas ações, mesmo exposto a toda sorte de críticas. Os valores não o determinam, mas a vontade de viver uma nova paixão... uma nova experiência (“enquanto Deus quiser...”).
Afinal, quem, de fato, é o verdadeiro molambo. A personagem da música que supera os condicionamentos que a cultura lhe impõe e, simplesmente, vive; ou nós que nos privamos da vida em razão de valores metafísicos?
Digo apenas que a moral é um artifício humano, destinado a atender um propósito eminentemente humano. Quando nos faz empacar e negar a vida, ela nega a si própria e nos desumaniza.
Não sei se os compositores, ao criarem a obra, pensaram nessa possibilidade de interpretação, mas acho que concordariam: molambos somos nós!
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
12 SINTOMAS DE VIADO...
01. Chegar aos 40 anos de idade sem barriga.
Aos 40 anos se você se preocupa com o físico, você é viado! Como diz o ditado: "Quem gosta de homem bonito é viado. Mulher gosta de dinheiro". Você tem mais é que parar de se preocupar com a barriga e tratar do seu bolso porque aquela menina gostosona de 19 anos dá mais importância ao carro importado e o cartão de crédito que você tem, do que aos seus músculos do abdômen.
02. Pedir caipirinha com adoçante.
Você pede caipirinha com adoçante?....Fala sério???!!! Tá de regime? Ou você bebe ou não bebe! Caipirinha é o seguinte: Limão, AÇÚCAR, gelo, pinga ou vodka. Se é pra pedir diferente, não chame de caipirinha, diga pro garçom o seguinte: Hoje vou pedir uma bebida de viado, dá pra mim um copo com limão, vodka (ou pinga), gelo e adoçante.
03. Chupar um sorvete.
Verbo "chupar" não deve fazer parte do vocabulário de um homem, um verdadeiro homem quando COME sorvete e o faz com dentadas, não com chupadas.
04. Ter como bicho de estimação um gato.
Gato por si só não passa de um cão viado; aquele lance de ficar se lambendo o dia todo e de não tomar banho é nojento. Fora o fato de o gato ter aquelas frescuras: gato faz pipi e popô, Bicho de homem é o cachorro: cachorro ta pouco aí pra tudo, mija e caga em qualquer lugar, bebe água da privada e até coça o saco. Ter gato em casa é coisa de boiola!
05. Saber o nome de mais de 4 coisas na padaria.
Homem entra na padaria e fala logo o que quer, no máximo quatro itens: normalmente são o pão, o café, o leite e a manteiga. Chegar na padaria pedindo um pote de queijo Philadelfia, 250 gramas de lombo canadense "bem fininho, viu ?!", ou então um salame (!!!), é sintoma grave de viadagem.
06. Sair pra dançar.
Que porra é essa? Homem sai pra beber, pra zoar, pra pegar mulher. Homem que sai pra dançar não é homem! No máximo, você pode dar uns passos na pista de dança, com a intenção, é claro, de se aproximar da mulher que te chamou a atenção. Homem que sai pra dançar não sei não....
07. Bebidas com nomes exóticos .
Sex on the beach, Dry Martini, Bloody Mary....tudo coisa de viado! Homem não tem frescura, bebe aquilo que todo mundo conhece: Vodka , Pinga, Whisky, Conhaque. Cerveja muita cerveja! Detalhes em copo de homem são: limão, gelo ou palito, dependendo da bebida. Canudinho e guarda-chuvinha nem pensar. Coisa de viado!
08. Reparar como os outros estão vestidos.
Você é daqueles que repara que seu amigo está vestindo a mesma camisa de ontem? Você é viado! Qual a diferença entre seu amigo sair para tomar uma cerveja com uma camisa dessas que não sai por menos de 100 pratas e sair com uma camiseta que ele ganhou de brinde do cartão de crédito? Nenhuma! Se o cara tá ridículo, o problema é dele, ou melhor, sobra mais mulher pra você! Se você dá uma de Clodovil e repara se a roupa de seus amigos combinam, você é viado!
09. Comer bolo em festa de aniversário.
Só viado faz isso.. Homem que é homem enche o prato de salgadinhos, bebe pra caralho, vomita. Quem come bolo é mulher, criança e VIADO.
10. Pedir meias porções ou meias doses.
O nome é porção ou dose porque já é calculado, ou seja, um homem come uma porção de gororoba, ou uma dose de birita. Então, quem come meia porção é meio-homem. Pior ainda são aqueles que pedem pratos terminados com "inho". Por exemplo: - Garçom, traz um arrozinho por favor? Isso é muito viado.
11. Consolar ex-namoradas de amigos.
A única maneira do verdadeiro homem, fazer isso, é pensando em como levar ela pra cama ou então fazendo com que ela fale algo que possa ser usado pra zoar o seu amigo em questão. Do contrário, vá chorar no ombro da mamãe...
12. E tem mais uma coisa....
Se não retransmitir este e-mail... Também é viado. Só viado pega uma mensagem igual a esta e apaga sem repassar aos amigos.
Aos 40 anos se você se preocupa com o físico, você é viado! Como diz o ditado: "Quem gosta de homem bonito é viado. Mulher gosta de dinheiro". Você tem mais é que parar de se preocupar com a barriga e tratar do seu bolso porque aquela menina gostosona de 19 anos dá mais importância ao carro importado e o cartão de crédito que você tem, do que aos seus músculos do abdômen.
02. Pedir caipirinha com adoçante.
Você pede caipirinha com adoçante?....Fala sério???!!! Tá de regime? Ou você bebe ou não bebe! Caipirinha é o seguinte: Limão, AÇÚCAR, gelo, pinga ou vodka. Se é pra pedir diferente, não chame de caipirinha, diga pro garçom o seguinte: Hoje vou pedir uma bebida de viado, dá pra mim um copo com limão, vodka (ou pinga), gelo e adoçante.
03. Chupar um sorvete.
Verbo "chupar" não deve fazer parte do vocabulário de um homem, um verdadeiro homem quando COME sorvete e o faz com dentadas, não com chupadas.
04. Ter como bicho de estimação um gato.
Gato por si só não passa de um cão viado; aquele lance de ficar se lambendo o dia todo e de não tomar banho é nojento. Fora o fato de o gato ter aquelas frescuras: gato faz pipi e popô, Bicho de homem é o cachorro: cachorro ta pouco aí pra tudo, mija e caga em qualquer lugar, bebe água da privada e até coça o saco. Ter gato em casa é coisa de boiola!
05. Saber o nome de mais de 4 coisas na padaria.
Homem entra na padaria e fala logo o que quer, no máximo quatro itens: normalmente são o pão, o café, o leite e a manteiga. Chegar na padaria pedindo um pote de queijo Philadelfia, 250 gramas de lombo canadense "bem fininho, viu ?!", ou então um salame (!!!), é sintoma grave de viadagem.
06. Sair pra dançar.
Que porra é essa? Homem sai pra beber, pra zoar, pra pegar mulher. Homem que sai pra dançar não é homem! No máximo, você pode dar uns passos na pista de dança, com a intenção, é claro, de se aproximar da mulher que te chamou a atenção. Homem que sai pra dançar não sei não....
07. Bebidas com nomes exóticos .
Sex on the beach, Dry Martini, Bloody Mary....tudo coisa de viado! Homem não tem frescura, bebe aquilo que todo mundo conhece: Vodka , Pinga, Whisky, Conhaque. Cerveja muita cerveja! Detalhes em copo de homem são: limão, gelo ou palito, dependendo da bebida. Canudinho e guarda-chuvinha nem pensar. Coisa de viado!
08. Reparar como os outros estão vestidos.
Você é daqueles que repara que seu amigo está vestindo a mesma camisa de ontem? Você é viado! Qual a diferença entre seu amigo sair para tomar uma cerveja com uma camisa dessas que não sai por menos de 100 pratas e sair com uma camiseta que ele ganhou de brinde do cartão de crédito? Nenhuma! Se o cara tá ridículo, o problema é dele, ou melhor, sobra mais mulher pra você! Se você dá uma de Clodovil e repara se a roupa de seus amigos combinam, você é viado!
09. Comer bolo em festa de aniversário.
Só viado faz isso.. Homem que é homem enche o prato de salgadinhos, bebe pra caralho, vomita. Quem come bolo é mulher, criança e VIADO.
10. Pedir meias porções ou meias doses.
O nome é porção ou dose porque já é calculado, ou seja, um homem come uma porção de gororoba, ou uma dose de birita. Então, quem come meia porção é meio-homem. Pior ainda são aqueles que pedem pratos terminados com "inho". Por exemplo: - Garçom, traz um arrozinho por favor? Isso é muito viado.
11. Consolar ex-namoradas de amigos.
A única maneira do verdadeiro homem, fazer isso, é pensando em como levar ela pra cama ou então fazendo com que ela fale algo que possa ser usado pra zoar o seu amigo em questão. Do contrário, vá chorar no ombro da mamãe...
12. E tem mais uma coisa....
Se não retransmitir este e-mail... Também é viado. Só viado pega uma mensagem igual a esta e apaga sem repassar aos amigos.
sábado, 22 de agosto de 2009
" A inveja é o simbolo da Incapacidade. "
- Brasileiro é um povo solidário. Mentira. Brasileiro é babaca.
Eleger para o cargo mais importante do Estado um sujeito que não tem escolaridade e preparo nem para ser gari, só porque tem uma história de vida sofrida;
Pagar 40% de sua renda em tributos e ainda dar esmola para pobre na rua ao invés de cobrar do governo uma solução para pobreza;
Aceitar que ONG's de direitos humanos fiquem dando pitaco na forma como tratamos nossa criminalidade. ..
Não protestar cada vez que o governo compra colchões para presidiários que queimaram os deles de propósito, não é coisa de gente solidária.
É coisa de gente otária.
- Brasileiro é um povo alegre. Mentira. Brasileiro é bobalhão.
Fazer piadinha com as imundices que acompanhamos todo dia é o mesmo que tomar bofetada na cara e dar risada.
Depois de um massacre que durou quatro dias em São Paulo , ouvir o José Simão fazer piadinha a respeito e achar graça, é o mesmo que contar piada no enterro do pai.
Brasileiro tem um sério problema.
Quando surge um escândalo, ao invés de protestar e tomar providências como cidadão, ri feito bobo.
- Brasileiro é um povo trabalhador. Mentira.
Brasileiro é vagabundo por excelência.
O brasileiro tenta se enganar, fingindo que os políticos que ocupam cargos públicos no país, surgiram de Marte e pousaram em seus cargos, quando na verdade, são oriundos do povo.
O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado ao ver um deputado receber 20 mil por mês, para trabalhar 3 dias e coçar o saco o resto da semana, também sente inveja e sabe lá no fundo que se estivesse no lugar dele faria o mesmo.
Um povo que se conforma em receber uma esmola do governo de 90 reais mensais para não fazer nada e não aproveita isso para alavancar sua vida (realidade da brutal maioria dos beneficiários do bolsa família) não pode ser adjetivado de outra coisa que não de vagabundo.
- Brasileiro é um povo honesto. Mentira.
Já foi; hoje é uma qualidade em baixa.
Se você oferecer 50 Euros a um policial europeu para ele não te autuar, provavelmente irá preso.
Não por medo de ser pego, mas porque ele sabe ser errado aceitar propinas.
O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado com o mensalão, pensa intimamente o que faria se arrumasse uma boquinha dessas, quando na realidade isso sequer deveria passar por sua cabeça.
- 90% de quem vive na favela é gente honesta e trabalhadora. Mentira.
Já foi.
Historicamente, as favelas se iniciaram nos morros cariocas quando os negros e mulatos retornando da
Guerra do Paraguai ali se instalaram.
Naquela época quem morava lá era gente honesta, que não tinha outra alternativa e não concordava com o crime.
Hoje a realidade é diferente.
Muito pai de família sonha que o filho seja aceito como 'aviãozinho' do tráfico para ganhar uma grana legal.
Se a maioria da favela fosse honesta, já teriam existido condições de se tocar os bandidos de lá para fora, porque podem matar 2 ou 3 mas não milhares de pessoas.
Além disso, cooperariam com a polícia na identificação de criminosos, inibindo-os de montar suas bases de operação nas favelas.
- O Brasil é um pais democrático. Mentira.
Num país democrático a vontade da maioria é Lei.
A maioria do povo acha que bandido bom é bandido morto, mas sucumbe a uma minoria barulhenta que se apressa em dizer que um bandido que foi morto numa troca de tiros, foi executado friamente.
Num país onde todos têm direitos mas ninguém tem obrigações, não existe democracia e sim, anarquia.
Num país em que a maioria sucumbe bovinamente ante uma minoria barulhenta, não existe democracia, mas um simulacro hipócrita.
Se tirarmos o pano do politicamente correto, veremos que vivemos numa sociedade feudal: um rei que detém o poder central (presidente e suas MPs), seguido de duques, condes, arquiduques e senhores feudais (ministros, senadores, deputados, prefeitos, vereadores).
Todos sustentados pelo povo que paga tributos que têm como único fim, o pagamento dos privilégios do poder. E ainda somos obrigados a votar.
Democracia isso? Pense !
O famoso jeitinho brasileiro.
Na minha opinião, um dos maiores responsáveis pelo caos que se tornou a política brasileira.
Brasileiro se acha malandro, muito esperto.
Faz um 'gato' puxando a TV a cabo do vizinho e acha que está botando pra quebrar.
No outro dia o caixa da padaria erra no troco e devolve 6 reais a mais, caramba, silenciosamente ele sai de lá com a felicidade de ter ganhado na loto... malandrões, esquecem que pagam a maior taxa de juros do planeta e o retorno é zero. Zero saúde, zero emprego, zero educação, mas e daí?
Afinal somos penta campeões do mundo né?? ?
Grande coisa...
O Brasil é o país do futuro. Caramba , meu avô dizia isso em 1950. Muitas vezes cheguei a imaginar em como seria a indignação e revolta dos meus avôs se ainda estivessem vivos.
Dessa vergonha eles se safaram...
Brasil, o país do futuro !?
Hoje o futuro chegou e tivemos uma das piores taxas de crescimento do mundo.
Deus é brasileiro.
Puxa, essa eu não vou nem comentar...
O que me deixa mais triste e inconformado é ver todos os dias nos jornais a manchete da vitória do governo mais sujo já visto em toda a história brasileira.
Para finalizar tiro minha conclusão:
O brasileiro merece! Como diz o ditado popular, é igual mulher de malandro, gosta de apanhar. Se você não é como o exemplo de brasileiro citado nesse e-mail, meus sentimentos amigo, continue fazendo sua parte, e que um dia pessoas de bem assumam o controle do país novamente.
Aí sim, teremos todas as chances de ser a maior potência do planeta.
Afinal aqui não tem terremoto, tsunami nem furacão.
Temos petróleo, álcool, bio-diesel, e sem dúvida nenhuma o mais importante: Água doce!
Só falta boa vontade, será que é tão difícil assim?
FAÇA A SUA PARTE (SE QUISER)
Eleger para o cargo mais importante do Estado um sujeito que não tem escolaridade e preparo nem para ser gari, só porque tem uma história de vida sofrida;
Pagar 40% de sua renda em tributos e ainda dar esmola para pobre na rua ao invés de cobrar do governo uma solução para pobreza;
Aceitar que ONG's de direitos humanos fiquem dando pitaco na forma como tratamos nossa criminalidade. ..
Não protestar cada vez que o governo compra colchões para presidiários que queimaram os deles de propósito, não é coisa de gente solidária.
É coisa de gente otária.
- Brasileiro é um povo alegre. Mentira. Brasileiro é bobalhão.
Fazer piadinha com as imundices que acompanhamos todo dia é o mesmo que tomar bofetada na cara e dar risada.
Depois de um massacre que durou quatro dias em São Paulo , ouvir o José Simão fazer piadinha a respeito e achar graça, é o mesmo que contar piada no enterro do pai.
Brasileiro tem um sério problema.
Quando surge um escândalo, ao invés de protestar e tomar providências como cidadão, ri feito bobo.
- Brasileiro é um povo trabalhador. Mentira.
Brasileiro é vagabundo por excelência.
O brasileiro tenta se enganar, fingindo que os políticos que ocupam cargos públicos no país, surgiram de Marte e pousaram em seus cargos, quando na verdade, são oriundos do povo.
O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado ao ver um deputado receber 20 mil por mês, para trabalhar 3 dias e coçar o saco o resto da semana, também sente inveja e sabe lá no fundo que se estivesse no lugar dele faria o mesmo.
Um povo que se conforma em receber uma esmola do governo de 90 reais mensais para não fazer nada e não aproveita isso para alavancar sua vida (realidade da brutal maioria dos beneficiários do bolsa família) não pode ser adjetivado de outra coisa que não de vagabundo.
- Brasileiro é um povo honesto. Mentira.
Já foi; hoje é uma qualidade em baixa.
Se você oferecer 50 Euros a um policial europeu para ele não te autuar, provavelmente irá preso.
Não por medo de ser pego, mas porque ele sabe ser errado aceitar propinas.
O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado com o mensalão, pensa intimamente o que faria se arrumasse uma boquinha dessas, quando na realidade isso sequer deveria passar por sua cabeça.
- 90% de quem vive na favela é gente honesta e trabalhadora. Mentira.
Já foi.
Historicamente, as favelas se iniciaram nos morros cariocas quando os negros e mulatos retornando da
Guerra do Paraguai ali se instalaram.
Naquela época quem morava lá era gente honesta, que não tinha outra alternativa e não concordava com o crime.
Hoje a realidade é diferente.
Muito pai de família sonha que o filho seja aceito como 'aviãozinho' do tráfico para ganhar uma grana legal.
Se a maioria da favela fosse honesta, já teriam existido condições de se tocar os bandidos de lá para fora, porque podem matar 2 ou 3 mas não milhares de pessoas.
Além disso, cooperariam com a polícia na identificação de criminosos, inibindo-os de montar suas bases de operação nas favelas.
- O Brasil é um pais democrático. Mentira.
Num país democrático a vontade da maioria é Lei.
A maioria do povo acha que bandido bom é bandido morto, mas sucumbe a uma minoria barulhenta que se apressa em dizer que um bandido que foi morto numa troca de tiros, foi executado friamente.
Num país onde todos têm direitos mas ninguém tem obrigações, não existe democracia e sim, anarquia.
Num país em que a maioria sucumbe bovinamente ante uma minoria barulhenta, não existe democracia, mas um simulacro hipócrita.
Se tirarmos o pano do politicamente correto, veremos que vivemos numa sociedade feudal: um rei que detém o poder central (presidente e suas MPs), seguido de duques, condes, arquiduques e senhores feudais (ministros, senadores, deputados, prefeitos, vereadores).
Todos sustentados pelo povo que paga tributos que têm como único fim, o pagamento dos privilégios do poder. E ainda somos obrigados a votar.
Democracia isso? Pense !
O famoso jeitinho brasileiro.
Na minha opinião, um dos maiores responsáveis pelo caos que se tornou a política brasileira.
Brasileiro se acha malandro, muito esperto.
Faz um 'gato' puxando a TV a cabo do vizinho e acha que está botando pra quebrar.
No outro dia o caixa da padaria erra no troco e devolve 6 reais a mais, caramba, silenciosamente ele sai de lá com a felicidade de ter ganhado na loto... malandrões, esquecem que pagam a maior taxa de juros do planeta e o retorno é zero. Zero saúde, zero emprego, zero educação, mas e daí?
Afinal somos penta campeões do mundo né?? ?
Grande coisa...
O Brasil é o país do futuro. Caramba , meu avô dizia isso em 1950. Muitas vezes cheguei a imaginar em como seria a indignação e revolta dos meus avôs se ainda estivessem vivos.
Dessa vergonha eles se safaram...
Brasil, o país do futuro !?
Hoje o futuro chegou e tivemos uma das piores taxas de crescimento do mundo.
Deus é brasileiro.
Puxa, essa eu não vou nem comentar...
O que me deixa mais triste e inconformado é ver todos os dias nos jornais a manchete da vitória do governo mais sujo já visto em toda a história brasileira.
Para finalizar tiro minha conclusão:
O brasileiro merece! Como diz o ditado popular, é igual mulher de malandro, gosta de apanhar. Se você não é como o exemplo de brasileiro citado nesse e-mail, meus sentimentos amigo, continue fazendo sua parte, e que um dia pessoas de bem assumam o controle do país novamente.
Aí sim, teremos todas as chances de ser a maior potência do planeta.
Afinal aqui não tem terremoto, tsunami nem furacão.
Temos petróleo, álcool, bio-diesel, e sem dúvida nenhuma o mais importante: Água doce!
Só falta boa vontade, será que é tão difícil assim?
FAÇA A SUA PARTE (SE QUISER)
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Mudei de lado.
Que me desculpem os meus amigos, e por favor não me critiquem, mas
após esfriar a cabeça e analisar melhor a situação atual, considerei
melhor...
e mudei..... de agora em diante, ficarei ao lado do Lula!
Se eu ficar atrás... Ele me caga.
Se eu ficar na frente... Ele me fode!
Como não há alternativa, resolvi ficar ao lado dele...
ENTÃO, PENSANDO BEM, CONCLUI QUE QUANDO TUDO VOLTAR AO NORMAL...
Será o dia em que:
- GENUINO será algo verdadeiro;
- GENRO apenas o marido da filha;
- SEVERINO apenas o porteiro do prédio;
- FREUD voltará a ser o só criador da Psicanálise;
- LORENZETTI será só uma marca de chuveiro;
- GREENGALGH voltará a ser um almirante que participou de nossa história;
- Dirceu, Palloci, Delúbio, Silvio Pereira,
Berzoini,Gedimar,Valdebran,Bargas, Expedito Veloso, Gushiken, Cesar
Maia etc, serão simples... presidiários.
- E LULA APENAS UM FRUTO DO MAR.
Agora, quando olho meu título de eleitor, entendo o verdadeiro
significado da expressão 'ZONA ELEITORAL'
após esfriar a cabeça e analisar melhor a situação atual, considerei
melhor...
e mudei..... de agora em diante, ficarei ao lado do Lula!
Se eu ficar atrás... Ele me caga.
Se eu ficar na frente... Ele me fode!
Como não há alternativa, resolvi ficar ao lado dele...
ENTÃO, PENSANDO BEM, CONCLUI QUE QUANDO TUDO VOLTAR AO NORMAL...
Será o dia em que:
- GENUINO será algo verdadeiro;
- GENRO apenas o marido da filha;
- SEVERINO apenas o porteiro do prédio;
- FREUD voltará a ser o só criador da Psicanálise;
- LORENZETTI será só uma marca de chuveiro;
- GREENGALGH voltará a ser um almirante que participou de nossa história;
- Dirceu, Palloci, Delúbio, Silvio Pereira,
Berzoini,Gedimar,Valdebran,Bargas, Expedito Veloso, Gushiken, Cesar
Maia etc, serão simples... presidiários.
- E LULA APENAS UM FRUTO DO MAR.
Agora, quando olho meu título de eleitor, entendo o verdadeiro
significado da expressão 'ZONA ELEITORAL'
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Quanta vulgaridade! Quanto contraste! Quanto desperdício
Em Belém, um procurador do estado do Pará foi flagrado dirigindo embriagado. Na delegacia, quis intimidar os policiais. As imagens goram gravadas por celular. Paulo de Tarso Dias Klautau filho foi preso em flagrante na madrugada de quarta-feira em Belém por dirigir embriagado. Na delegacia, o procurador desacatou os policiais.
.
- Tu és um babaca, por isso ficará sendo um babaca durante 30 anos de sua vida - disse o procurador ao policial militar
.
Depois, Klautau Filho invadiu a sala do Delegado e foi contido por um dos policiais militares. O procurador continuou a insultar os policiais e ainda os ameaçou.
.
- O Zé Mané tá torcendo o meu braço - reclamou.
.
Em seguida, ironizou:
.
- Eu posso te chamar de otário, voce não pode.
.
O procurador pagou fiança e foi liberado. Segundo a polícia, ele fez o teste do bafômetro, mas foi reprovado. O nível de álcool no organismo estava nove vezes acima do permitido.
.
Klautau Filho responderá por dirigir embriagado e por desacato a autoridade.
.
Mais tarde, sóbrio, Klautau Filho reconheceu que exagerou nas palavras e na bebida.
.
- Eu fui parado em uma blitz, tinha bebido bastante. Eu reagi de forma intempestiva, excessiva, ofendi os policiais, eu fui para a delegacia e ofendi o delegado. Eu quero pedir desculpa aos policiais, à sociedade e à minha família e vou responder pelo que fiz como um cidadão comum - afirmou.
Doutor em Filosofia e Teoria Geral do Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo - FADUSP (2006), Master Of Laws pela New York University - NYU (2002), Mestre em Direito pela Universidade Federal do Pará - UFPA (2001), Bacharel em Direito pela Universidade de São Paulo - USP, Bacharel em História pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo - FFLCH/USO. É professor titular do Centro Universitário do Pará - CESUPA. Tem experiência na área de Direito, com ênfase em Direitos Humanos, atuando principalmente nos seguintes temas: direito constitucional, história do direito, filosofia do direito, método caso e hermenêutica jurídica.
QUANTA VULGARIDADE!
.
Com um currículo digno de um representante de uma classe social privilegiada, o Doutor em Filosofia, Mestre em Direito, professor titular de um Centro Universitário e Procurador do Estado, Paulo de Tarso Dias Klautau Filho, comportou-se de forma incompatível com sua posição social, agindo de maneira indigna, deplorável e reprovável diante de agentes de Defesa social.
.
Embriagado (de álcool e de sua condição de detentor de conhecimento e, conseqüentemente, de poder), ofendeu moralmente e ameaçou um digno Policial Militar (tomei conhecimento que se trata de um Tenente) que manteve uma postura exemplar! Nas imagens mostradas em vídeos espalhados na internet, o Tenente aparenta uma idade compatível com a do bêbado, no entanto, que contraste! enquanto o arrogante Advogado e Procurador (como se apresentou aos berros ao Delegado Sandro Rivelino), que certamente teve mais condições financeiras do que o policial para galgar o status atual, esbravejava palavrões e impropérios: “puta que o pariu”, “babaca”, “zé mané”, “burro”, “otário” e outras palavras ofensivas, que passariam desapercebidas se proferidas por um pinguço qualquer ou por um “zé mané” (um pobre coitado, ignorante), o digno policial apenas ouvia e, não sendo possível ignorar o comportamento ridículo, o riso lhe sobreveio. Ouviu as ameaças de “pegar muita porrada”, a estúpida previsão de que se tornaria um “segurança” e um corrupto e, foi-lhe advertido de que poderia ser chamado pelo patético cidadão ébrio de “Otário”, mas, o contrário não era possível.
.
Observei uma postura do policial que em nada pode ser interpretada como subserviência: o “Doutor” recebeu o tratamento que um cidadão desequilibrado emocionalmente merece.
.
Quanta vulgaridade! Quanto contraste! Quanto desperdício!
.
Essa é a sociedade que vivemos. Os valores distorcidos, as manifestações do poder expressas em gestos, atos e palavras e a dignidade de poucos preservada.
.
Não acredito no discurso de arrependimento do Procurador. Mas, acredito que as ameaças proferidas contra o policial sejam passiveis de serem cumpridas. No entanto, sobrevindo uma punição ou um assédio moral, creio que não será suficiente para corromper o caráter do Tenente, pois a sua atitude revela que se trata de um servidor público, que se reconhece como um individuo merecedor de respeito!
.
- Tu és um babaca, por isso ficará sendo um babaca durante 30 anos de sua vida - disse o procurador ao policial militar
.
Depois, Klautau Filho invadiu a sala do Delegado e foi contido por um dos policiais militares. O procurador continuou a insultar os policiais e ainda os ameaçou.
.
- O Zé Mané tá torcendo o meu braço - reclamou.
.
Em seguida, ironizou:
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- Eu posso te chamar de otário, voce não pode.
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O procurador pagou fiança e foi liberado. Segundo a polícia, ele fez o teste do bafômetro, mas foi reprovado. O nível de álcool no organismo estava nove vezes acima do permitido.
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Klautau Filho responderá por dirigir embriagado e por desacato a autoridade.
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Mais tarde, sóbrio, Klautau Filho reconheceu que exagerou nas palavras e na bebida.
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- Eu fui parado em uma blitz, tinha bebido bastante. Eu reagi de forma intempestiva, excessiva, ofendi os policiais, eu fui para a delegacia e ofendi o delegado. Eu quero pedir desculpa aos policiais, à sociedade e à minha família e vou responder pelo que fiz como um cidadão comum - afirmou.
Doutor em Filosofia e Teoria Geral do Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo - FADUSP (2006), Master Of Laws pela New York University - NYU (2002), Mestre em Direito pela Universidade Federal do Pará - UFPA (2001), Bacharel em Direito pela Universidade de São Paulo - USP, Bacharel em História pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo - FFLCH/USO. É professor titular do Centro Universitário do Pará - CESUPA. Tem experiência na área de Direito, com ênfase em Direitos Humanos, atuando principalmente nos seguintes temas: direito constitucional, história do direito, filosofia do direito, método caso e hermenêutica jurídica.
QUANTA VULGARIDADE!
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Com um currículo digno de um representante de uma classe social privilegiada, o Doutor em Filosofia, Mestre em Direito, professor titular de um Centro Universitário e Procurador do Estado, Paulo de Tarso Dias Klautau Filho, comportou-se de forma incompatível com sua posição social, agindo de maneira indigna, deplorável e reprovável diante de agentes de Defesa social.
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Embriagado (de álcool e de sua condição de detentor de conhecimento e, conseqüentemente, de poder), ofendeu moralmente e ameaçou um digno Policial Militar (tomei conhecimento que se trata de um Tenente) que manteve uma postura exemplar! Nas imagens mostradas em vídeos espalhados na internet, o Tenente aparenta uma idade compatível com a do bêbado, no entanto, que contraste! enquanto o arrogante Advogado e Procurador (como se apresentou aos berros ao Delegado Sandro Rivelino), que certamente teve mais condições financeiras do que o policial para galgar o status atual, esbravejava palavrões e impropérios: “puta que o pariu”, “babaca”, “zé mané”, “burro”, “otário” e outras palavras ofensivas, que passariam desapercebidas se proferidas por um pinguço qualquer ou por um “zé mané” (um pobre coitado, ignorante), o digno policial apenas ouvia e, não sendo possível ignorar o comportamento ridículo, o riso lhe sobreveio. Ouviu as ameaças de “pegar muita porrada”, a estúpida previsão de que se tornaria um “segurança” e um corrupto e, foi-lhe advertido de que poderia ser chamado pelo patético cidadão ébrio de “Otário”, mas, o contrário não era possível.
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Observei uma postura do policial que em nada pode ser interpretada como subserviência: o “Doutor” recebeu o tratamento que um cidadão desequilibrado emocionalmente merece.
.
Quanta vulgaridade! Quanto contraste! Quanto desperdício!
.
Essa é a sociedade que vivemos. Os valores distorcidos, as manifestações do poder expressas em gestos, atos e palavras e a dignidade de poucos preservada.
.
Não acredito no discurso de arrependimento do Procurador. Mas, acredito que as ameaças proferidas contra o policial sejam passiveis de serem cumpridas. No entanto, sobrevindo uma punição ou um assédio moral, creio que não será suficiente para corromper o caráter do Tenente, pois a sua atitude revela que se trata de um servidor público, que se reconhece como um individuo merecedor de respeito!
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Sadam e os atos secretos da PM (ou “O que os olhos não vêem...”)
A Polícia Militar do Pará não é o Senado da República, mas também possui os seus ATOS SECRETOS. Há décadas os comandantes da Briosa Milícia de Fontoura “publicam” diversos atos administrativos em meros Boletins Internos, denominados BGs (Boletins Gerais) ou BGRs (Boletins Gerais Reservados). Periódicos com circulação restrita ao espaço interno da caserna.
Com o advento da Constituição Federal de 88, “Constituição Cidadã”, o sigilo na seara pública passou a ser exceção. A regra é a transparência propiciada pela publicidade de todos os atos administrativos, com o claro objetivo de permitir ao verdadeiro signatário desses serviços o exercício de certo controle sobre as ações dos seus representantes. Nunca é demais lembrar que numa democracia – pelo menos em tese – o patrão é o cidadão. Se assim o é, não faz sentido o empregado (gestor público) não dar ciência ao seu chefe das ações que pratica em seu nome. Por outro lado é, no mínimo, prudente que todo chefe fiscalize os seus subordinados, afinal, responsabilidade não se transfere.
Para desconstituir os partidários do “golpe do João sem braço”, isto é, os que se fazem de desentendidos, os diários oficiais passaram a ser (ou deveriam ser) os instrumentos de publicidade por meio dos quais os gestores públicos comunicam os seus atos ao povo. Uma vez publicado em D.O. ninguém pode alegar ignorância.
Mas, como na prática a polícia é sempre ao contrário, o Comandante Geral da PMPA, coronel Dário Teixeira – carinhosamente conhecido no meio militar como SADAM, pelas práticas administrativas pouco ortodoxas que adota – continua, em pleno Estado Democrático de Direito, praticando atos administrativos como se estivesse no Iraque, no auge da ditadura husseiniana.
Na contramão dos interesses ditatoriais de Sadam, o presidente da Associação em Defesa dos Direitos dos Militares do Pará – ADDMIPA, Major PM Walber Wolgrand, como o ofício nº 10/09 – ADDMIPA, de 05 de agosto de 2009 (ver cópia abaixo), solicitou a anulação dos atos secretos da PM, desde o advento da obrigação de torná-los públicos, e a publicação em diário oficial daqueles que ainda são suscetíveis de divulgação.
Como todo ditador tem uma memória inversamente proporcional aos seus instintos malignos, Wolgrand se colocou à disposição para identificar os atos secretos da PMPA (pode ser que estejam tão bem escondidos que requeiram a ação de um exímio investigador para localizá-los).
Porém, todos que conhecem os meandros da PMPA sabem que os atos milicianos não são secretos por acaso. Um déspota do porte de Sadam sabe que um tesouro não se guarda a “céu aberto”. É preciso protegê-lo. Muitos são aqueles que querem roubá-lo para fins antagônicos aos dos “generais” PM. No jogo do poder as informações valem ouro.
E embora Wolgrand tenha oferecido seus serviços sem ônus para o Erário, não resta dúvida que Sadam recusará tamanha gentileza. Quando o que está em jogo é dinheiro e poder a gentileza passa ao largo. Todo ditador que se preza não quer que os atos ilegais do seu reino ganhem publicidade. É preciso sepultá-los em local seguro e inacessível aos simples mortais.
No entanto, Wolgrand conhece muito bem as entranhas do reino de Sadam. Sabe, por exemplo, que a concessão (e a anulação) de férias de oficiais é um foco de falcatruas. Publicavam-se as férias em Boletim Interno para viabilizar a percepção da gratificação pecuniária correspondente, depois as anulava sob o antológico argumento da “necessidade do serviço”. Tudo sem parecer ou estudo que amparasse a decisão. Em seguida, um novo ato secreto incorporava o período de férias não gozadas, contadas em dobro, para fins de aposentadoria. Com essa fraude, muitos oficiais se aposentaram precocemente, com aproximadamente vinte anos de efetivo serviço.
Há caso de oficiais que nunca tiraram férias durante toda a sua vida profissional. Wolgrand estranha esse procedimento, pois gozou todas as férias a que fez jus, bem como outros direitos previstos no Estatuto PM. Por que será que a malfadada “necessidade do serviço” somente era invocada para sustar as férias de outros oficiais? Será que Wolgrand era um bem aventurado policial para ter os seus direitos respeitados, enquanto muitos trabalharam em regime de escravidão? Sadam sabe a resposta: fraude.
Outro absurdo que somente ocorre no reino de Sadam foi a “publicação” do edital do concurso público para o provimento de cargos de sargentos PM em Boletim Interno. Será que a PMPA é o único local onde sobrevive esse animal que fora extinto com o advento da Carta Magna: Concurso Interno? Tudo feito sorrateiramente, às escondidas dos olhos da sociedade, por meio dos famigerados atos secretos.
No reino de Sadam os atos que regulam a concessão do Adicional de Complementação de Jornada Operacional (horas extras), concessão de diárias, qüinqüênio, contratos e convênios, licenciamento de praças, processamento de promoções, instauração de inquéritos e processos administrativos, admissão de voluntários civis, etc., também são protegidos por meio de atos secretos. E nas raríssimas publicações em Diário Oficial o texto é tão lacônico que o cidadão não é capaz de compreender o objeto da divulgação. São publicações ineptas que não atendem ao escopo do que a lei determina. Tudo para enganar e esconder da sociedade civil as falcatruas que ocorrem sob o comando do ditador.
Eis que Wolgrand agora aguardará a manifestação de Sadam pelo período de 48 horas. Findo esse prazo, o presidente da ADDMIPA prometeu cientificar o Ministério do Reino, além de acionar o judiciário para que o período das trevas não seja recuperado pelo déspota e possamos, pelo menos, imaginar que vivemos em uma democracia.
Com o advento da Constituição Federal de 88, “Constituição Cidadã”, o sigilo na seara pública passou a ser exceção. A regra é a transparência propiciada pela publicidade de todos os atos administrativos, com o claro objetivo de permitir ao verdadeiro signatário desses serviços o exercício de certo controle sobre as ações dos seus representantes. Nunca é demais lembrar que numa democracia – pelo menos em tese – o patrão é o cidadão. Se assim o é, não faz sentido o empregado (gestor público) não dar ciência ao seu chefe das ações que pratica em seu nome. Por outro lado é, no mínimo, prudente que todo chefe fiscalize os seus subordinados, afinal, responsabilidade não se transfere.
Para desconstituir os partidários do “golpe do João sem braço”, isto é, os que se fazem de desentendidos, os diários oficiais passaram a ser (ou deveriam ser) os instrumentos de publicidade por meio dos quais os gestores públicos comunicam os seus atos ao povo. Uma vez publicado em D.O. ninguém pode alegar ignorância.
Mas, como na prática a polícia é sempre ao contrário, o Comandante Geral da PMPA, coronel Dário Teixeira – carinhosamente conhecido no meio militar como SADAM, pelas práticas administrativas pouco ortodoxas que adota – continua, em pleno Estado Democrático de Direito, praticando atos administrativos como se estivesse no Iraque, no auge da ditadura husseiniana.
Na contramão dos interesses ditatoriais de Sadam, o presidente da Associação em Defesa dos Direitos dos Militares do Pará – ADDMIPA, Major PM Walber Wolgrand, como o ofício nº 10/09 – ADDMIPA, de 05 de agosto de 2009 (ver cópia abaixo), solicitou a anulação dos atos secretos da PM, desde o advento da obrigação de torná-los públicos, e a publicação em diário oficial daqueles que ainda são suscetíveis de divulgação.
Como todo ditador tem uma memória inversamente proporcional aos seus instintos malignos, Wolgrand se colocou à disposição para identificar os atos secretos da PMPA (pode ser que estejam tão bem escondidos que requeiram a ação de um exímio investigador para localizá-los).
Porém, todos que conhecem os meandros da PMPA sabem que os atos milicianos não são secretos por acaso. Um déspota do porte de Sadam sabe que um tesouro não se guarda a “céu aberto”. É preciso protegê-lo. Muitos são aqueles que querem roubá-lo para fins antagônicos aos dos “generais” PM. No jogo do poder as informações valem ouro.
E embora Wolgrand tenha oferecido seus serviços sem ônus para o Erário, não resta dúvida que Sadam recusará tamanha gentileza. Quando o que está em jogo é dinheiro e poder a gentileza passa ao largo. Todo ditador que se preza não quer que os atos ilegais do seu reino ganhem publicidade. É preciso sepultá-los em local seguro e inacessível aos simples mortais.
No entanto, Wolgrand conhece muito bem as entranhas do reino de Sadam. Sabe, por exemplo, que a concessão (e a anulação) de férias de oficiais é um foco de falcatruas. Publicavam-se as férias em Boletim Interno para viabilizar a percepção da gratificação pecuniária correspondente, depois as anulava sob o antológico argumento da “necessidade do serviço”. Tudo sem parecer ou estudo que amparasse a decisão. Em seguida, um novo ato secreto incorporava o período de férias não gozadas, contadas em dobro, para fins de aposentadoria. Com essa fraude, muitos oficiais se aposentaram precocemente, com aproximadamente vinte anos de efetivo serviço.
Há caso de oficiais que nunca tiraram férias durante toda a sua vida profissional. Wolgrand estranha esse procedimento, pois gozou todas as férias a que fez jus, bem como outros direitos previstos no Estatuto PM. Por que será que a malfadada “necessidade do serviço” somente era invocada para sustar as férias de outros oficiais? Será que Wolgrand era um bem aventurado policial para ter os seus direitos respeitados, enquanto muitos trabalharam em regime de escravidão? Sadam sabe a resposta: fraude.
Outro absurdo que somente ocorre no reino de Sadam foi a “publicação” do edital do concurso público para o provimento de cargos de sargentos PM em Boletim Interno. Será que a PMPA é o único local onde sobrevive esse animal que fora extinto com o advento da Carta Magna: Concurso Interno? Tudo feito sorrateiramente, às escondidas dos olhos da sociedade, por meio dos famigerados atos secretos.
No reino de Sadam os atos que regulam a concessão do Adicional de Complementação de Jornada Operacional (horas extras), concessão de diárias, qüinqüênio, contratos e convênios, licenciamento de praças, processamento de promoções, instauração de inquéritos e processos administrativos, admissão de voluntários civis, etc., também são protegidos por meio de atos secretos. E nas raríssimas publicações em Diário Oficial o texto é tão lacônico que o cidadão não é capaz de compreender o objeto da divulgação. São publicações ineptas que não atendem ao escopo do que a lei determina. Tudo para enganar e esconder da sociedade civil as falcatruas que ocorrem sob o comando do ditador.
Eis que Wolgrand agora aguardará a manifestação de Sadam pelo período de 48 horas. Findo esse prazo, o presidente da ADDMIPA prometeu cientificar o Ministério do Reino, além de acionar o judiciário para que o período das trevas não seja recuperado pelo déspota e possamos, pelo menos, imaginar que vivemos em uma democracia.
sábado, 1 de agosto de 2009
O avesso do homem
Aos poucos fui purificando e aperfeiçoando a minha alma, livrando-a da intemperança, paixões e valores individuais e instáveis que brotam sem aviso e geram a inconstância que perturba e afasta a felicidade.
Aprendi a amar com serenidade e calma. Não há razão para crer que a vida é um improviso. Fui crescendo em estima pelas coisas do pensamento, com a dignidade de um impávido herói, capaz de renunciar ao mais primitivo sentimento para lutar contra os que ameaçam a verdadeira paz. E me fiz forte. E mais forte eu me senti ao perceber que não estava só.
Assim passei a sentir pena dos seres solitários e ansiosos. Enfraquecidos por uma vida de muitos desvarios que, como loucos, mesmo no meio de tantos estão sós, embriagados por um egoísmo intrigante. Vivem do que apraz no instante, como se o amanhã fosse apenas um eterno reiniciar de um processo doloroso de existência, a que somente alguns se propõem.
Mas como tudo na vida é maravilhosamente sedutor, fui afetado pela dúvida voraz que teoria alguma coloca. Posta por uma aventura repleta de caminhos desconhecidos, torpes e ruins. Como uma vida assim pode incomodar tanto? Como posso ter sido mobilizado por um estranho desprezo do mundo, mas com uma vitalidade indizível, expressa apenas pela mera resistência às coisas que tanto estimo?
E a confusão se instalou em um ser se tinha forte, tão senhor de si, mas que foi se desmilinguindo ante uma rebeldia sem igual, como que contaminado pela universalidade contagiante de uma criança qualquer. Assim uma nova vida brotou da terra, com um centro em si mesmo, porém incomunicável pela razão, mas perceptível pela imaginação de quem sente o cheiro bom que vem do mato.
Aprendi a amar com serenidade e calma. Não há razão para crer que a vida é um improviso. Fui crescendo em estima pelas coisas do pensamento, com a dignidade de um impávido herói, capaz de renunciar ao mais primitivo sentimento para lutar contra os que ameaçam a verdadeira paz. E me fiz forte. E mais forte eu me senti ao perceber que não estava só.
Assim passei a sentir pena dos seres solitários e ansiosos. Enfraquecidos por uma vida de muitos desvarios que, como loucos, mesmo no meio de tantos estão sós, embriagados por um egoísmo intrigante. Vivem do que apraz no instante, como se o amanhã fosse apenas um eterno reiniciar de um processo doloroso de existência, a que somente alguns se propõem.
Mas como tudo na vida é maravilhosamente sedutor, fui afetado pela dúvida voraz que teoria alguma coloca. Posta por uma aventura repleta de caminhos desconhecidos, torpes e ruins. Como uma vida assim pode incomodar tanto? Como posso ter sido mobilizado por um estranho desprezo do mundo, mas com uma vitalidade indizível, expressa apenas pela mera resistência às coisas que tanto estimo?
E a confusão se instalou em um ser se tinha forte, tão senhor de si, mas que foi se desmilinguindo ante uma rebeldia sem igual, como que contaminado pela universalidade contagiante de uma criança qualquer. Assim uma nova vida brotou da terra, com um centro em si mesmo, porém incomunicável pela razão, mas perceptível pela imaginação de quem sente o cheiro bom que vem do mato.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
O corporativismo e a persecução da verdade (ou “O controle, se existe, é externo”)
A imprensa, em nível nacional, noticiou que uma guarnição da PM paraense, comandada pelo Tenente Jairson Rosa Vaz, executou um cidadão ao confundi-lo com um meliante. Os militares, em contrapartida, afirmaram que a vítima reagiu com um revólver a uma abordagem de rotina, levando-os a atirarem. Segundo a reportagem, testemunhas oculares declararam que a vítima não estava armada – portava apenas um walkman – e os policiais, após se darem conta do equívoco, manipularam os fatos.
Não analisarei o mérito da ocorrência (cabe aos investigadores esclarecê-la), mas os elementos periféricos que a tornam possíveis e inteligíveis para nós seres humanos.
Inicialmente julgo importante considerar que a realidade dos fatos não é a mesma do processo. No mundo administrativo e judicial o que não consta nos autos não existe. Por isso quem primeiro dá atendimento ao fato delituoso é o principal responsável pelo sucesso (ou insucesso) de toda a persecução criminal ou administrativa. Se os elementos chave não forem preservados e carreados para os autos, o promotor terá dificuldade em oferecer a denúncia; e o juiz, em julgá-la. Mas na prática quem primeiro atende as ocorrências policiais são os agentes, em tese, menos preparados para tal. Resultado: fiasco na elucidação dos fatos delituosos. Desconsidero aqui os agravantes de má-fé que podem prejudicar ainda mais o trabalho.
A dificuldade aumenta quando quem coleta as provas dos ilícitos é o próprio acusado de sua prática. Neste caso aumentará a responsabilidade da autoridade responsável pela apuração. É preciso, se houver vontade, demonstrar, por todos os meios de prova admitidos em lei, que as provas coletadas no local da ocorrência são falsas. Se com um bom trabalho de coleta das provas a responsabilização dos culpados não é fácil, torna-se bem mais complexa quando essa coleta é manipulada. Mas, apesar de tudo, ainda é possível elucidar os fatos, desde que o investigador seja competente e isento. O menor vestígio de corporativismo põe tudo a perder.
Não adianta as autoridades policiais dizerem que as simples apurações tem o condão de trazer à baila a verdade. A verdade do processo é o resultado da conjugação equilibrada de competência e isenção.
A atual estrutura organizacional dos órgãos que compõe o Sistema de Segurança Pública (PM, PC, SUSIPE e DETRAN) contempla as suas corregedorias como órgãos de controle interno, subordinados diretamente aos dirigentes máximos dessas corporações. Os agentes que hoje estão nas ruas e delegacias praticando toda sorte de arbitrariedades, amanhã podem integrar os órgãos de correição. Sem contar o sentimento de vitimização que se espraia entre os seus integrantes, compondo um cenário propício ao compadrio. Como colegas de trabalho podem julgar outros imparcialmente?
Os órgãos de controle externo, Ouvidoria do SSP e Ministério Público, possuem uma atuação chinfrim. Aquele não tem poder administrativo disciplinar, só moral; o segundo tem poder, mas não tem estrutura compatível para acompanhar as corporações em todos os rincões do Estado. Além de outros “probleminhas” de natureza política que os tornam inoperantes.
Eis um cenário desalentador para aqueles que aspiram por um serviço eficiente na seara da segurança pública.
Por isso, não adianta apenas voltar os olhos para o tenente e sua guarnição, culpando-os por mais uma ação supostamente atabalhoada. A culpa é e será sempre dos nossos dirigentes que tendo o poder de reformular um sistema propício ao arbítrio, não o fazem. Por que isso ocorre? Por que, dentre outras coisas, ninguém quer perder o poder disciplinar sobre os seus subordinados. A nossa administração é amparada por esse tipo de relação de obediência, e ninguém – desde que o homem é homem – que abdicar do exercício e usufruto do poder.
Tive, um dia, a ilusão de que a ascensão ao poder de um partido político de esquerda poderia promover as reformas de que uma sociedade verdadeiramente democrática precisa – como corregedorias externas e independentes administrativa e financeiramente -, mas tudo não passou de uma ilusão que o discurso oficial ainda vende no varejo.
Não analisarei o mérito da ocorrência (cabe aos investigadores esclarecê-la), mas os elementos periféricos que a tornam possíveis e inteligíveis para nós seres humanos.
Inicialmente julgo importante considerar que a realidade dos fatos não é a mesma do processo. No mundo administrativo e judicial o que não consta nos autos não existe. Por isso quem primeiro dá atendimento ao fato delituoso é o principal responsável pelo sucesso (ou insucesso) de toda a persecução criminal ou administrativa. Se os elementos chave não forem preservados e carreados para os autos, o promotor terá dificuldade em oferecer a denúncia; e o juiz, em julgá-la. Mas na prática quem primeiro atende as ocorrências policiais são os agentes, em tese, menos preparados para tal. Resultado: fiasco na elucidação dos fatos delituosos. Desconsidero aqui os agravantes de má-fé que podem prejudicar ainda mais o trabalho.
A dificuldade aumenta quando quem coleta as provas dos ilícitos é o próprio acusado de sua prática. Neste caso aumentará a responsabilidade da autoridade responsável pela apuração. É preciso, se houver vontade, demonstrar, por todos os meios de prova admitidos em lei, que as provas coletadas no local da ocorrência são falsas. Se com um bom trabalho de coleta das provas a responsabilização dos culpados não é fácil, torna-se bem mais complexa quando essa coleta é manipulada. Mas, apesar de tudo, ainda é possível elucidar os fatos, desde que o investigador seja competente e isento. O menor vestígio de corporativismo põe tudo a perder.
Não adianta as autoridades policiais dizerem que as simples apurações tem o condão de trazer à baila a verdade. A verdade do processo é o resultado da conjugação equilibrada de competência e isenção.
A atual estrutura organizacional dos órgãos que compõe o Sistema de Segurança Pública (PM, PC, SUSIPE e DETRAN) contempla as suas corregedorias como órgãos de controle interno, subordinados diretamente aos dirigentes máximos dessas corporações. Os agentes que hoje estão nas ruas e delegacias praticando toda sorte de arbitrariedades, amanhã podem integrar os órgãos de correição. Sem contar o sentimento de vitimização que se espraia entre os seus integrantes, compondo um cenário propício ao compadrio. Como colegas de trabalho podem julgar outros imparcialmente?
Os órgãos de controle externo, Ouvidoria do SSP e Ministério Público, possuem uma atuação chinfrim. Aquele não tem poder administrativo disciplinar, só moral; o segundo tem poder, mas não tem estrutura compatível para acompanhar as corporações em todos os rincões do Estado. Além de outros “probleminhas” de natureza política que os tornam inoperantes.
Eis um cenário desalentador para aqueles que aspiram por um serviço eficiente na seara da segurança pública.
Por isso, não adianta apenas voltar os olhos para o tenente e sua guarnição, culpando-os por mais uma ação supostamente atabalhoada. A culpa é e será sempre dos nossos dirigentes que tendo o poder de reformular um sistema propício ao arbítrio, não o fazem. Por que isso ocorre? Por que, dentre outras coisas, ninguém quer perder o poder disciplinar sobre os seus subordinados. A nossa administração é amparada por esse tipo de relação de obediência, e ninguém – desde que o homem é homem – que abdicar do exercício e usufruto do poder.
Tive, um dia, a ilusão de que a ascensão ao poder de um partido político de esquerda poderia promover as reformas de que uma sociedade verdadeiramente democrática precisa – como corregedorias externas e independentes administrativa e financeiramente -, mas tudo não passou de uma ilusão que o discurso oficial ainda vende no varejo.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
O “lacaio público” (ou “O cargo de obediência”)
A Delegada de Polícia Civil do Estado do Pará, Ione Coelho, foi exonerada do cargo de Diretora da Seccional de Icoaraci depois de dar uma entrevista jornalística sobre a superlotação das carceragens das delegacias de polícia. Falou também sobre os desvios de função dos policiais civis que atuam como agentes prisionais. Arrematou dizendo que esse lamentável quadro prejudica o desempenho das atividades que, por dever de ofício, tinha a responsabilidade de administrar.
Ione ocupava o que alguns chamam de “Cargo de confiança”, mas que, a rigor, é um cargo “em comissão” de livre nomeação e exoneração. Ou seja, não é de provimento efetivo, mas, em observância aos princípios da moralidade e eficiência, devem ser ocupados por pessoas capazes de exercer as funções dele decorrentes. Só assim a Administração Pública poderá efetivamente atingir aos fins a que se propõe.
Resta claro, portanto, que o cargo de direção de uma seccional de polícia civil, enquanto cargo “em comissão”, não é privado ou particular. Não pertence à autoridade administrativa, mas à estrutura da Administração. Se assim o é, é razoável supor que o administrador público não tem tanta liberdade como o homem empírico crê. Se não existem regras que limitem a escolha de quem deve ocupá-lo, por outro lado, não resta dúvida que, pela natureza do cargo, o agente estatal deve respeitar os princípios administrativos ao escolher o seu ocupante. Essa premissa também nos permite inferir que a exoneração de quem o ocupa deve observar critério semelhante, se o interesse público nortear a decisão da autoridade nomeante.
Por isso, o ocupante de um cargo “em comissão” é um servidor da causa pública, livremente escolhido e nomeado para tal. Essa pessoa não recebe poderes estatais para satisfazer a vontade de quem a nomeou, pelo menos em tese. De outra forma, que razão nos assistiria em chamar de público o que foi criado para atender sentimento pessoal?
Mas na nossa res-pública brasileira, de espírito (e corpo) patrimonialista, o público e o privado se imiscuem. Os incautos (e estúpidos) cidadãos apregoam uma obediência sem limites como requisito indispensável aos ocupantes dos cargos “em comissão”, como se eles fossem patrimônio pessoal da autoridade administrativa. Esse pensamento não produz servidores, mas “lacaios públicos”.
Recuperam-se, com a sutileza dos instrumentos “democráticos”, os mesmos mecanismos que caracterizaram os governos absolutos de outrora: a obediência ao indivíduo, não à lei.
No caso em exame, Ione satisfez plenamente as exigências do cargo de diretoria de uma seccional. Além de bacharela em Direito possui, dentre outros cursos, o de especialista em Gestão Estratégica em Defesa Social. Pertence ao mais elevado nível hierárquico da carreira policial civil do Estado. Chefiou com bom desempenho outras seccionais de polícia (o próprio delegado geral, Benessuly, reconheceu em matéria jornalística). Não praticou nenhum ato de improbidade ou arbitrariedade no exercício do cargo de diretora. Foi assim nomeada em perfeita consonância com o interesse público. Mas, em contrapartida, foi sumariamente exonerada por ter exercido o direito de liberdade de pensamento ao dar entrevista relatando as dificuldades que enfrentara como titular da Seccional de Icoaraci. Em outras palavras, para Benassuly, a delegada Ione deveria compactuar com os absurdos administrativos, cumprindo a ordem de se omitir (e omitir) ante os graves fatos ocorridos em suas circunscrição para permanecer no cargo, isto é, por mais absurda que fosse a ordem ela deveria ser cumprida. Para Benassuly quem não tem essa capacidade de interpretar o papel de um surdo-mudo deve “entregar o cargo”, como se este não fosse público, mas seu.
Ora, Ione somente tornou público o que, por natureza, é público. Salvo se a delegada manipulou as informações maliciosamente, falseando-a, para prejudicar os seus superiores, o que, em momento algum, foi sustentado por Benassuly. Será que na PC é infração administrativa disciplinar levar ao conhecimento da sociedade fato verdadeiro? Se o é, por que não foi instaurado um processo administrativo para apurar a conduta da servidora? Será que os cidadãos não tem o direito de saber o que ocorre nos órgãos que compõe o Sistema de Segurança do Estado? Afinal, Ione tinha ou não o direito de falar sobre as dificuldades que enfrentou no exercício do cargo de diretora da seccional de Icoaraci?
Não há dúvida que a delegada Ione Coelho agiu corretamente ao não se omitir ante uma irregularidade que, há anos a fio, prejudica o desempenho da atividade de polícia judiciária no Estado do Pará: o desvio de função de policias para a guarda de presos de justiça. Ione exerceu com hombridade o seu mister ao cientificar o verdadeiro signatário do serviço que presta, a população paraense, dos fatos que a impediam de realizar um trabalho satisfatório como diretora de uma seccional de polícia. Ione foi mais além, não permitiu que os instrumentos administrativos fossem, de forma torpe, usados para lhe fazer calar, demonstrando rara preocupação com a boa e correta prestação do serviço público à sociedade, pois teve a faculdade de agir apenas para auferir benefíicos pecuniários – como a maioria subserviente faz –, mas optou, com exemplar espírito público, em defender a solução dos graves problemas que a sua corporação enfrenta para cumprir a sua missão institucional, mesmo com a desídia dos seus superiores.
A delgada Ione Coelho é apenas mais uma vítima da nossa democracia de botequim, com a agravante de ter sido exonerada por um ex-sindicalista (e durante um governo que se autodenomina popular) que há pouco tempo bradava em defesa dos servidores policiais que eram injustiçados no desempenho do cargo público. Benassuly é apenas mais um hipócrita representante de um governo fraco e decepcionante que em vez de enfrentar os problemas em sua nudez objetiva, prefere silenciar os que não perderam a sensibilidade para o correto enfrentamento dos problemas sociais.
Ione perdeu o cargo de diretora, mas agora preside a admiração das pessoas que ainda não foram contaminadas pelo discurso falacioso do poder. E para a sorte de todos nós, a ilustre delegada foi tentada, mas resistiu bravamente às benesses que o diabo lhe ofereceu, não alienando a sua alma.
Ione ocupava o que alguns chamam de “Cargo de confiança”, mas que, a rigor, é um cargo “em comissão” de livre nomeação e exoneração. Ou seja, não é de provimento efetivo, mas, em observância aos princípios da moralidade e eficiência, devem ser ocupados por pessoas capazes de exercer as funções dele decorrentes. Só assim a Administração Pública poderá efetivamente atingir aos fins a que se propõe.
Resta claro, portanto, que o cargo de direção de uma seccional de polícia civil, enquanto cargo “em comissão”, não é privado ou particular. Não pertence à autoridade administrativa, mas à estrutura da Administração. Se assim o é, é razoável supor que o administrador público não tem tanta liberdade como o homem empírico crê. Se não existem regras que limitem a escolha de quem deve ocupá-lo, por outro lado, não resta dúvida que, pela natureza do cargo, o agente estatal deve respeitar os princípios administrativos ao escolher o seu ocupante. Essa premissa também nos permite inferir que a exoneração de quem o ocupa deve observar critério semelhante, se o interesse público nortear a decisão da autoridade nomeante.
Por isso, o ocupante de um cargo “em comissão” é um servidor da causa pública, livremente escolhido e nomeado para tal. Essa pessoa não recebe poderes estatais para satisfazer a vontade de quem a nomeou, pelo menos em tese. De outra forma, que razão nos assistiria em chamar de público o que foi criado para atender sentimento pessoal?
Mas na nossa res-pública brasileira, de espírito (e corpo) patrimonialista, o público e o privado se imiscuem. Os incautos (e estúpidos) cidadãos apregoam uma obediência sem limites como requisito indispensável aos ocupantes dos cargos “em comissão”, como se eles fossem patrimônio pessoal da autoridade administrativa. Esse pensamento não produz servidores, mas “lacaios públicos”.
Recuperam-se, com a sutileza dos instrumentos “democráticos”, os mesmos mecanismos que caracterizaram os governos absolutos de outrora: a obediência ao indivíduo, não à lei.
No caso em exame, Ione satisfez plenamente as exigências do cargo de diretoria de uma seccional. Além de bacharela em Direito possui, dentre outros cursos, o de especialista em Gestão Estratégica em Defesa Social. Pertence ao mais elevado nível hierárquico da carreira policial civil do Estado. Chefiou com bom desempenho outras seccionais de polícia (o próprio delegado geral, Benessuly, reconheceu em matéria jornalística). Não praticou nenhum ato de improbidade ou arbitrariedade no exercício do cargo de diretora. Foi assim nomeada em perfeita consonância com o interesse público. Mas, em contrapartida, foi sumariamente exonerada por ter exercido o direito de liberdade de pensamento ao dar entrevista relatando as dificuldades que enfrentara como titular da Seccional de Icoaraci. Em outras palavras, para Benassuly, a delegada Ione deveria compactuar com os absurdos administrativos, cumprindo a ordem de se omitir (e omitir) ante os graves fatos ocorridos em suas circunscrição para permanecer no cargo, isto é, por mais absurda que fosse a ordem ela deveria ser cumprida. Para Benassuly quem não tem essa capacidade de interpretar o papel de um surdo-mudo deve “entregar o cargo”, como se este não fosse público, mas seu.
Ora, Ione somente tornou público o que, por natureza, é público. Salvo se a delegada manipulou as informações maliciosamente, falseando-a, para prejudicar os seus superiores, o que, em momento algum, foi sustentado por Benassuly. Será que na PC é infração administrativa disciplinar levar ao conhecimento da sociedade fato verdadeiro? Se o é, por que não foi instaurado um processo administrativo para apurar a conduta da servidora? Será que os cidadãos não tem o direito de saber o que ocorre nos órgãos que compõe o Sistema de Segurança do Estado? Afinal, Ione tinha ou não o direito de falar sobre as dificuldades que enfrentou no exercício do cargo de diretora da seccional de Icoaraci?
Não há dúvida que a delegada Ione Coelho agiu corretamente ao não se omitir ante uma irregularidade que, há anos a fio, prejudica o desempenho da atividade de polícia judiciária no Estado do Pará: o desvio de função de policias para a guarda de presos de justiça. Ione exerceu com hombridade o seu mister ao cientificar o verdadeiro signatário do serviço que presta, a população paraense, dos fatos que a impediam de realizar um trabalho satisfatório como diretora de uma seccional de polícia. Ione foi mais além, não permitiu que os instrumentos administrativos fossem, de forma torpe, usados para lhe fazer calar, demonstrando rara preocupação com a boa e correta prestação do serviço público à sociedade, pois teve a faculdade de agir apenas para auferir benefíicos pecuniários – como a maioria subserviente faz –, mas optou, com exemplar espírito público, em defender a solução dos graves problemas que a sua corporação enfrenta para cumprir a sua missão institucional, mesmo com a desídia dos seus superiores.
A delgada Ione Coelho é apenas mais uma vítima da nossa democracia de botequim, com a agravante de ter sido exonerada por um ex-sindicalista (e durante um governo que se autodenomina popular) que há pouco tempo bradava em defesa dos servidores policiais que eram injustiçados no desempenho do cargo público. Benassuly é apenas mais um hipócrita representante de um governo fraco e decepcionante que em vez de enfrentar os problemas em sua nudez objetiva, prefere silenciar os que não perderam a sensibilidade para o correto enfrentamento dos problemas sociais.
Ione perdeu o cargo de diretora, mas agora preside a admiração das pessoas que ainda não foram contaminadas pelo discurso falacioso do poder. E para a sorte de todos nós, a ilustre delegada foi tentada, mas resistiu bravamente às benesses que o diabo lhe ofereceu, não alienando a sua alma.
quarta-feira, 8 de julho de 2009
A pedagogia do medo (ou “Para quem a liberdade é um valor?”)
“E o diabo, levando-o a um alto monte,
mostrou-lhe num momento de tempo todos
os reinos do mundo. E disse-lhe o Diabo: - Dar-
te-ei todo este poder e a sua glória, porque
a mim me foi entregue e dou-o a quem quero;
portanto se me adorares, tudo será teu.
E Jesus, respondendo-lhe, disse: - Vai-te Sa-
tanás; porque está escrito: adorarás o Senhor
teu Deus e só a Ele servirás.”
(Lucas, cap. V, versículos 5-8.)
Difunde-se abundantemente em nossa sociedade que vivemos num Estado Democrático de Direito. Democrático porque o poder provém do povo. E de Direito, porque as leis jurídicas regulam a nossa relação com os nossos concidadãos. Se isso é verdade por que receamos em dizer o que pensamos no local de trabalho, na escola e até no ambiente familiar?
Talvez por isso o poeta Vinícius de Moraes tenha dito, no poema “O dia da criação”, que “os bares estão repletos de homens vazios”. Vazios, talvez, mas o bar é o lugar onde ainda se diz o que se pensa. Ali as pessoas são elas mesmas - com uma ou duas na cabeça - mas elas mesmas. Pode-se xingar o mau patrão, falar mal da mulher lamurienta ou do marido desatento, criticar o professor chato e preciosista, e, com uma dose de ousadia, até se declarar insatisfeito com a opção sexual adotada e outras coisas mais.
Mas por que, em qualquer outro lugar (até na internet), tememos ser nós mesmos, afinal o livre pensar não é um princípio constitucional? Por que então baixamos a cabeça e falamos baixinho como se vivêssemos em pleno regime de exceção?
A questão que parece merecer a nossa atenção não é se somos ou não livres, mas por que não nos interessamos em lutar pela liberdade? Por que a liberdade não é um valor para nós? Que tipo de pedagogia é essa que nos faz temer a liberdade? O mais intrigante é que esse medo não é prerrogativa das pessoas com baixa formação acadêmica ou de níveis sociais e econômicos menos abastados. Esse é um fenômeno que parece atingir a todos indistintamente.
Sem reconhecer essa realidade, as nossas escolas, hipocritamente, alardeiam sem qualquer pudor que objetivam formar cidadãos críticos e autônomos, capazes de se lançarem ao desconhecido em busca de novas experiências, vivendo para além das condições dadas cotidianamente. Ao revés, utilizam metodologia capaz unicamente de produzir seres mediocremente rotineiros; habilitados (e sem demonstrar qualquer inquietação) em aceitar a realidade dada, inserindo-se obedientemente num fluxo de acontecimentos que parece estar além das suas capacidades de deliberação. São “educados” para a obediência. Pior, são “educados” para GOSTAR da obediência e reconhecer nela o único caminho capaz de propiciar uma vida tranqüila e feliz.
Qualquer outra hipótese é sinônimo de transgressão, desordem, desarmonia, etc., logo suscetível dos justos e diversos castigos, necessários para o estabelecimento da ordem na vida gregária. Por isso, desde cedo nos ensinam a temer a ocorrência do que nos causa a dor e a desejar aquilo que nos afasta dela. Trocamos, assim, “voluntariamente” a possibilidade de experimentar a vida, de fazer com ela experiências de pensamento e ação, pela promessa de um conforto decorrente da posse de outros bens.
Institui-se assim uma pedagogia voltada para o cultivo do medo, ante o exercício da liberdade. Esta é menos importante que um “prato de comida”. E desde os verdes anos (sem cultivar o gosto, nem reconhecer a importância da liberdade), sem dificuldade, alienamos a nossa capacidade de produzir vivências, de elaborar novas relações e experiências com os acontecimentos. Trocamos o medo do desconhecido pela promessa de aquisição de bens conhecidos. De fato, como a liberdade pode ser um valor maior que um “prato de comida”, se nos ensinam que ela não tem valor prático? Ela não mata a fome, não sacia as pulsões sexuais, não nos abriga das intempéries. E ainda a experiência nos mostra que o seu exercício pode nos levar a perder os poucos bens que, a duras penas, conquistamos. Ensinaram-nos a conceber a liberdade como uma mera abstração, inferior às coisas concretas, com seus cheiros, cores e sabores. Parece que só os artistas e filósofos a amam e a inserem em seus “mundos paralelos”. No mundo “real”, não convém educar para o que não tem um sentido pragmático. A escola precisa nos colocar ante a realidade concreta e tangível para nos transformar em verdadeiros cidadãos.
Não sendo a liberdade um valor que mereça a atenção do nosso processo educacional, nós a trocamos por qualquer “prato de comida” e a alienamos com vistas a segurança e o conforto. Mas, será essa troca legítima e digna de nós seres humanos? A liberdade possui ou não algum valor?
Se a repulsa a liberdade não é congênita, mas ensinada, como creio, há de se supor que ela decorra da relação ensino-aprendizagem, que é a característica básica do processo educacional em qualquer sociedade humana. Logo, podemos pensá-la a partir dos dois pólos que a compõe, o professor e o aluno. Partindo da infância do homem individual e coletivo (quando a razão ainda não presidia as ações humanas) encontraremos um procedimento comum, do ponto de vista pedagógico, encetado pelo “professor”: procura-se conter a conduta do “aluno”, desenvolvendo-lhe certos sentimentos ante a realidade. O “professor” cria um discurso capaz de garantir que o “aluno” faça aquilo que por ele é querido. Assim, introduz-se o MEDO como instrumento pedagógico. O bicho-papão e todos os mitos cosmogônicos nisto se assemelham. Explicam os fenômenos e ao mesmo tempo condicionam o homem, segundo a vontade de quem detém o poder político. Em outras palavras, ENSINA-SE PARA CONTROLAR. Política e educação, desde os primórdios, sempre andaram juntas.
Com o passar do tempo, o homem e a humanidade entram na adolescência e os louros da razão principiam aparecer. Neste momento, há o reconhecimento – agora racional - da existência de limitações (sistema de regras) que impõe deveres e obrigações. No plano individual, a moral cumpre o seu papel limitador; no coletivo, surge o Estado Moderno, com suas regras jurídicas, para propiciar o bem e afastar o mal. Tem-se aí o amparo psicológico necessário para consolidar essa transferência de poder e a consolidação do medo – agora apreendido racionalmente – por meio dos diversos sistemas disciplinares. A família, Escola, local de trabalho e até a igreja cumprem esse papel limitador, que outrora foi das babás e dos poetas rapsodos e aeodos. Tudo funciona como numa sociedade de escambo, capitaneado por um regime de trocas. Aliena-se algo para se conseguir outro bem desejado. Mas o que a família, escola, sociedade civil e a igreja querem de nós em troca de tantos bens necessários a uma boa vida, segura e confortável? Não seria a OBEDIÊNCIA esse bem, isto é, a alienação da liberdade?
Mas como pode ser a liberdade se ela, como foi dito alhures, não custa um “prato de comida”? Se é esse o bem que os detentores do poder querem, chegamos a uma dúbia conclusão. A liberdade é um bem valioso para uns e não o é para outros. Quem a quer, não seriam os poderosos? Quem a despreza, não seriam os dominados? Se assim é, me parece inconteste que a liberdade tem a sua importância recuperada pelos inquilinos do poder, os quais a vêem como instrumento necessário para o exercício da sua própria liberdade, no valimento da vontade própria. A pedagogia do medo não seria patrocinada por aqueles que reconhecem o valor da liberdade e a escondem dos demais para poderem gozar desse benfazejo bem, sozinhos? De outra forma, o que justificaria a liberdade ser um valor primordial para os dominantes e não o ser para os dominados?
Retomando a questão que nos conduziu a essas indagações. Se vale a pena (e é legitima) a troca da liberdade pelo conforto e segurança. Concluo, considerando a validade das premissas anteriormente postas, que essa troca é FALSA, ILUSÓRIA e totalmente DESVANTAJOSA a quem da liberdade abdica, porque não há segurança num mundo em que os acontecimentos estão sob o controle de outrem (aqueles para quem a liberdade é um valor), pois a qualquer momento estes podem mudar o curso da vida, SEM PEDIR PERMISSÃO ALGUMA, porque a eles foi dado o poder, e podem usá-lo ao sabor de suas conveniências.
Logo, depreende-se que a pedagogia do medo não é mais que uma falsa pedagogia ou contra-pedagogia, porque ela presta um desserviço ao homem, salvo àqueles que consomem os seus frutos.
Por isso o filósofo e o artista não são corajosos – como o senso comum crê. Eles apenas desmistificam os instrumentos pedagógicos que estão a serviço do poder, percebendo que o medo não tem um fundamento fático, sendo um mero artifício criado para que apenas alguns possam usufruir do principal e mais valioso bem que existe para o ser humano: a liberdade.
.
mostrou-lhe num momento de tempo todos
os reinos do mundo. E disse-lhe o Diabo: - Dar-
te-ei todo este poder e a sua glória, porque
a mim me foi entregue e dou-o a quem quero;
portanto se me adorares, tudo será teu.
E Jesus, respondendo-lhe, disse: - Vai-te Sa-
tanás; porque está escrito: adorarás o Senhor
teu Deus e só a Ele servirás.”
(Lucas, cap. V, versículos 5-8.)
Difunde-se abundantemente em nossa sociedade que vivemos num Estado Democrático de Direito. Democrático porque o poder provém do povo. E de Direito, porque as leis jurídicas regulam a nossa relação com os nossos concidadãos. Se isso é verdade por que receamos em dizer o que pensamos no local de trabalho, na escola e até no ambiente familiar?
Talvez por isso o poeta Vinícius de Moraes tenha dito, no poema “O dia da criação”, que “os bares estão repletos de homens vazios”. Vazios, talvez, mas o bar é o lugar onde ainda se diz o que se pensa. Ali as pessoas são elas mesmas - com uma ou duas na cabeça - mas elas mesmas. Pode-se xingar o mau patrão, falar mal da mulher lamurienta ou do marido desatento, criticar o professor chato e preciosista, e, com uma dose de ousadia, até se declarar insatisfeito com a opção sexual adotada e outras coisas mais.
Mas por que, em qualquer outro lugar (até na internet), tememos ser nós mesmos, afinal o livre pensar não é um princípio constitucional? Por que então baixamos a cabeça e falamos baixinho como se vivêssemos em pleno regime de exceção?
A questão que parece merecer a nossa atenção não é se somos ou não livres, mas por que não nos interessamos em lutar pela liberdade? Por que a liberdade não é um valor para nós? Que tipo de pedagogia é essa que nos faz temer a liberdade? O mais intrigante é que esse medo não é prerrogativa das pessoas com baixa formação acadêmica ou de níveis sociais e econômicos menos abastados. Esse é um fenômeno que parece atingir a todos indistintamente.
Sem reconhecer essa realidade, as nossas escolas, hipocritamente, alardeiam sem qualquer pudor que objetivam formar cidadãos críticos e autônomos, capazes de se lançarem ao desconhecido em busca de novas experiências, vivendo para além das condições dadas cotidianamente. Ao revés, utilizam metodologia capaz unicamente de produzir seres mediocremente rotineiros; habilitados (e sem demonstrar qualquer inquietação) em aceitar a realidade dada, inserindo-se obedientemente num fluxo de acontecimentos que parece estar além das suas capacidades de deliberação. São “educados” para a obediência. Pior, são “educados” para GOSTAR da obediência e reconhecer nela o único caminho capaz de propiciar uma vida tranqüila e feliz.
Qualquer outra hipótese é sinônimo de transgressão, desordem, desarmonia, etc., logo suscetível dos justos e diversos castigos, necessários para o estabelecimento da ordem na vida gregária. Por isso, desde cedo nos ensinam a temer a ocorrência do que nos causa a dor e a desejar aquilo que nos afasta dela. Trocamos, assim, “voluntariamente” a possibilidade de experimentar a vida, de fazer com ela experiências de pensamento e ação, pela promessa de um conforto decorrente da posse de outros bens.
Institui-se assim uma pedagogia voltada para o cultivo do medo, ante o exercício da liberdade. Esta é menos importante que um “prato de comida”. E desde os verdes anos (sem cultivar o gosto, nem reconhecer a importância da liberdade), sem dificuldade, alienamos a nossa capacidade de produzir vivências, de elaborar novas relações e experiências com os acontecimentos. Trocamos o medo do desconhecido pela promessa de aquisição de bens conhecidos. De fato, como a liberdade pode ser um valor maior que um “prato de comida”, se nos ensinam que ela não tem valor prático? Ela não mata a fome, não sacia as pulsões sexuais, não nos abriga das intempéries. E ainda a experiência nos mostra que o seu exercício pode nos levar a perder os poucos bens que, a duras penas, conquistamos. Ensinaram-nos a conceber a liberdade como uma mera abstração, inferior às coisas concretas, com seus cheiros, cores e sabores. Parece que só os artistas e filósofos a amam e a inserem em seus “mundos paralelos”. No mundo “real”, não convém educar para o que não tem um sentido pragmático. A escola precisa nos colocar ante a realidade concreta e tangível para nos transformar em verdadeiros cidadãos.
Não sendo a liberdade um valor que mereça a atenção do nosso processo educacional, nós a trocamos por qualquer “prato de comida” e a alienamos com vistas a segurança e o conforto. Mas, será essa troca legítima e digna de nós seres humanos? A liberdade possui ou não algum valor?
Se a repulsa a liberdade não é congênita, mas ensinada, como creio, há de se supor que ela decorra da relação ensino-aprendizagem, que é a característica básica do processo educacional em qualquer sociedade humana. Logo, podemos pensá-la a partir dos dois pólos que a compõe, o professor e o aluno. Partindo da infância do homem individual e coletivo (quando a razão ainda não presidia as ações humanas) encontraremos um procedimento comum, do ponto de vista pedagógico, encetado pelo “professor”: procura-se conter a conduta do “aluno”, desenvolvendo-lhe certos sentimentos ante a realidade. O “professor” cria um discurso capaz de garantir que o “aluno” faça aquilo que por ele é querido. Assim, introduz-se o MEDO como instrumento pedagógico. O bicho-papão e todos os mitos cosmogônicos nisto se assemelham. Explicam os fenômenos e ao mesmo tempo condicionam o homem, segundo a vontade de quem detém o poder político. Em outras palavras, ENSINA-SE PARA CONTROLAR. Política e educação, desde os primórdios, sempre andaram juntas.
Com o passar do tempo, o homem e a humanidade entram na adolescência e os louros da razão principiam aparecer. Neste momento, há o reconhecimento – agora racional - da existência de limitações (sistema de regras) que impõe deveres e obrigações. No plano individual, a moral cumpre o seu papel limitador; no coletivo, surge o Estado Moderno, com suas regras jurídicas, para propiciar o bem e afastar o mal. Tem-se aí o amparo psicológico necessário para consolidar essa transferência de poder e a consolidação do medo – agora apreendido racionalmente – por meio dos diversos sistemas disciplinares. A família, Escola, local de trabalho e até a igreja cumprem esse papel limitador, que outrora foi das babás e dos poetas rapsodos e aeodos. Tudo funciona como numa sociedade de escambo, capitaneado por um regime de trocas. Aliena-se algo para se conseguir outro bem desejado. Mas o que a família, escola, sociedade civil e a igreja querem de nós em troca de tantos bens necessários a uma boa vida, segura e confortável? Não seria a OBEDIÊNCIA esse bem, isto é, a alienação da liberdade?
Mas como pode ser a liberdade se ela, como foi dito alhures, não custa um “prato de comida”? Se é esse o bem que os detentores do poder querem, chegamos a uma dúbia conclusão. A liberdade é um bem valioso para uns e não o é para outros. Quem a quer, não seriam os poderosos? Quem a despreza, não seriam os dominados? Se assim é, me parece inconteste que a liberdade tem a sua importância recuperada pelos inquilinos do poder, os quais a vêem como instrumento necessário para o exercício da sua própria liberdade, no valimento da vontade própria. A pedagogia do medo não seria patrocinada por aqueles que reconhecem o valor da liberdade e a escondem dos demais para poderem gozar desse benfazejo bem, sozinhos? De outra forma, o que justificaria a liberdade ser um valor primordial para os dominantes e não o ser para os dominados?
Retomando a questão que nos conduziu a essas indagações. Se vale a pena (e é legitima) a troca da liberdade pelo conforto e segurança. Concluo, considerando a validade das premissas anteriormente postas, que essa troca é FALSA, ILUSÓRIA e totalmente DESVANTAJOSA a quem da liberdade abdica, porque não há segurança num mundo em que os acontecimentos estão sob o controle de outrem (aqueles para quem a liberdade é um valor), pois a qualquer momento estes podem mudar o curso da vida, SEM PEDIR PERMISSÃO ALGUMA, porque a eles foi dado o poder, e podem usá-lo ao sabor de suas conveniências.
Logo, depreende-se que a pedagogia do medo não é mais que uma falsa pedagogia ou contra-pedagogia, porque ela presta um desserviço ao homem, salvo àqueles que consomem os seus frutos.
Por isso o filósofo e o artista não são corajosos – como o senso comum crê. Eles apenas desmistificam os instrumentos pedagógicos que estão a serviço do poder, percebendo que o medo não tem um fundamento fático, sendo um mero artifício criado para que apenas alguns possam usufruir do principal e mais valioso bem que existe para o ser humano: a liberdade.
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sexta-feira, 3 de julho de 2009
amor eo poder
Maria,
Se crês que perdi mais com o teu abandono.
É porque não perdi tanto.
Não que a tua ausência
Não me tenha causado algum prejuízo...
É claro que sim.
Os teus olhos são sem igual.
É que pela natureza de uma relação afetiva,
Não convém se relacionar com quem pensa
Que o outro lucra mais com esse tipo de acontecimento.
Isso desembocaria numa relação de poder
Indubitavelmente desvantajosa
A quem, em tese, tem mais a perder.
Por isso, embora eu a tenha perdido,
Penso que não perdi tanto.
Porque no amor ganha
Quem sabe perder.
Se crês que perdi mais com o teu abandono.
É porque não perdi tanto.
Não que a tua ausência
Não me tenha causado algum prejuízo...
É claro que sim.
Os teus olhos são sem igual.
É que pela natureza de uma relação afetiva,
Não convém se relacionar com quem pensa
Que o outro lucra mais com esse tipo de acontecimento.
Isso desembocaria numa relação de poder
Indubitavelmente desvantajosa
A quem, em tese, tem mais a perder.
Por isso, embora eu a tenha perdido,
Penso que não perdi tanto.
Porque no amor ganha
Quem sabe perder.
sexta-feira, 19 de junho de 2009
O MEU ADEUS AO INVESTIGADOR BOB!
O MEU ADEUS AO INVESTIGADOR BOB!
Conheci o policial BOB (assassinado brutalmente na última sexta-feira) na Sec. de S. Brás, no ano de 1999.
Ele estava lotado no meu plantão. Guardo dele a lembrança daquele tipo de pessoa que a aparência destoa do comportamento. Um negro forte, de presença que intimida, no entanto, no trato com as pessoas, era diferente: dirigia-se a mim com respeito e consideração e era gentil e atencioso. Mantinha-se quase sempre calado e quieto em uma postura de quem estava atento ao dever e isso o fazia diferente dos outros investigadores do plantão.
Lamentei a morte prematura e violenta.
Costumo dizer que nós, policiais, que enfrentamos exaustivas horas de expectativas pelo inesperado nos plantões, somos, antes de tudo, AUDACIOSOS!
Quantos plantões não encarei com apenas 1 escrivão e 1 investigador? Outros com 2 investigadores e 1 escrivão e sem viatura? Missões de rua em que, apenas com nossos revólveres 38, enfrentamos as armas pesadas de perigosos assaltantes, como os já falecidos ARI e BERLOQUE (Os IPCs. Rubens e Cascaes lembram, com certeza, desse encontro quase fatal!).
Somos audaciosos quando seguimos em missões para o interior do Estado sem um planejamento estratégico adequado.
Como Kamikases (sem preparo técnico e físico, coletes à prova de balas, armamento adequado) enfrentamos os bem preparados opositores, sempre mais ágeis e sem qualquer preocupação em disparar contra pessoas que um dia, não se sabe por que, resolveram ingressar na carreira.
Como o meu querido BOB, muitos ainda tombarão.
E o que mudou (ou mudará)?
Os verdadeiros responsáveis continuarão impunes, a sociedade indiferente, alguns colegas receosos, uma página no jornal e uma família que será obrigada a conviver sem sua presença.
ADEUS BOB.
É uma lástima, pois, eu não pude contribuir em nada para impedir a sua tragédia.
Rubenita Monteiro Pimentel - DPC
seg tambem a familia de bob
minhas sinseras condolencias. isaac.silva...
Conheci o policial BOB (assassinado brutalmente na última sexta-feira) na Sec. de S. Brás, no ano de 1999.
Ele estava lotado no meu plantão. Guardo dele a lembrança daquele tipo de pessoa que a aparência destoa do comportamento. Um negro forte, de presença que intimida, no entanto, no trato com as pessoas, era diferente: dirigia-se a mim com respeito e consideração e era gentil e atencioso. Mantinha-se quase sempre calado e quieto em uma postura de quem estava atento ao dever e isso o fazia diferente dos outros investigadores do plantão.
Lamentei a morte prematura e violenta.
Costumo dizer que nós, policiais, que enfrentamos exaustivas horas de expectativas pelo inesperado nos plantões, somos, antes de tudo, AUDACIOSOS!
Quantos plantões não encarei com apenas 1 escrivão e 1 investigador? Outros com 2 investigadores e 1 escrivão e sem viatura? Missões de rua em que, apenas com nossos revólveres 38, enfrentamos as armas pesadas de perigosos assaltantes, como os já falecidos ARI e BERLOQUE (Os IPCs. Rubens e Cascaes lembram, com certeza, desse encontro quase fatal!).
Somos audaciosos quando seguimos em missões para o interior do Estado sem um planejamento estratégico adequado.
Como Kamikases (sem preparo técnico e físico, coletes à prova de balas, armamento adequado) enfrentamos os bem preparados opositores, sempre mais ágeis e sem qualquer preocupação em disparar contra pessoas que um dia, não se sabe por que, resolveram ingressar na carreira.
Como o meu querido BOB, muitos ainda tombarão.
E o que mudou (ou mudará)?
Os verdadeiros responsáveis continuarão impunes, a sociedade indiferente, alguns colegas receosos, uma página no jornal e uma família que será obrigada a conviver sem sua presença.
ADEUS BOB.
É uma lástima, pois, eu não pude contribuir em nada para impedir a sua tragédia.
Rubenita Monteiro Pimentel - DPC
seg tambem a familia de bob
minhas sinseras condolencias. isaac.silva...
A culpa é do sistema. (ou “Adeus aos investigadores da PC!”)
Faz uma semana que os investigadores da Polícia Civil paraense IVAN e ADENILDO foram mortos, no exercício da atividade profissional, por dois meliantes (presos de justiça) que estavam sob a custódia da PC. É possível que os policiais tenham negligenciado na guarda dos meliantes (como afirmou sutilmente a SEGUP). Mas não podemos ajuizar com propriedade sobre os fatos sem voltarmos os olhos para o entorno dos acontecimentos.
Os assassinos eram presos provisórios à disposição da justiça (na verdade todos os presos são provisórios. Não há prisão perpétua no Brasil). Não haviam sido “julgados, condenados e culpados” pelo Poder Judiciário, como a maioria dos presos que integram o sistema prisional do Estado (cerca de mais de 7 mil detentos). A Justiça não tem pressa. Precisa respeitar todos os ritos do processo. Existem poucos juízes e eles só trabalham dez meses por ano – isso se não adoecerem, realizarem cursos, casarem, etc. Além do mais, os presos podem esperar (não tem para onde ir). Isso gera uma superpopulação de encarcerados que, não cabendo nas diversas Casas de “Recuperação” do Estado, são colocados onde existir uma cela que possa enjaulá-los. Assim as delegacias que deveriam “guardar” os presos, de fato, provisórios, são utilizadas como se fossem a extensão do sistema prisional. Dessa forma se institui a promiscuição da Superintendência do sistema Penitenciário com a Polícia Civil do Estado.
Os policiais civis deveriam, segundo a Carta Magna, ser empenhados na consecução da atividade de polícia judiciária, mas, em flagrante desvio de função, atuam como verdadeiros agentes prisionais; e as delegacias, como verdadeiras casas de custódia. O que fazer, se a sociedade precisa ser protegida dos bandidos que a ameaçam? Para casa é que os policiais não podem levar os presos!
O Governo, por sua vez, diz que a culpa é da desagregação da sociedade. Os valores (que não são os financeiros) não são mais respeitados. A família se degenerou. E como a violência é um fenômeno contextual, o seu combate é dever do Estado, mas a responsabilidade é de todos. Ora, se todos são responsáveis, logo todos são culpados. Ou seja, neste caso, NÃO HÁ CULPADOS.
Afinal, como não é possível culpar a polícia, a justiça, o MP (até porque este não existe no Pará), a SUSIPE, o povo ou Deus, culpa-se o sistema ou a SITUAÇÃO. Logo, a morte dos investigadores no interior de uma delegacia por presos que não tinham aonde ser custodiados adequadamente deve ser compreendido como uma mera fatalidade ou obra do acaso.
O certo é que IVAN e ADENILDO não existem mais. Foram vítimas de um sistema que foi criado pelo homem, mas que, por conveniência do próprio homem, é considerado como um ser abstrato (a quem não se pode imputar responsabilidade).
Que Deus os tenha!
isaac.silva...
Os assassinos eram presos provisórios à disposição da justiça (na verdade todos os presos são provisórios. Não há prisão perpétua no Brasil). Não haviam sido “julgados, condenados e culpados” pelo Poder Judiciário, como a maioria dos presos que integram o sistema prisional do Estado (cerca de mais de 7 mil detentos). A Justiça não tem pressa. Precisa respeitar todos os ritos do processo. Existem poucos juízes e eles só trabalham dez meses por ano – isso se não adoecerem, realizarem cursos, casarem, etc. Além do mais, os presos podem esperar (não tem para onde ir). Isso gera uma superpopulação de encarcerados que, não cabendo nas diversas Casas de “Recuperação” do Estado, são colocados onde existir uma cela que possa enjaulá-los. Assim as delegacias que deveriam “guardar” os presos, de fato, provisórios, são utilizadas como se fossem a extensão do sistema prisional. Dessa forma se institui a promiscuição da Superintendência do sistema Penitenciário com a Polícia Civil do Estado.
Os policiais civis deveriam, segundo a Carta Magna, ser empenhados na consecução da atividade de polícia judiciária, mas, em flagrante desvio de função, atuam como verdadeiros agentes prisionais; e as delegacias, como verdadeiras casas de custódia. O que fazer, se a sociedade precisa ser protegida dos bandidos que a ameaçam? Para casa é que os policiais não podem levar os presos!
O Governo, por sua vez, diz que a culpa é da desagregação da sociedade. Os valores (que não são os financeiros) não são mais respeitados. A família se degenerou. E como a violência é um fenômeno contextual, o seu combate é dever do Estado, mas a responsabilidade é de todos. Ora, se todos são responsáveis, logo todos são culpados. Ou seja, neste caso, NÃO HÁ CULPADOS.
Afinal, como não é possível culpar a polícia, a justiça, o MP (até porque este não existe no Pará), a SUSIPE, o povo ou Deus, culpa-se o sistema ou a SITUAÇÃO. Logo, a morte dos investigadores no interior de uma delegacia por presos que não tinham aonde ser custodiados adequadamente deve ser compreendido como uma mera fatalidade ou obra do acaso.
O certo é que IVAN e ADENILDO não existem mais. Foram vítimas de um sistema que foi criado pelo homem, mas que, por conveniência do próprio homem, é considerado como um ser abstrato (a quem não se pode imputar responsabilidade).
Que Deus os tenha!
isaac.silva...
terça-feira, 16 de junho de 2009
A "essência" do amor
Cultivamos a idéia de que o amor
É um sentimento que não nos atormenta,
Que não nos deixa inquieto e não nos perturba.
Cultivamos a idéia de que o amor
É um sentimento diferente da paixão,
Que não nos faz agir de forma insana,
Que não nos causa insônia,
Que não nos faz ridículos.
Cultivamos a idéia de que o amor
É um sentimento que não nos deixa louco
(que não é pra porra-louca).
Cultivamos a idéia de que o amor
É um sentimento que não nos deixa instável
No pensamento, no sentimento e na ação.
Cultivamos a idéia de que o amor
É um sentimento que não nos faz egoísta,
E que as nossas ações, mesmo as que tentam impor algo,
São para o bem do outro,
Porque amar é querer bem a coisa amada.
Cultivamos a idéia de que somos amadores de longa data,
E o que sentimos, seja lá o que for, é amor (quem vai nos contradizer?).
Se for mentira – é só mentira – não é pecado...
E, por amor, Deus perdoa.
Cultivamos a idéia de que o amor
É um sentimento que justifica a surra que não se dá,
O beijo que se dá, a mão que se estende, a cobrança que se faz...
Cultivamos tantas idéias sobre o amor
Que podemos dizer que o amor é um sentimento
Que justifica a cobrança que não se faz,
Porque quem ama não é egoísta;
Que justifica a mão que não se estende,
Porque quem ama não carrega, educa;
Que justifica o beijo que não se dá,
Por que quem ama “não seduz o que não pode cultivar”;
Que justifica a surra que se dá,
Porque quem ama disciplina o espírito;
Que justifica a mentira que se conta;
Porque quem ama protege o outro;
Que justifica os sentimentos mais estrambóticos,
Porque quem ama é sentimental;
Que justifica a agressividade e a intolerância,
Porque quem ama tudo suporta;
Que justifica a loucura que se faz,
Porque somente quem ama faz loucuras de amor;
Que justifica as ações ridículas e insanas,
Porque quem ama não age lógica e racionalmente;
Que justifica as noites de insônia,
Porque quem ama sonha acordado;
Que justifica a inquietude do espírito,
Porque quem ama “não sossega a coisa amada”;
Que justifica o desamor,
Porque quem ama é humano,
Logo suscetível de toda sorte de coisas;
Que justifica... Que justifica... Que justifica...
Assim, sob a égide do amor podemos explicar e justificar
Todos os fatos e atos humanos – até os omissivos,
Ancorados na crença de que a esse sentimento
Não se apruma definição possível,
Tornando-o ontologicamente íntimo do ser amante.
Mas, apesar da inconteste falta de objetividade,
Nada impede que investiguemos a sua natureza volátil
Na busca de algum elemento ou princípio que nos oriente
À compreensão da sua sutil e difusa existência:
Como age o amante? De qualquer maneira.
Por quê? Porque tem necessidades.
Para que? Para satisfazê-las.
Onde? Em qualquer lugar.
Altruísmo? Hipocrisia.
Separação? A morte.
O outro? Um meio.
Sim? Não.
Não? Talvez.
Humano? Mítico.
O que é? Egoísmo.
Bom? Enquanto saciar.
Eterno? “Enquanto durar”.
A paixão? Seu principal alimento.
A dor? A garantia da sua existência.
Estável? Somente enquanto espiritual.
Liberdade? Dentro dos limites de quem ama.
Coerente? Somente se pensado, pois a sua vivência
Está afeita a todo tipo de acontecimento ligado ao homem
Enquanto um ente solitário, limitado e carente, logo predisposto
A “construí-lo” como lhe aprouver. E enquanto construção humana
O amor pode ter a forma que o homem quiser,
Isto é, a “ESSÊNCIA” que o homem quiser.
É um sentimento que não nos atormenta,
Que não nos deixa inquieto e não nos perturba.
Cultivamos a idéia de que o amor
É um sentimento diferente da paixão,
Que não nos faz agir de forma insana,
Que não nos causa insônia,
Que não nos faz ridículos.
Cultivamos a idéia de que o amor
É um sentimento que não nos deixa louco
(que não é pra porra-louca).
Cultivamos a idéia de que o amor
É um sentimento que não nos deixa instável
No pensamento, no sentimento e na ação.
Cultivamos a idéia de que o amor
É um sentimento que não nos faz egoísta,
E que as nossas ações, mesmo as que tentam impor algo,
São para o bem do outro,
Porque amar é querer bem a coisa amada.
Cultivamos a idéia de que somos amadores de longa data,
E o que sentimos, seja lá o que for, é amor (quem vai nos contradizer?).
Se for mentira – é só mentira – não é pecado...
E, por amor, Deus perdoa.
Cultivamos a idéia de que o amor
É um sentimento que justifica a surra que não se dá,
O beijo que se dá, a mão que se estende, a cobrança que se faz...
Cultivamos tantas idéias sobre o amor
Que podemos dizer que o amor é um sentimento
Que justifica a cobrança que não se faz,
Porque quem ama não é egoísta;
Que justifica a mão que não se estende,
Porque quem ama não carrega, educa;
Que justifica o beijo que não se dá,
Por que quem ama “não seduz o que não pode cultivar”;
Que justifica a surra que se dá,
Porque quem ama disciplina o espírito;
Que justifica a mentira que se conta;
Porque quem ama protege o outro;
Que justifica os sentimentos mais estrambóticos,
Porque quem ama é sentimental;
Que justifica a agressividade e a intolerância,
Porque quem ama tudo suporta;
Que justifica a loucura que se faz,
Porque somente quem ama faz loucuras de amor;
Que justifica as ações ridículas e insanas,
Porque quem ama não age lógica e racionalmente;
Que justifica as noites de insônia,
Porque quem ama sonha acordado;
Que justifica a inquietude do espírito,
Porque quem ama “não sossega a coisa amada”;
Que justifica o desamor,
Porque quem ama é humano,
Logo suscetível de toda sorte de coisas;
Que justifica... Que justifica... Que justifica...
Assim, sob a égide do amor podemos explicar e justificar
Todos os fatos e atos humanos – até os omissivos,
Ancorados na crença de que a esse sentimento
Não se apruma definição possível,
Tornando-o ontologicamente íntimo do ser amante.
Mas, apesar da inconteste falta de objetividade,
Nada impede que investiguemos a sua natureza volátil
Na busca de algum elemento ou princípio que nos oriente
À compreensão da sua sutil e difusa existência:
Como age o amante? De qualquer maneira.
Por quê? Porque tem necessidades.
Para que? Para satisfazê-las.
Onde? Em qualquer lugar.
Altruísmo? Hipocrisia.
Separação? A morte.
O outro? Um meio.
Sim? Não.
Não? Talvez.
Humano? Mítico.
O que é? Egoísmo.
Bom? Enquanto saciar.
Eterno? “Enquanto durar”.
A paixão? Seu principal alimento.
A dor? A garantia da sua existência.
Estável? Somente enquanto espiritual.
Liberdade? Dentro dos limites de quem ama.
Coerente? Somente se pensado, pois a sua vivência
Está afeita a todo tipo de acontecimento ligado ao homem
Enquanto um ente solitário, limitado e carente, logo predisposto
A “construí-lo” como lhe aprouver. E enquanto construção humana
O amor pode ter a forma que o homem quiser,
Isto é, a “ESSÊNCIA” que o homem quiser.
A "essência" do amor
Cultivamos a idéia de que o amor
É um sentimento que não nos atormenta,
Que não nos deixa inquieto e não nos perturba.
Cultivamos a idéia de que o amor
É um sentimento diferente da paixão,
Que não nos faz agir de forma insana,
Que não nos causa insônia,
Que não nos faz ridículos.
Cultivamos a idéia de que o amor
É um sentimento que não nos deixa louco
(que não é pra porra-louca).
Cultivamos a idéia de que o amor
É um sentimento que não nos deixa instável
No pensamento, no sentimento e na ação.
Cultivamos a idéia de que o amor
É um sentimento que não nos faz egoísta,
E que as nossas ações, mesmo as que tentam impor algo,
São para o bem do outro,
Porque amar é querer bem a coisa amada.
Cultivamos a idéia de que somos amadores de longa data,
E o que sentimos, seja lá o que for, é amor (quem vai nos contradizer?).
Se for mentira – é só mentira – não é pecado...
E, por amor, Deus perdoa.
Cultivamos a idéia de que o amor
É um sentimento que justifica a surra que não se dá,
O beijo que se dá, a mão que se estende, a cobrança que se faz...
Cultivamos tantas idéias sobre o amor
Que podemos dizer que o amor é um sentimento
Que justifica a cobrança que não se faz,
Porque quem ama não é egoísta;
Que justifica a mão que não se estende,
Porque quem ama não carrega, educa;
Que justifica o beijo que não se dá,
Por que quem ama “não seduz o que não pode cultivar”;
Que justifica a surra que se dá,
Porque quem ama disciplina o espírito;
Que justifica a mentira que se conta;
Porque quem ama protege o outro;
Que justifica os sentimentos mais estrambóticos,
Porque quem ama é sentimental;
Que justifica a agressividade e a intolerância,
Porque quem ama tudo suporta;
Que justifica a loucura que se faz,
Porque somente quem ama faz loucuras de amor;
Que justifica as ações ridículas e insanas,
Porque quem ama não age lógica e racionalmente;
Que justifica as noites de insônia,
Porque quem ama sonha acordado;
Que justifica a inquietude do espírito,
Porque quem ama “não sossega a coisa amada”;
Que justifica o desamor,
Porque quem ama é humano,
Logo suscetível de toda sorte de coisas;
Que justifica... Que justifica... Que justifica...
Assim, sob a égide do amor podemos explicar e justificar
Todos os fatos e atos humanos – até os omissivos,
Ancorados na crença de que a esse sentimento
Não se apruma definição possível,
Tornando-o ontologicamente íntimo do ser amante.
Mas, apesar da inconteste falta de objetividade,
Nada impede que investiguemos a sua natureza volátil
Na busca de algum elemento ou princípio que nos oriente
À compreensão da sua sutil e difusa existência:
Como age o amante? De qualquer maneira.
Por quê? Porque tem necessidades.
Para que? Para satisfazê-las.
Onde? Em qualquer lugar.
Altruísmo? Hipocrisia.
Separação? A morte.
O outro? Um meio.
Sim? Não.
Não? Talvez.
Humano? Mítico.
O que é? Egoísmo.
Bom? Enquanto saciar.
Eterno? “Enquanto durar”.
A paixão? Seu principal alimento.
A dor? A garantia da sua existência.
Estável? Somente enquanto espiritual.
Liberdade? Dentro dos limites de quem ama.
Coerente? Somente se pensado, pois a sua vivência
Está afeita a todo tipo de acontecimento ligado ao homem
Enquanto um ente solitário, limitado e carente, logo predisposto
A “construí-lo” como lhe aprouver. E enquanto construção humana
O amor pode ter a forma que o homem quiser,
Isto é, a “ESSÊNCIA” que o homem quiser.
É um sentimento que não nos atormenta,
Que não nos deixa inquieto e não nos perturba.
Cultivamos a idéia de que o amor
É um sentimento diferente da paixão,
Que não nos faz agir de forma insana,
Que não nos causa insônia,
Que não nos faz ridículos.
Cultivamos a idéia de que o amor
É um sentimento que não nos deixa louco
(que não é pra porra-louca).
Cultivamos a idéia de que o amor
É um sentimento que não nos deixa instável
No pensamento, no sentimento e na ação.
Cultivamos a idéia de que o amor
É um sentimento que não nos faz egoísta,
E que as nossas ações, mesmo as que tentam impor algo,
São para o bem do outro,
Porque amar é querer bem a coisa amada.
Cultivamos a idéia de que somos amadores de longa data,
E o que sentimos, seja lá o que for, é amor (quem vai nos contradizer?).
Se for mentira – é só mentira – não é pecado...
E, por amor, Deus perdoa.
Cultivamos a idéia de que o amor
É um sentimento que justifica a surra que não se dá,
O beijo que se dá, a mão que se estende, a cobrança que se faz...
Cultivamos tantas idéias sobre o amor
Que podemos dizer que o amor é um sentimento
Que justifica a cobrança que não se faz,
Porque quem ama não é egoísta;
Que justifica a mão que não se estende,
Porque quem ama não carrega, educa;
Que justifica o beijo que não se dá,
Por que quem ama “não seduz o que não pode cultivar”;
Que justifica a surra que se dá,
Porque quem ama disciplina o espírito;
Que justifica a mentira que se conta;
Porque quem ama protege o outro;
Que justifica os sentimentos mais estrambóticos,
Porque quem ama é sentimental;
Que justifica a agressividade e a intolerância,
Porque quem ama tudo suporta;
Que justifica a loucura que se faz,
Porque somente quem ama faz loucuras de amor;
Que justifica as ações ridículas e insanas,
Porque quem ama não age lógica e racionalmente;
Que justifica as noites de insônia,
Porque quem ama sonha acordado;
Que justifica a inquietude do espírito,
Porque quem ama “não sossega a coisa amada”;
Que justifica o desamor,
Porque quem ama é humano,
Logo suscetível de toda sorte de coisas;
Que justifica... Que justifica... Que justifica...
Assim, sob a égide do amor podemos explicar e justificar
Todos os fatos e atos humanos – até os omissivos,
Ancorados na crença de que a esse sentimento
Não se apruma definição possível,
Tornando-o ontologicamente íntimo do ser amante.
Mas, apesar da inconteste falta de objetividade,
Nada impede que investiguemos a sua natureza volátil
Na busca de algum elemento ou princípio que nos oriente
À compreensão da sua sutil e difusa existência:
Como age o amante? De qualquer maneira.
Por quê? Porque tem necessidades.
Para que? Para satisfazê-las.
Onde? Em qualquer lugar.
Altruísmo? Hipocrisia.
Separação? A morte.
O outro? Um meio.
Sim? Não.
Não? Talvez.
Humano? Mítico.
O que é? Egoísmo.
Bom? Enquanto saciar.
Eterno? “Enquanto durar”.
A paixão? Seu principal alimento.
A dor? A garantia da sua existência.
Estável? Somente enquanto espiritual.
Liberdade? Dentro dos limites de quem ama.
Coerente? Somente se pensado, pois a sua vivência
Está afeita a todo tipo de acontecimento ligado ao homem
Enquanto um ente solitário, limitado e carente, logo predisposto
A “construí-lo” como lhe aprouver. E enquanto construção humana
O amor pode ter a forma que o homem quiser,
Isto é, a “ESSÊNCIA” que o homem quiser.
A "essência" do amor
Cultivamos a idéia de que o amor
É um sentimento que não nos atormenta,
Que não nos deixa inquieto e não nos perturba.
Cultivamos a idéia de que o amor
É um sentimento diferente da paixão,
Que não nos faz agir de forma insana,
Que não nos causa insônia,
Que não nos faz ridículos.
Cultivamos a idéia de que o amor
É um sentimento que não nos deixa louco
(que não é pra porra-louca).
Cultivamos a idéia de que o amor
É um sentimento que não nos deixa instável
No pensamento, no sentimento e na ação.
Cultivamos a idéia de que o amor
É um sentimento que não nos faz egoísta,
E que as nossas ações, mesmo as que tentam impor algo,
São para o bem do outro,
Porque amar é querer bem a coisa amada.
Cultivamos a idéia de que somos amadores de longa data,
E o que sentimos, seja lá o que for, é amor (quem vai nos contradizer?).
Se for mentira – é só mentira – não é pecado...
E, por amor, Deus perdoa.
Cultivamos a idéia de que o amor
É um sentimento que justifica a surra que não se dá,
O beijo que se dá, a mão que se estende, a cobrança que se faz...
Cultivamos tantas idéias sobre o amor
Que podemos dizer que o amor é um sentimento
Que justifica a cobrança que não se faz,
Porque quem ama não é egoísta;
Que justifica a mão que não se estende,
Porque quem ama não carrega, educa;
Que justifica o beijo que não se dá,
Por que quem ama “não seduz o que não pode cultivar”;
Que justifica a surra que se dá,
Porque quem ama disciplina o espírito;
Que justifica a mentira que se conta;
Porque quem ama protege o outro;
Que justifica os sentimentos mais estrambóticos,
Porque quem ama é sentimental;
Que justifica a agressividade e a intolerância,
Porque quem ama tudo suporta;
Que justifica a loucura que se faz,
Porque somente quem ama faz loucuras de amor;
Que justifica as ações ridículas e insanas,
Porque quem ama não age lógica e racionalmente;
Que justifica as noites de insônia,
Porque quem ama sonha acordado;
Que justifica a inquietude do espírito,
Porque quem ama “não sossega a coisa amada”;
Que justifica o desamor,
Porque quem ama é humano,
Logo suscetível de toda sorte de coisas;
Que justifica... Que justifica... Que justifica...
Assim, sob a égide do amor podemos explicar e justificar
Todos os fatos e atos humanos – até os omissivos,
Ancorados na crença de que a esse sentimento
Não se apruma definição possível,
Tornando-o ontologicamente íntimo do ser amante.
Mas, apesar da inconteste falta de objetividade,
Nada impede que investiguemos a sua natureza volátil
Na busca de algum elemento ou princípio que nos oriente
À compreensão da sua sutil e difusa existência:
Como age o amante? De qualquer maneira.
Por quê? Porque tem necessidades.
Para que? Para satisfazê-las.
Onde? Em qualquer lugar.
Altruísmo? Hipocrisia.
Separação? A morte.
O outro? Um meio.
Sim? Não.
Não? Talvez.
Humano? Mítico.
O que é? Egoísmo.
Bom? Enquanto saciar.
Eterno? “Enquanto durar”.
A paixão? Seu principal alimento.
A dor? A garantia da sua existência.
Estável? Somente enquanto espiritual.
Liberdade? Dentro dos limites de quem ama.
Coerente? Somente se pensado, pois a sua vivência
Está afeita a todo tipo de acontecimento ligado ao homem
Enquanto um ente solitário, limitado e carente, logo predisposto
A “construí-lo” como lhe aprouver. E enquanto construção humana
O amor pode ter a forma que o homem quiser,
Isto é, a “ESSÊNCIA” que o homem quiser.
É um sentimento que não nos atormenta,
Que não nos deixa inquieto e não nos perturba.
Cultivamos a idéia de que o amor
É um sentimento diferente da paixão,
Que não nos faz agir de forma insana,
Que não nos causa insônia,
Que não nos faz ridículos.
Cultivamos a idéia de que o amor
É um sentimento que não nos deixa louco
(que não é pra porra-louca).
Cultivamos a idéia de que o amor
É um sentimento que não nos deixa instável
No pensamento, no sentimento e na ação.
Cultivamos a idéia de que o amor
É um sentimento que não nos faz egoísta,
E que as nossas ações, mesmo as que tentam impor algo,
São para o bem do outro,
Porque amar é querer bem a coisa amada.
Cultivamos a idéia de que somos amadores de longa data,
E o que sentimos, seja lá o que for, é amor (quem vai nos contradizer?).
Se for mentira – é só mentira – não é pecado...
E, por amor, Deus perdoa.
Cultivamos a idéia de que o amor
É um sentimento que justifica a surra que não se dá,
O beijo que se dá, a mão que se estende, a cobrança que se faz...
Cultivamos tantas idéias sobre o amor
Que podemos dizer que o amor é um sentimento
Que justifica a cobrança que não se faz,
Porque quem ama não é egoísta;
Que justifica a mão que não se estende,
Porque quem ama não carrega, educa;
Que justifica o beijo que não se dá,
Por que quem ama “não seduz o que não pode cultivar”;
Que justifica a surra que se dá,
Porque quem ama disciplina o espírito;
Que justifica a mentira que se conta;
Porque quem ama protege o outro;
Que justifica os sentimentos mais estrambóticos,
Porque quem ama é sentimental;
Que justifica a agressividade e a intolerância,
Porque quem ama tudo suporta;
Que justifica a loucura que se faz,
Porque somente quem ama faz loucuras de amor;
Que justifica as ações ridículas e insanas,
Porque quem ama não age lógica e racionalmente;
Que justifica as noites de insônia,
Porque quem ama sonha acordado;
Que justifica a inquietude do espírito,
Porque quem ama “não sossega a coisa amada”;
Que justifica o desamor,
Porque quem ama é humano,
Logo suscetível de toda sorte de coisas;
Que justifica... Que justifica... Que justifica...
Assim, sob a égide do amor podemos explicar e justificar
Todos os fatos e atos humanos – até os omissivos,
Ancorados na crença de que a esse sentimento
Não se apruma definição possível,
Tornando-o ontologicamente íntimo do ser amante.
Mas, apesar da inconteste falta de objetividade,
Nada impede que investiguemos a sua natureza volátil
Na busca de algum elemento ou princípio que nos oriente
À compreensão da sua sutil e difusa existência:
Como age o amante? De qualquer maneira.
Por quê? Porque tem necessidades.
Para que? Para satisfazê-las.
Onde? Em qualquer lugar.
Altruísmo? Hipocrisia.
Separação? A morte.
O outro? Um meio.
Sim? Não.
Não? Talvez.
Humano? Mítico.
O que é? Egoísmo.
Bom? Enquanto saciar.
Eterno? “Enquanto durar”.
A paixão? Seu principal alimento.
A dor? A garantia da sua existência.
Estável? Somente enquanto espiritual.
Liberdade? Dentro dos limites de quem ama.
Coerente? Somente se pensado, pois a sua vivência
Está afeita a todo tipo de acontecimento ligado ao homem
Enquanto um ente solitário, limitado e carente, logo predisposto
A “construí-lo” como lhe aprouver. E enquanto construção humana
O amor pode ter a forma que o homem quiser,
Isto é, a “ESSÊNCIA” que o homem quiser.
Que seguro e esse so no Brasil
'Vocês sabem que hoje em dia o seguro de um automóvel é indispensável...
Não podemos deixar nem Uno de nossos Benz a Mercedes desses ladrões
que fazem a Fiesta , nessa Honda de assaltos!!!
A Marea tá Brava !
Quem não segura o seu automóvel pode se Ferrari e depois só GM pelos cantos ou fica a Ranger os dentes e a Courier de um lado para outro, vigiando a Strada e perguntando:
'- Kadett meu carro ??????'.
Faz a maior Siena e fica Palio de nervoso !!!
Aí vai rezar um terço para Santana ajudar..
Mas isto não Elba stante para ter seu carro de volta !
Seguro é o Tipo de negócio difícil, Mazda para resolver sem ficar com cara de Besta no final !!!
O seguro é um Prêmio para quem o faz !!!
Tempra todo veículo. Tem Parati também.
E, na hora de fazer o seguro do seu carro, pense nas Variant es...
Afinal Quantum mais opções, melhor !
Você vai ver que o nosso seguro é legal as Pampa ...
Por isso ele o Fusca os demais, e vai marcar um Gol na hora do Accord !!!
Não deixe o prazo Passat !... Monza obra !
Venha Logus ! Estamos Kombi nados???
Espero seu contato...
Visite nossa agência e se Accent na frente do Galant , que é o nosso gerente!
P.S.1 : Não se esqueça de levar o Stratus de seu banco e colocar um Blazer bem bonito, parecendo um Diplomata de Classe A .
Mas, não deixe de olhar todos os Topic do contrato...
Somos bem melhores Kia concorrência e se você perder esta Xantia ,
vai se Corsa todo de raiva, o Ka ?
Com nosso seguro você pode passar um Weekend tranqüilo fazendo um Céu pela praia de Ipanema que, se roubarem seu carro mesmo que seja em dia de Eclipse , você não terá problema.
Temos nossa Suprema garantia de pagamento em prazo recorde !!!
Não precisa D20 dias, como outros que tem por aí...
Hoje mesmo estamos pagando um seguro de um roubo que ocorreu A10 dias, S10 se nós pagaríamos antes até !!!
Você pode estar em qualquer lugar, de um Polo ao outro, que nós damos a assistência que precisar !!!
E só Scania os documentos e mandar por e-mail mesmo !
Faça seguro! É Clarus que é bom! Boa Voyage e Pointer final.
--------------------------------------------------------------------------------
Não podemos deixar nem Uno de nossos Benz a Mercedes desses ladrões
que fazem a Fiesta , nessa Honda de assaltos!!!
A Marea tá Brava !
Quem não segura o seu automóvel pode se Ferrari e depois só GM pelos cantos ou fica a Ranger os dentes e a Courier de um lado para outro, vigiando a Strada e perguntando:
'- Kadett meu carro ??????'.
Faz a maior Siena e fica Palio de nervoso !!!
Aí vai rezar um terço para Santana ajudar..
Mas isto não Elba stante para ter seu carro de volta !
Seguro é o Tipo de negócio difícil, Mazda para resolver sem ficar com cara de Besta no final !!!
O seguro é um Prêmio para quem o faz !!!
Tempra todo veículo. Tem Parati também.
E, na hora de fazer o seguro do seu carro, pense nas Variant es...
Afinal Quantum mais opções, melhor !
Você vai ver que o nosso seguro é legal as Pampa ...
Por isso ele o Fusca os demais, e vai marcar um Gol na hora do Accord !!!
Não deixe o prazo Passat !... Monza obra !
Venha Logus ! Estamos Kombi nados???
Espero seu contato...
Visite nossa agência e se Accent na frente do Galant , que é o nosso gerente!
P.S.1 : Não se esqueça de levar o Stratus de seu banco e colocar um Blazer bem bonito, parecendo um Diplomata de Classe A .
Mas, não deixe de olhar todos os Topic do contrato...
Somos bem melhores Kia concorrência e se você perder esta Xantia ,
vai se Corsa todo de raiva, o Ka ?
Com nosso seguro você pode passar um Weekend tranqüilo fazendo um Céu pela praia de Ipanema que, se roubarem seu carro mesmo que seja em dia de Eclipse , você não terá problema.
Temos nossa Suprema garantia de pagamento em prazo recorde !!!
Não precisa D20 dias, como outros que tem por aí...
Hoje mesmo estamos pagando um seguro de um roubo que ocorreu A10 dias, S10 se nós pagaríamos antes até !!!
Você pode estar em qualquer lugar, de um Polo ao outro, que nós damos a assistência que precisar !!!
E só Scania os documentos e mandar por e-mail mesmo !
Faça seguro! É Clarus que é bom! Boa Voyage e Pointer final.
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sábado, 13 de junho de 2009
REPUBLICA DEMOGRATICA DE DIREITO
Os filósofos Hobbes e Rousseau ao tentarem fundamentar a instituição do Estado Civil Moderno, em contraposição ao Estado Monárquico (legitimado por Deus), especularam, cada um a seu modo, sobre um momento em que a humanidade teria vivido sem a tutela de um poder central unificador: o estado de natureza. Nesse momento o homem gozaria, dentre outras coisas, da liberdade natural, cujo exercício tornaria a vida humana instável, curta, bruta e insegura. Para superar essas dificuldades os seres humanos teriam inferido – pelo uso da razão – a necessidade de firmar, entre si, um grande pacto, transferindo o poder individual que dispunham a um ente abstrato (e superior) capaz de organizar a vida gregária e garantir a obtenção e preservação do bem maior: a paz.
A vida ordenada e pacífica seria o fim último dessa magistral criação humana e somente faria sentido a sua manutenção enquanto pudesse garantir aos seus jurisdicionados esses bens, sendo teoricamente possível a ruptura do grande pacto social em caso de inobservância dos termos contratuais.
Mas se o Estado é um ente abstrato (fruto da imaginação humana) ele precisaria da ajuda do seu criador para realizar os seus objetivos. Logo quem garantiria que ele não seria apenas um instrumento para uma nova forma de exercício arbitrário do poder? Para minimizar esse dilema outro grande pensador político da modernidade, Montesquieu, imaginou a necessidade de o Poder Estatal ser exercido de forma tripartida. Inferiu que a administração centralizada poderia concorrer para o retorno ao Estado absoluto de outrora. Concebeu, assim, a divisão do Estado em Legislativo, Executivo e Judiciário. “Como a Santíssima Trindade, o Estado Moderno é Uno e Trino”. Mas como compreender isso? Na religião a compreensão não é necessária, a confiança basta. Mas quando a criação é humana, a justificativa se faz imperiosa. Para explicar esse acontecimento podemos utilizar um único conceito: a impessoalidade. Era preciso despersonalizar o Estado e, para tanto, dividi-lo. É como uma luta contra um inimigo qualquer: convém dividi-lo para dominá-lo. O mais inusitado é que as partes não estariam submetidas umas às outras, mas, paradoxalmente, estariam no mesmo nível de poder, condição “sine qua non” para se fiscalizarem mutuamente e impedirem a supremacia de uma única instância de poder. Nisto a solução montesquiana parecia teoricamente válida, pois somente um poder que esteja no mesmo nível pode limitar outro. Mas como realizar isso na prática?
Por outro lado, nunca é demais lembrar que o Estado, moderno ou não, foi concebido pelo homem, logo atende a um propósito eminentemente humano. Além do mais, os filósofos que o conceberam, por serem herdeiros da tradição metafísica, o pensaram de forma idealizada, desconsiderando muitas variantes que o compõe ou que a ele estão agregadas. Imaginaram um Estado capaz de impor limites ao egoísmo natural, mas nada falaram sobre a possibilidade desse grande monstro ser domesticado e adestrado para atender aos interesses pessoais daqueles que o controlam.
Quem mais se aproximou dessa linha de raciocínio foi o filósofo francês do século XVI, Etiene de La Boétie, o qual, inclusive, preconizou que um novo modelo de Estado em nada se diferiria do anterior (absoluto). La Boétie, ao falar do poder estatal absoluto (Discurso da servidão Voluntária), desviou o foco das especulações para o homem. Disse que, na busca e manutenção de bens materiais e poder político, o homem prefere se aliar com o seu pretenso adversário que combatê-lo, porque se beneficia mais com os acordos que com os conflitos necessários ao equilíbrio no exercício do poder. Em outras palavras, reconheceu que no mundo humano o individual se sobrepõe ao coletivo. Por isso é mantida uma estrutura de poder que teoricamente poderia ser facilmente destruída, mas que é preservada pela conveniência que enceta aos que são beneficiados.
Como exemplo categórico de que o Estado Moderno está longe de atender ao propósito pelo qual foi instituído, temos o emblemático caso da res-pública brasileira. No Brasil os poderes em vez de se auto-limitarem, se promiscuem. A Administração Executiva nomeia os Magistrados dos graus mais elevados, logo é compreensível que desses obtenha favores. Também concede cargos e obras para os Legisladores e por esses são vistos com “bons olhos”. Por sua vez os julgadores, prevalecendo-se da falta de objetividade do direito, julgam as demandas ao sabor de suas conveniências, garantindo prerrogativas que, guardadas as devidas proporções, em nada ficam a dever aos déspotas medievais. Ainda se prevalecem do famoso jargão ideológico: “Decisão judicial não se discute, cumpre-se”. Por outro lado os nossos Legisladores de plantão agem como verdadeiros comerciantes: vendem o seu produto para quem lhes pagar melhor. Esse movimento, cíclico e permanente, caracteriza o “modus operandi” do exercício do Poder Estatal brasileiro, demonstrando o quão ingênuos foram os filósofos contratualistas.
Diante da indiscutível dificuldade de operar o modelo metafísico do Estado Moderno Brasileiro, fez-se um ajuste providencial, criou-se o redundante Ministério Público, com a responsabilidade de ser o guardião da ordem jurídica. Ora, qual a necessidade de criar um ser incumbido de fazer aquilo que as instâncias superiores (Executivo, Judiciário e Legislativo) já o são? E o que é mais estranho: com total dependência e poderes inferiores aos dos seus parentes mais ilustres.
Depreende-se da estrutura de compadrio da Res-pública Brasileira que o Estado é novo, mas o homem ainda é o mesmo egoísta de sempre. E que, no fundo, a razão apenas criara uma forma nova de exercício do mesmo poder arbitrário de outrora, agora escamoteado e legitimado sob o manto do “BEM COMUM”. Mas para os incautos cidadãos brasileiros, vivemos numa República Democrática de Direito.
A vida ordenada e pacífica seria o fim último dessa magistral criação humana e somente faria sentido a sua manutenção enquanto pudesse garantir aos seus jurisdicionados esses bens, sendo teoricamente possível a ruptura do grande pacto social em caso de inobservância dos termos contratuais.
Mas se o Estado é um ente abstrato (fruto da imaginação humana) ele precisaria da ajuda do seu criador para realizar os seus objetivos. Logo quem garantiria que ele não seria apenas um instrumento para uma nova forma de exercício arbitrário do poder? Para minimizar esse dilema outro grande pensador político da modernidade, Montesquieu, imaginou a necessidade de o Poder Estatal ser exercido de forma tripartida. Inferiu que a administração centralizada poderia concorrer para o retorno ao Estado absoluto de outrora. Concebeu, assim, a divisão do Estado em Legislativo, Executivo e Judiciário. “Como a Santíssima Trindade, o Estado Moderno é Uno e Trino”. Mas como compreender isso? Na religião a compreensão não é necessária, a confiança basta. Mas quando a criação é humana, a justificativa se faz imperiosa. Para explicar esse acontecimento podemos utilizar um único conceito: a impessoalidade. Era preciso despersonalizar o Estado e, para tanto, dividi-lo. É como uma luta contra um inimigo qualquer: convém dividi-lo para dominá-lo. O mais inusitado é que as partes não estariam submetidas umas às outras, mas, paradoxalmente, estariam no mesmo nível de poder, condição “sine qua non” para se fiscalizarem mutuamente e impedirem a supremacia de uma única instância de poder. Nisto a solução montesquiana parecia teoricamente válida, pois somente um poder que esteja no mesmo nível pode limitar outro. Mas como realizar isso na prática?
Por outro lado, nunca é demais lembrar que o Estado, moderno ou não, foi concebido pelo homem, logo atende a um propósito eminentemente humano. Além do mais, os filósofos que o conceberam, por serem herdeiros da tradição metafísica, o pensaram de forma idealizada, desconsiderando muitas variantes que o compõe ou que a ele estão agregadas. Imaginaram um Estado capaz de impor limites ao egoísmo natural, mas nada falaram sobre a possibilidade desse grande monstro ser domesticado e adestrado para atender aos interesses pessoais daqueles que o controlam.
Quem mais se aproximou dessa linha de raciocínio foi o filósofo francês do século XVI, Etiene de La Boétie, o qual, inclusive, preconizou que um novo modelo de Estado em nada se diferiria do anterior (absoluto). La Boétie, ao falar do poder estatal absoluto (Discurso da servidão Voluntária), desviou o foco das especulações para o homem. Disse que, na busca e manutenção de bens materiais e poder político, o homem prefere se aliar com o seu pretenso adversário que combatê-lo, porque se beneficia mais com os acordos que com os conflitos necessários ao equilíbrio no exercício do poder. Em outras palavras, reconheceu que no mundo humano o individual se sobrepõe ao coletivo. Por isso é mantida uma estrutura de poder que teoricamente poderia ser facilmente destruída, mas que é preservada pela conveniência que enceta aos que são beneficiados.
Como exemplo categórico de que o Estado Moderno está longe de atender ao propósito pelo qual foi instituído, temos o emblemático caso da res-pública brasileira. No Brasil os poderes em vez de se auto-limitarem, se promiscuem. A Administração Executiva nomeia os Magistrados dos graus mais elevados, logo é compreensível que desses obtenha favores. Também concede cargos e obras para os Legisladores e por esses são vistos com “bons olhos”. Por sua vez os julgadores, prevalecendo-se da falta de objetividade do direito, julgam as demandas ao sabor de suas conveniências, garantindo prerrogativas que, guardadas as devidas proporções, em nada ficam a dever aos déspotas medievais. Ainda se prevalecem do famoso jargão ideológico: “Decisão judicial não se discute, cumpre-se”. Por outro lado os nossos Legisladores de plantão agem como verdadeiros comerciantes: vendem o seu produto para quem lhes pagar melhor. Esse movimento, cíclico e permanente, caracteriza o “modus operandi” do exercício do Poder Estatal brasileiro, demonstrando o quão ingênuos foram os filósofos contratualistas.
Diante da indiscutível dificuldade de operar o modelo metafísico do Estado Moderno Brasileiro, fez-se um ajuste providencial, criou-se o redundante Ministério Público, com a responsabilidade de ser o guardião da ordem jurídica. Ora, qual a necessidade de criar um ser incumbido de fazer aquilo que as instâncias superiores (Executivo, Judiciário e Legislativo) já o são? E o que é mais estranho: com total dependência e poderes inferiores aos dos seus parentes mais ilustres.
Depreende-se da estrutura de compadrio da Res-pública Brasileira que o Estado é novo, mas o homem ainda é o mesmo egoísta de sempre. E que, no fundo, a razão apenas criara uma forma nova de exercício do mesmo poder arbitrário de outrora, agora escamoteado e legitimado sob o manto do “BEM COMUM”. Mas para os incautos cidadãos brasileiros, vivemos numa República Democrática de Direito.
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